Emmanuel
Dizes-te, por vezes, sob desalento e
cansaço e que já não consegues abraçar qualquer tarefa na seara do bem.
Entretanto, no íntimo, a voz da
consciência te convida a olvidar desenganos, apagar ressentimentos,
varrer amarguras e renovar a própria existência.
O estranho diálogo de ti par contigo
prossegue, adentro de ti mesmo e respondes que sofrestes decepções, que
não encontraste clima adequado à execução das tuas aspirações de
ordem superior, que te desencantastes com amigos desorientados em matéria
de espiritualidade, e, de outras vezes acusas-te por erros e quedas, dos
quais não te sentes com a precisa coragem de levantar.
Ainda assim, deixa que a consciência
te fale ao coração e reergue-te para as atividades do bem.
Qualquer desilusão é apelo à
realidade e toda vez em que nos reconhecemos em desacerto, isso é sinal
de que estamos progredindo em discernimento.
Não permitas que a idéia de fracasso
anule os créditos de tempo, em tuas mãos. Não abandones a certeza de que
podes trabalhar e servir, auxiliar e melhorar, renovar e reconstruir.
Se o desânimo te congelou os ideais,
acende a chama da esperança, no próprio coração e reinicia a cooperação,
nas obras construtivas, das quais te afastaste, impensadamente. Se
paraste na trilha do progresso, retoma a própria marcha, em demanda ao
alvo por atingir.
Não acredites em derrota e nem te
admitas incapaz de ser útil.
Esquece agravos, preterições,
ressentimentos e tristezas inúteis, buscando caminho à frente.
Se a Divina Providência não
acreditasse em tua capacidade de elevação e refazimento, já teria cassado
as tuas possibilidades de serviço na Terra.
Pensa
na vida imperecível e oferece uma nova oportunidade a ti mesmo,
procurando reaprender e recomeçar.
Livro: Amigo
Chico Xavioer/Emmanuel
Francisco Rebouças