O confrade Izaltino Silveira
Filho, digno companheiro nosso em Juiz de Fora, achava-se em prece com o
Chico, em Pedro Leopoldo, na noite de 11 de setembro de 1948, quando ele e o
Médium registraram a presença de alguns amigos espirituais.
Concentraram-se e, dentre as
Mensagens recebidas, veio o seguinte soneto de Cruz e Souza pelas mãos
do Médium, dedicado ao irmão acima referido:
SEGUE
Segue gemendo no caminho estreito,
De pé sangrando em chagas
dolorosas,
Sustentando alegrias que não
gozas,
À renúncia rendendo excelso
preito.
Na cruz pesada que te oprime o
peito,
Encontrarás estrelas milagrosas,
Sob chuvas de bênçãos e de rosas,
Que dimanam do amor santo e
perfeito.
Se o temporal de lágrimas te
encharca,
Seja a esperança a luminosa marca
Que te assinale as súplicas
sinceras!
Somente a dor na terra estranha e
escura
Apaga na corrente da amargura
Os erros que trazemos de outras
eras...
CRUZ E SOUZA
Assinalamos aqui esse soneto, não
só por sua beleza, mas também pela exatidão do estilo que caracteriza
o grande e inesquecível poeta.
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
Francisco Rebouças