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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jesus de Nazaré

Qualquer estudo que se possa desenvolve, a respeito da personalidade de Jesus, tornar-se-á insuficiente para expressar com exatidão toda a excelência das perfeições que faziam parte de seu ser.
Nem mesmo o maior sábio do nosso planeta, com toda compreensão possível a um ser humano, estaria em condições de descrevê-lo em todas as sua possibilidades de ação, pois que ele não precisou utilizar-se senão de uma pequenina parte dos incalculáveis conhecimentos que possui, para suprir uma população de seres de um planeta inferior como o nosso.
O homem de Nazaré transcende as dimensões da análise convencional e do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual do maior dos nossos intelectuais, porquanto ele já era o construtor de todo o nosso sistema solar, quando sequer a vida neste planeta se apresentara.
As fontes disponíveis para coleta de dados e análise profunda da sua vida, são as narrações evangélicas, insuficientes, por referirem-se aos seus ensinos e ações mediante uma linguagem especial, vitimada por interpolações, deturpações, enxertos perniciosos que lhes descaracterizaram a exatidão, pois ele nada deixou escrito de seu próprio punho.
Mesmo assim, sua passagem pelo nosso planeta jamais será esquecida, pois as suas qualidades de ser superior, superaram a de qualquer dos homens e todos os relatos sobre seu procedimento para com o próximo, afirmam ter sido ele realmente incomum.
Exteriorizava toda sua energia, com brandura e mansuetude; expressava sua coragem, com o cunho moral de quem nada temia; irradiava sua sabedoria com a simplicidade que não constrangia o ignorante; fazia-se pequeno com a grandeza que ninguém jamais ousou possuir.
Era servo, afável, humilde. No Sermão da Montanha consolou e espalhou esperança para tantos desesperançados, no Gólgota, sua expressão de confiança no Pai alcançou o seu ponto máximo dando-nos exemplo de fé na misericórdia divina, nunca visto em nenhum ser humano, em momento tão grave.
Faltam, portanto, para a humanidade, parâmetros, paradigmas, sabedoria, para penetrar o pensamento do modelo e guia de todos nós, para entender-lhe a vida rica e enriquecedora, complexa e desafiadora.
Por isso é que o insigne codificador da doutrina espírita em sua sublime e incomparável missão de esclarecimento da humanidade, formulou a questão abaixo transcrita do Livro dos Espírito, que em parte nos explica o porque não somos capazes ainda de entendê-lo por completo:
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.”
Somente indo até ele, amando e instruindo-nos como nos ensinaram os espíritos superiores, e permitindo que ele possa estar presente em nossa vida, é que poderemos tentar entendê-lo sem o definir, estudá-lo sem o limitar.
Francisco Rebouças