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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Na Construção do Bem

    
      Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mau com o bem.  Paulo: Romanos 12;21.
Queridos irmãos, que a paz de Jesus nos mantenha alegre os corações; 

Se, pretendemos ser legítimos representantes, e bons intérpretes do bem, não basta apenas desculpar o mal, é imprescindível nos afastemos dele, em sentido absoluto, relegando-o à condição de mero acessório de punição dos que ainda não compreenderam o mecanismo das sábias Leis que nos regem o destino dos homens na Terra.

Procurando evitar os comentários complexos, em favor do nosso culto à simplicidade, analisemos as lições que nos oferta a mãe natureza:

Vejamos, por exemplo, o trabalho vivo da fonte: quantas vezes, não terá suportado injúrias para nos oferecer a água potável que nos chega à mesa?

Desde o seu nascedouro até ao vaso limpo com que nos servimos para matar nossa sede, difícil trajetória terá ela enfrentado, entre vicissitudes e provações, desleixos e desrespeitos.

Venceu inicialmente o leito duro de pedra e areia; o duro proceder dos animais de grande porte; a enxurrada provocada pelos temporais; os detritos que lhe foram arrojados ao seio, pelos deseducados, incautos e ignorantes...

A fonte, entretanto, caminhou despretensiosa e resoluta, sem demorar-se em reclamações das desconsiderações de que foi vítima, sem retroceder ante aos sarcasmos da senda, até surpreender-nos, diligente e pura, submetendo-se ainda ao filtro que lhe apura as condições, a fim de que nos assegure saciedade e conforto.

Analisando, adequadamente a lição, aparentemente infantil, que nos fornece a fonte durante a trajetória que empreende, no transcurso da nascente ao vaso com que nos servimos, podemos observar que ela não somente olvidou as ofensas que lhe foram precipitadas à face, sem que nada fizesse por merecer tal procedimento, de quem quer que seja, para seguir sua senda e, prestativa movimentou-se, avançou, humilhou-se para auxiliar e perdoou infinitamente, sem imobilizar-se um minuto, porque a imobilidade para ela constituiria adesão ao charco, no qual, ao invés de servir, converter-se-ia tão só em veículo de doença e desgraça.

Por isso mesmo, os espíritos superiores nos dão o preciso ensinamento cristão de caridade, que, envolve o completo esquecimento de todo mal e a coragem para prosseguir com disposição e vontade na realização do bem.

O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identifican­do-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria ilu­minação; todavia, nem mesmo verificando-nos os des­vios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tole­ra, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora”.¹

“Que a vossa mão esquerda não saiba o que está sendo praticado pela direita.”

Essa assertiva do senhor Jesus, incentiva-nos a viver na Terra, exaltando o bem, por todos os meios ao nosso alcance, com integral despreocupação de tudo o que represente vaidade nossa ou incompreensão dos outros, de vez que em qualquer boa dádiva somente a Deus se pode atribuir a procedência, pois de nós mesmos nada podemos.  

Busquemos incessantemente a nossa posição de servidores fiéis da regeneração do mundo, a começar de nós mesmos, pela renovação dos nossos hábitos e impulsos, desatando-nos dos laços que nos prendem à sombra e buscando desenvolver em volta de nossos passos a luz, cada dia, conscientes de que qualquer pausa mais longa na apreciação dos quadros menos dignos que ainda nos cercam em nossa presente jornada terrestre, será nossa provável indução ao estacionamento indeterminado no cárcere do desequilíbrio e do sofrimento, que desde há muito tem sido nossa escolha impensada, pela utilização do nosso livre arbítrio de maneira equivocada.
 
Bibliografia:
      1) Livro Pão Nosso – Chico Xavier/Emmanuel 

Francisco Rebouças