Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mau com o bem. Paulo: Romanos
12;21.
Queridos irmãos, que a paz de Jesus nos mantenha
alegre os corações;
Se, pretendemos ser legítimos representantes, e bons
intérpretes do bem, não basta apenas desculpar o mal, é imprescindível nos
afastemos dele, em sentido absoluto, relegando-o à condição de mero acessório
de punição dos que ainda não compreenderam o mecanismo das sábias Leis que nos
regem o destino dos homens na Terra.
Procurando evitar os comentários complexos, em favor
do nosso culto à simplicidade, analisemos as lições que nos oferta a mãe
natureza:
Vejamos, por exemplo, o trabalho vivo da fonte:
quantas vezes, não terá suportado injúrias para nos oferecer a água potável que
nos chega à mesa?
Desde o seu nascedouro até ao vaso limpo com que nos
servimos para matar nossa sede, difícil trajetória terá ela enfrentado, entre
vicissitudes e provações, desleixos e desrespeitos.
Venceu inicialmente o leito duro de pedra e areia; o
duro proceder dos animais de grande porte; a enxurrada provocada pelos
temporais; os detritos que lhe foram arrojados ao seio, pelos deseducados,
incautos e ignorantes...
A fonte, entretanto, caminhou despretensiosa e
resoluta, sem demorar-se em reclamações das desconsiderações de que foi vítima,
sem retroceder ante aos sarcasmos da senda, até surpreender-nos, diligente e
pura, submetendo-se ainda ao filtro que lhe apura as condições, a fim de que
nos assegure saciedade e conforto.
Analisando, adequadamente a lição, aparentemente
infantil, que nos fornece a fonte durante a trajetória que empreende, no
transcurso da nascente ao vaso com que nos servimos, podemos observar que ela
não somente olvidou as ofensas que lhe foram precipitadas à face, sem que nada
fizesse por merecer tal procedimento, de quem quer que seja, para seguir sua
senda e, prestativa movimentou-se, avançou, humilhou-se para auxiliar e perdoou
infinitamente, sem imobilizar-se um minuto, porque a imobilidade para ela
constituiria adesão ao charco, no qual, ao invés de servir, converter-se-ia tão
só em veículo de doença e desgraça.
Por isso mesmo, os espíritos superiores nos dão o
preciso ensinamento cristão de caridade, que, envolve o completo esquecimento
de todo mal e a coragem para prosseguir com disposição e vontade na realização
do bem.
“O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu
ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária.
Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o
espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa
própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários
e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando,
e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade
renovadora”.¹
“Que a vossa
mão esquerda não saiba o que está sendo praticado pela direita.”
Essa assertiva do senhor Jesus, incentiva-nos a viver
na Terra, exaltando o bem, por todos os meios ao nosso alcance, com integral
despreocupação de tudo o que represente vaidade nossa ou incompreensão dos
outros, de vez que em qualquer boa dádiva somente a Deus se pode atribuir a
procedência, pois de nós mesmos nada podemos.
Busquemos incessantemente a nossa posição de
servidores fiéis da regeneração do mundo, a começar de nós mesmos, pela
renovação dos nossos hábitos e impulsos, desatando-nos dos laços que nos
prendem à sombra e buscando desenvolver em volta de nossos passos a luz, cada
dia, conscientes de que qualquer pausa mais longa na apreciação dos quadros
menos dignos que ainda nos cercam em nossa presente jornada terrestre, será
nossa provável indução ao estacionamento indeterminado no cárcere do
desequilíbrio e do sofrimento, que desde há muito tem sido nossa escolha
impensada, pela utilização do nosso livre arbítrio de maneira equivocada.
Bibliografia:
1) Livro Pão
Nosso – Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças