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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

UMA VISITA DE CRUZ E SOUZA


O confrade Izaltino Silveira Filho, digno companheiro nosso em Juiz de Fora, achava-se em prece com o Chico, em Pedro Leopoldo, na noite de 11 de setembro de 1948, quando ele e o Médium registraram a presença de alguns amigos espirituais.
Concentraram-se e, dentre as Mensagens recebidas, veio o seguinte soneto de Cruz e Souza pelas mãos do Médium, dedicado ao irmão acima referido:
SEGUE
Segue gemendo no caminho estreito,
De pé sangrando em chagas dolorosas,
Sustentando alegrias que não gozas,
À renúncia rendendo excelso preito.
Na cruz pesada que te oprime o peito,
Encontrarás estrelas milagrosas,
Sob chuvas de bênçãos e de rosas,
Que dimanam do amor santo e perfeito.
Se o temporal de lágrimas te encharca,
Seja a esperança a luminosa marca
Que te assinale as súplicas sinceras!
Somente a dor na terra estranha e escura
Apaga na corrente da amargura
Os erros que trazemos de outras eras...
CRUZ E SOUZA
Assinalamos aqui esse soneto, não só por sua beleza, mas também pela exatidão do estilo que caracteriza o grande e inesquecível poeta.
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças