Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A denominação errônea do Centro Espírita

Vez, por outra, somos surpreendidos por alguém que nos procura para perguntar: o centro espírita que você freqüenta é centro “KARDECISTA” de “mesa branca”? posso participar de uma sessão para receber uma orientação espiritual do meu espírito guia?

Lá vamos nós às conhecidas explicações sobre a tal mesa branca, e começamos as nossas explanações, dizendo que no Centro Espírita a cor da mesa não tem a mínima importância, que nenhuma influência exerce sobre a prática espírita podendo ser ela: azul, verde, amarela, branca ou outra cor qualquer; de madeira, de plástico, de ferro, de vidro, de concreto, ou de qualquer outro material; que não tem tamanho definido podendo ser grande ou pequena, leve ou pesada, deste ou daquele formato etc. A mesa é um móvel doméstico, ou empresarial, que é utilizada apenas pela comodidade que oferece, facilitando as mais variadas tarefas, desde as mais simples até as mais complexas, no nosso labor diário, particular ou coletivo, mas que nada tem a ver com a prática da Doutrina Espírita.

A mesa pode até mesmo ser dispensada na prática espírita, sem trazer qualquer tipo de prejuízo às atividades espirituais, a não ser a falta de comodidade para os seus participantes no sentido de lhes servir de apoio e conforto. Sua constituição, cor, tamanho etc, não traz qualquer influência às tarefas a serem realizadas na casa espírita.

Atrelar a cor da mesa para definição de um centro espírita “KARDECISTA”, nos indica que o nosso interrogante é pessoa que não tem conhecimento da doutrina que professamos, e demonstra, a maneira errada de como a doutrina espírita é vista pelos leigos no assunto, que vão passando à frente essa informação infundada porque ouviram alguém pronunciá-la, e que é fruto da ignorância popular, ou se preferirmos é fruto da falta de conhecimento da maioria das pessoas de outras crenças, do que seja o verdadeiro Espiritismo.

A Doutrina Espírita dispensa todo tipo de objeto material, gestos, rituais, móveis, roupas especiais, velas, sinais, posturas, expressões etc, sendo tudo isso absolutamente desnecessários, inúteis, dispensáveis, pois que a prática espírita fundamenta-se exclusivamente na questão da sintonia mental elevada e dos sentimentos nobres que devem possuir seus participantes. Aí está todo o conteúdo necessário à prática da mediunidade eficaz.

É claro que nos reportamos nesta oportunidade à visão da prática das reuniões mediúnicas, na expectativa dos quem desconhecem o procedimento espírita, definindo-o por “Centro Kardecista de mesa branca”. Isto se dá pela falta de conhecimento que só se adquire através de estudos, levados a efeito nas Casas Espíritas sérias, que não se prestam a práticas de simples rituais em busca de fenômenos, e sim objetivam efetivar a caridade material e espiritual oferecendo aos necessitados de ambos os planos da vida a necessária ajuda em suas variadas necessidades, oferecendo-lhes o pão material e espiritual. Concedendo aos vivos do plano espiritual a oportunidade do intercâmbio com os vivos do plano material, para que se renovem nos propósitos de crescimento pois são também criaturas humanas, que já deixaram o corpo de carne pelo fenômeno biológico da morte, e que necessitam de caridade que a misericórdia do nosso Pai nos concede em qualquer situação em que estejamos incluídos.

Assim sendo, ao ouvirmos a expressão centro Kardecista de mesa branca, estejamos absolutamente certos de que quem a usa está totalmente desinformado da realidade da prática espírita oferecida nas verdadeiras casas espíritas, pois a denominação Kardecista, já é uma prova de que os que assim se denominam estão precisando urgentemente de aprofundar seus estudos na Codificação do espiritismo.

Um grupo espírita sério, fundamentado nos conceitos do espiritismo, é fraterno entre si e seus semelhantes, faz uso da fé raciocinada, movimenta-se exclusivamente com bom-senso em tudo que executa, é notado exclusivamente pelo procedimento cristão de seus membros, pelos estudos que desenvolvem, pela ação em prol do bem que empreendem, pela simplicidade em suas vestimentas, pela palavra fraterna e elevada com que se expressam.

A cor da mesa em qualquer centro espírita, não é, absolutamente indicativo de que ali se observa fidelidade aos legítimos princípios da Doutrina Espírita, ensinada por Jesus.
JFCR Espiritista