O Nosso Blog Espírita, foi criado justamente para o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para nossa melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs 280 a 290. Estudem consoco!
DA VIDA ESPÍRITA
280. De que natureza são as relações entre os bons e os maus Espíritos?“Os bons se ocupam em combater as más inclinações dos outros, a fim de ajudá-los a subir. É sua missão.”
281. Por que os Espíritos inferiores se comprazem em nos induzir ao mal?
“Pelo despeito que lhes causa o não terem merecido estar entre os bons. O desejo que neles predomina é o de impedirem, quanto possam, que os Espíritos ainda inexperientes alcancem o supremo bem. Querem que os outros experimentem o que eles próprios experimentam. Isto não se dá também entre vós outros?”
282. Como se comunicam entre si os Espíritos?
“Eles se vêem e se compreendem. A palavra é material: é o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veículo da transmissão de seus pensamentos, como, para vós, o ar o é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.”
283. Podem os Espíritos, reciprocamente, dissimular seus pensamentos? Podem ocultar-se uns dos outros?
“Não; para os Espíritos, tudo é patente, sobretudo para os perfeitos. Podem afastar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Isto, porém, não constitui regra absoluta, porquanto certos Espíritos podem muito bem tornar-se invisíveis a outros Espíritos, se julgarem útil fazê-lo.”
284. Como podem os Espíritos, não tendo corpo, comprovar suas individualidades e distinguir-se dos outros seres espirituais que os rodeiam?
“Comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os torna distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.”
285. Os Espíritos se reconhecem por terem coabitado a Terra? O filho reconhece o pai, o amigo reconhece o seu amigo?
“Perfeitamente e, assim, de geração em geração.”
a) - Como é que os que se conheceram na Terra se reconhecem no mundo dos Espíritos?
“Vemos a nossa vida pretérita e lemos nela como em um livro. Vendo a dos nossos amigos e dos nossos inimigos, aí vemos a passagem deles da vida corporal à outra.”
286. Deixando seus despojos mortais, a alma vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam no mundo dos Espíritos?
“Imediatamente, ainda aqui, não é o termo próprio. Como já dissemos, é-lhe necessário algum tempo para que ela se reconheça a si mesma e alije o véu material.”
287. Como é acolhida a alma no seu regresso ao mundo dos Espíritos?
“A do justo, como bem-amado irmão, desde muito tempo esperado. A do mau, como um ser desprezível.”
288. Que sentimento desperta nos Espíritos impuros a chegada entre eles de outro Espírito mau?
“Os maus ficam satisfeitos quando vêem seres que se lhes assemelham e privados, também, da infinita ventura, qual na Terra um tratante entre seus iguais.”
289. Nossos parentes e amigos costumam vir-nos ao encontro quando deixamos a Terra?
“Sim, os Espíritos vão ao encontro da alma a quem são afeiçoados. Felicitam-na, como se regressasse de uma viagem, por haver escapado aos perigos da estrada, e ajudam-na a desprender-se dos liames corporais. É uma graça concedida aos bons Espíritos o lhes virem ao encontro os que os amam, ao passo que aquele que se acha maculado permanece em insulamento, ou só tem a rodeá-lo os que lhe são semelhantes. É uma punição.”
290. Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?
“Depende isso da elevação deles e do caminho que seguem, procurando progredir.
Se um está mais adiantado e caminha mais depressa do que outro, não podem os dois conservar-se juntos. Ver-se-ão de tempos a tempos, mas não estarão reunidos para sempre, senão quando puderem caminhar lado a lado, ou quando se houverem igualado na perfeição. Acresce que a privação de ver os parentes e amigos é, às vezes, uma punição.”
Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB - 76ª edição.
Francisco Rebouças