Quando
despertamos para as responsabilidades que o Espiritismo com Jesus nos impõe, é imperioso
não esquecer que ainda nos achamos na Terra encarnados, em grandiosa escola
de preparação para a Vida Maior.
Por essa razão,
encontramos ainda em seus variados departamentos, a ignorância gerando a miséria,
a miséria criando necessidades, as necessidades causando problemas e os
problemas fomentando o desespero nos corações de uma quantidade esmagadora de
criaturas.
Desse conjunto desesperado,
gerado por essas forças negativas, nascem a superstição e o fetichismo perturbando
o caminho das criaturas que, apressadas, revoltadas e invigilantes, muitas
vezes, pretendem encontrar a felicidade sem observar que antes precisam plantá-la
no solo do coração, pois, foi o próprio Jesus quem nos afirmou “a
cada um segundo as suas obras”, e ninguém encontrará a paz, sem o esforço para se
libertar dos equívocos e prejuízos a que se acolheram.
No entanto, quanto
mais se apresentem a crendice e o fanatismo, operando o extravio das consciências,
mais amplo é o trabalho de cooperação que o Mestre nos oferece, pois, o Cristianismo revivido pela nova
filosofia nascente na construção espírita de hoje, precisa representar pelo
esforço de cada um de nós, a vitória das forças da luz sobre as energias
ocultas da sombra.
Assim, se formos
surpreendidos por qualquer espécie de culto primitivista, em desacordo com o Evangelho
de Jesus, nessa ou naquela corrente religiosa, ou mesmo até em nosso meio
espírita, procuremos auxiliar sem alarde as vítimas da fascinação, mergulhadas
por enquanto em manifestações impróprias ou inferiores da fé, por incapacidade
de entender a mensagem consoladora e esclarecedora do Evangelho de Jesus, como
nos diz Paulo: “não sabem como convém saber”, e procuremos de forma cuidadosa
incentivar a prática do estudo e o exercício do bem, pois, é justamente nessas
horas que a ocasião nos solicita bondade e tolerância, compreensão e trabalho.
Que a ignorância
encontre em cada trabalhador espírita, a bênção do aprendizado.
Que a miséria receba
de nossas mãos o óbolo de carinho e compreensão dos quais se faz carente.
Que as
necessidades dos nossos irmãos em humanidade, encontrem em cada um de nós o
concurso fraterno, e que os problemas que grassam em nossa sociedade nos
identifiquem na posição de laboriosos aprendizes de Jesus, sempre dispostos a
amparar e socorrer, edificar e instruir.
Busquemos seguir
os exemplos do Cristo, para que seu amor seja sentido em nós, porque o
discípulo consciente de seus deveres para com seu Mestre e Guia, sabe que amar e servir constitui a missão do bem
diante do mal, e que ELE conta com
cada um de seus colaboradores na tarefa indispensável de edificar com seus
próprios exemplos a vivência e a edificação do contido no seu evangelho de luz
no coração de toda a humanidade.
Francisco
Rebouças