Onde quer que nos encontremos, estaremos defrontados com os persistentes e incessantes convites da vida; em sua grande maioria, nos estimulando às paixões desvairadas da insanidade moral, que se aceitos, nos arrastarão inevitavelmente ao mergulho no oceano do sofrimento.
Os avançados métodos tecnológicos, utilizados pela mídia dos nossos dias, em muito contribuem para o aumento desenfreado da desordem moral que constatamos na sociedade moderna, onde incalculável número de incautos entregam-se aos apelos das frugalidades mundanas, debilitando as forças do ideal de quantos não estão vigilantes, deixando-se arrastar pela corrente dos prazeres fúteis e fugidios.
Temos a todo o instante a atenção despertada pelos convites da balbúrdia sexólatra, dos falsos prazeres do álcool, do fumo, das drogas, das posses etc.., onde a infinidade de mercadorias ilusórias aguçam nossos sentimentos, convidando-nos a louca procura pelo prazer fácil, levando-nos a alucinação e ao mergulho no tóxico destrutivo da ambição pelo poder e pela riqueza das falsas promessas.
São mensagens que destacam a dificuldade em se seguir o caminho das boas ações, em vista da violência, da miséria, da injustiça, da corrupção e do medo que envolve e angustiam as pessoas, chegando até mesmo a levantar dúvidas sobre a bondade e justiça Divina.
É, necessário, que estejamos atentos às mensagens que nos chegam, convidando-nos ao sucesso e ao prazer, em convites dourados e cuidadosamente elaborados para nos arrastar ao caminho do abismo sem volta. A Doutrina Espírita nos esclarece que estamos num momento de transição, que vivemos em um mundo de provas e expiações e por isso mesmo sujeito às investidas das trevas, onde o amor ainda é artigo de luxo, mas que com a nossa firme disposição em crescer moral e espiritualmente, trabalhando no firme propósito de massificar o bem, tudo se modificará para nós e em torno de nós, pois que à medida que nos elevarmos, outros estarão seguindo nosso exemplo, contribuindo para a melhoria geral de toda a sociedade em que fizermos parte.
Necessário se faz o quanto antes nos dispormos à prática da caridade, como tão bem nos prescreve a doutrina que professamos quando nos afirma: “Fora da Caridade não há salvação”.
O convite do bem continua cada vez mais vivo e intenso em nosso caminho, em que a todo instante temos a sublime oportunidade de praticá-lo, no alívio que podemos e devemos proporcionar ao necessitado que nos chega na pessoa do nosso próximo mais próximo como nos ensinou o Mestre Maior de todos nós.
Precisamos, urgentemente, trabalhar no desenvolvimento das virtudes que se encontram latentes em nosso SER imortal, regando com boa vontade e otimismo as sementes da humildade, do devotamento, do desprendimento, da abnegação, da fraternidade etc, empreendendo todo esforço possível em nossa reforma moral, para diminuição do homem velho que ainda reside em nosso interior, e o conseqüente crescimento do homem novo, moralizado e consciente de seu real dever para com sigo e com a vida.
A cruzada do amor e da caridade reclama nossa ação e participação em prol do crescimento moral espiritual nosso e dos que conosco jornadeiam na presente romagem terrestre, é hora de nos decidir por servir a Deus e esquecer definitivamente os longos séculos em que seguimos a Mamon, pois como bem sabemos, ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo.
Busquemos doravante, meditar sempre antes de nos decidirmos por aceitar os inúmeros convites que nos chegam a todo instante, e procurar olhar em nossa volta o serviço que espera por nossa contribuição, empreendendo mãos-à-obra, buscando assinalar de maneira positiva nossa participação no processo evolutivo deste nosso bendito planeta.
A vida nos convoca ao trabalho de transformação moral inevitável e improrrogável, no trabalho dirigido pelo próprio Cristo, que não dispensa nossa pequena mais importante participação nesse processo que há muito ele mesmo começou.
Francisco Reboucas