Solidarity Spiritist Societ

sábado, 22 de novembro de 2025

PROVAS E BÊNÇÃOS

Esforçando-te por superar dificuldades e contratempos, nas áreas da reencarnação, recorda o patrimônio das bênçãos de que dispões, afim de que os dissabores e empeços educativos da existência não te sufoquem as possibilidades de trabalhar e de auxiliar.

Atravessas incompreensões e tribulações em família. Entretanto, possuis saúde relativa e recursos, ainda que mínimos, para vencê-las construtivamente até que se extingam de todo.

Sofres com os entraves do parente difícil. Todavia, guardas contigo a luz da compreensão, de modo a ajudá-lo a solver os conflitos e inibições de que se sente objeto.

Trabalhas afanosamente na proteção econômica indispensável a vários entes queridos.

Mas não te escasseiam energias e oportunidades de serviço, a fim de ampará-los até que possam dispensar o concurso mais intenso.

Respondes por determinadas tarefas de socorro material e espiritual em benefício de muitos, e em muitas circunstâncias sentes a presença da exaustão. No entanto, aparecem providencialmente criaturas e acontecimentos que te refazem as forças para que a obra continue.

Assumiste pesadas obrigações que te compelem a enormes prejuízos a favor de outrem, e, por vezes, te supões na total impossibilidade de satisfazer aos compromissos próprios.

Contudo, novo alento te visita o espírito e pouco a pouco atinges a liquidação de todos os débitos que te oneram a responsabilidade.

Em todas as provas que te assaltam os dias considera a quota das bênçãos que te rodeiam. E, escorando-te na fé e na paciência, reconhecerás que a Divina Providência está agindo contigo e por teu intermédio, sustentando-te em meio dos problemas que te marcam a estrada, para doar-lhes a solução.

Livro: Rumo Certo, cap. 3

Chico Xavier/Emmanuel.

domingo, 26 de outubro de 2025

No caminho do conhecimento


Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres. (João 8:32)

O Ser humano de origem divina, criado simples e ignorantena condição de princípio inteligente, desenvolveu ao largo das centenas de milhões de anos a inteligência e o sentimento, atravessando as diversas fases da sua jornada evolutiva, até alcançar a consciência e a inteligência humanas.

E como o progresso é infinito, continuará por toda sua existência em busca de outras virtudes ainda mais grandiosas. Até aqui, conseguiu sua mais expressiva e valiosa conquista, lograr a verbalização do pensamento, reforçando com a ampliação do seu conhecimento, melhor entender e expressar a grandeza e a beleza da vida em todas as suas manifestações.

Como consequência se utilizou da cultura, para descobrir os segredos ocultos da natureza, através das experiências em preciosas pesquisas, dando início aos importantes passos na direção ao avanço da ciência até os dias da atualidade. Dessa forma, o homem pode alterar as paisagens terrenas, tomando conhecimento dos fenômenos sísmicos e ambientais, atmosféricos etc., podendo prever as ocorrências calamitosas, que em muitos casos já consegue até mesmo evitar.

Não obstante o avanço considerável das ciências no campo da matéria, o mesmo não se dá em relação às conquistas das coisas pertinentes ao progresso espiritual que sabemos fazer parte do nosso destino de Espírito imortal na conquista da paz e da felicidade verdadeiras.

É preciso não consideremos impossível a conquista das virtudes através das vivências nas experiências que a vida nos propõe. Fiquemos certos de que se tivermos verdadeiramente a disposição exigida para esse cometimento, não há obstáculo que nos possa deter.

Urge nos decidamos por utilizar a boa-vontade como alavanca na conquista da luz e descobriremos que todos, sem exceção de quem quer que seja, a quantidade e a qualidade dos bons hábitos que pouco a pouco, entesouramos em nós mesmos, toda vez que necessitamos dar testemunho nos momentos de crise.

Encontramos na mensagem que segue, contida no livro: Justiça Divina, Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel:

Ante Allan Kardec

Indubitavelmente, a obra espírita é a embarcação acolhedora, consagrada ao amor do bem. Urge, desse modo, que os seus tripulantes felizes não se percam nos conflitos palavrosos ou nas divagações estéreis.

Trabalhemos, acendendo fachos de raciocínio para os que se debatem nas sombras.

Todos concordamos que Allan Kardec é o apóstolo da renovação humana, cabendo-nos o dever de dar-lhe expressão funcional aos ensinos, com a obrigação de repartir-lhe a mensagem de luz, entre os companheiros de Humanidade.

Uberaba, 20 de março de 1962.

Emmanuel”

Pensemos nisso!

Francisco Rebouças

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Caídos

Reunião pública de 17-2-61

1ª Parte, cap. VII, item 10

Aproxima-te dos caídos para ajudar.

Não suponhas, contudo, que eles sejam apenas os companheiros que encontras na estrada, em decúbito, vitimados de inanição ou de desalento.

Assesta as lentes do espírito e surpreenderás os que jazem pros-trados, embora garantam o corpo em condição vertical, à maneira de torre inútil.

Entretanto, é preciso compreender para discernir.

Há os que caíram amando, sem saber que o afeto insensato os arrojaria nas trevas.

Há os que caíram em rijas cadeias, por ignorarem que as flores genuínas do lar costumam viver no adubo do sofrimento.

Há os que caíram auxiliando, por desconhecerem que a carida-de real pede apoio à renúncia.

Há os que caíram por devotamento à dignidade, transformando a Justiça em gládio de intolerância.

Há os que caíram nos duros freios do orgulho, imaginando-se mais limpos e mais nobres que os seus irmãos.

Há os que caíram no fogo das paixões delinqüentes, ateado por eles mesmos à própria senda.

Há os que caíram nas grades do ódio, por olvidarem que o per-dão é sustento da vida.

E há ainda aqueles outros que caíram na miséria da usura, como se pudessem comer o dinheiro que acumularam chorando...

Cada um deles traz a dor nos recessos da alma por elemento de correção.

Não lhes agrave, assim, o suplício moral, alargando-lhes as fe-ridas.

Todos somos viajores nas trilhas da Terra, carregando fardos de imperfeições.

Hoje, podes estender os braços e levantar os que desfalecem. Amanhã, porém, é novo dia de caminhada e, embora tenhamos a obrigação de orar e vigiar, nenhum de nós sabe realmente se vai cair.

Livro Justiça Divina, cap.9
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Escolha viver!

Nos turbulentos dias vivenciados pela sociedade hodierna, multiplica-se consideravelmente, o número dos indivíduos que se decidem por não enfrentar os desafios e dificuldades naturais de um planeta de expiação e provas, preferindo dar “fim à vida”, como se isso fosse possível.

Outros tantos pensam em minimizar ou até mesmo resolver seus problemas fugindo da realidade do seu dia a dia, via ingestão de drogas alucinógenas, do álcool, dos excessos perdendo assim pouco a pouco o interesse pela vida, caindo em lamentáveis processos obsessivos.

Esse estado de coisas, levará certamente o indivíduo sem valor moral para enfrentar os problemas e dificuldades que fazem parte da vida ao encontro da sua autodestruição, tornando-se vítima de si mesmo, caindo nas teias da depressão da paranoia, da psicose, da esquizofrenia, descobrindo equivocadamente como solução o suicídio.

Sabido é que o suicídio é um ato sumamente covarde de quem opta por fugir dos compromissos assumidos quando ainda se encontrava na vida espiritual, ato que o fará descobrir após o despertamento de sua antecipada volta, a nova realidade muito mais dolorida e tormentosa causando-lhe mais tormentos, dores e infelicidades.

Isto porque, a vida não se encerra na morte física e o fenômeno biológico não é a extinção real do ser que é simplesmente imortal. Dessa forma, em consequência dessa decisão infeliz, o ex-suicida reencarnado carregará consigo as matrizes do crime perpetrado, sofrendo contínua influenciação e vigorosas tentações de repetir o delito, quando defrontado por empecilhos de qualquer natureza.

943. De onde vem o desgosto pela vida, que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis?

— Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da sociedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.

    1. O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?

— Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

    1. Que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?

— Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!

    1. Que pensar do suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo?

— Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que não têm forças nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Infelizes, ao contrário, os que esperam uma saída nisso que, na sua impiedade, chamam de sorte ou acaso! A sorte ou o acaso, para me servir da sua linguagem, podem de fato favorecê-los por um instante, mas somente para lhes fazer sentir mais tarde, e de maneira mais cruel, o vazio de suas palavras.

946-a. Os que levaram o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as consequências disso?

— Oh! Infelizes deles! Porque responderão como por um assassínio.

    1. O homem que se vê às voltas com a necessidade e se deixa morrer de desespero pode ser considerado como suicida?

— É um suicida, mas os que o causaram ou que o poderiam impedir são mais culpáveis que ele, a quem a indulgência espera. Não acrediteis, porém, que seja inteiramente absolvido se lhe faltou a firmeza e a perseverança e se não fez uso de toda a sua inteligência para sair das dificuldades. Infeliz dele, sobretudo, se o seu desespero é filho do orgulho; quero dizer, se é um desses homens em quem o orgulho paralisa os recursos da inteligência e que se envergonhariam se tivessem de dever a existência ao trabalho das próprias mãos, preferindo morrer de fome a descer do que chamam a sua posição social! Não há cem vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em enfrentar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, e que vos volta as costas quando dele necessitais? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não se importará com isso.

    1. O suicida que tem por fim escapar à vergonha de uma ação má é tão repreensível como o que é levado pelo desespero?

“O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as consequências. Deus, que julga, pode, conforme a causa, abrandar os rigores de Sua justiça.”

(Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, FEB, 46ª edição.)  

Ninguém jamais será capaz de encontrar paz e felicidade resolvendo dar fim à vida física para fugir das suas responsabilidades, somos parte de um conjunto harmônico que constitui a criação para buscarmos os objetivos que representam como finalidade primordial da vida, que são a paz e a felicidade verdadeiras.

Para isso precisamos aprender a desenvolver o sentimento do amor, para cuidar de outrem, trabalhar por um ideal nobre e digno encontrando em fim a beleza da vida e suas ulteriores finalidades.

Pensemos nisto com carinho!

Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Gentileza árvore da felicidade

Ser gentil é ser: educado, fraterno, atencioso, cuidadoso com todos aqueles com os quais dividimos nossas experiências diárias.

É tão bom quando recebemos de alguém uma atitude gentil para conosco, seja através de uma palavra carinhosa de bom ânimo, de esperança, de otimismo etc., do mesmo jeito, devemos procurar agir por nossa vez em relação ao nosso próximo, fazendo a ele o que gostaríamos que ele nos fizesse.

Urge, pois, seja o Evangelho intensamente exercitado, a fim de que o seu divino perfume aromatize das boas ações dos corações que já se decidiram por estender preciosos esforços por implantá-lo em seu mundo íntimo, com o elevado propósito de fazê-lo crescer e dar frutos abundantes e saborosos.

A atitude gentil, com que executamos nossos afazeres pode, angariar para nós, a simpatia, a amizade, e acima de tudo nos propiciar a companhia dos benfeitores espirituais que por certo acorrerão prestimosos em nos ajudar no intuito de fortalecer cada vez mais em nosso dia a dia essas atitudes através da intuição, da  inspiração pelos canais da mediunidade, para que melhor instruídos, e orientados, realizemos com acerto e proveito as melhores escolhas nas atitudes a tomar, nas palavras a proferir, nos atos a realizar em todas as situações que a vida nos apresentar nos labores em que tomarmos parte.

“Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.” (E.S.E. – Cap. XVIII – Muitos Os Chamados Poucos os Escolhidos, item 12.)

Sejamos, portanto, gentis para com o nosso próximo, seja ele do nosso convívio familiar, profissional, social ou não, pois a gentileza que espalharmos, determinará a nossa festiva e feliz recepção nos páramos da vida superior quando estivermos de retorno à nossa verdadeira morada.

Francisco Rebouças

sábado, 30 de agosto de 2025

Paulo Neto - Sorteio de livro!

Estimados amigos, anote em suas agendas e não deixem de assistir mais uma explanação do pesquisador, escritor, conferencista e articulista Paulo Neto, aqui na Agenda Espírita Brasil, no próximo dia 03/09/2025, sobre mais uma de suas excelentes obras espíritas, conforme cartaz.
Ao final de sua exposição, será sorteado um exemplar da obra: Alma dos Animais: Estágio Anterior da Alma Humana? Que será autografada e enviada pelo autor para quem for sorteado e estiver presenta à live. Participe enviando sua mensagem, para que possamos anotar seu nome para o sorteio do livro citado.
Participem, divulguem.
www.agendaespiritabrasil.com.br
Esperamos por todos!

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Somos sim imperfeitos, mas não inúteis!

“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.”
Paulo. (I Timóteo, 4:15.)

Em qualquer agrupamento de indivíduos, escutamos sempre irmãos de caminhada evolutiva que se afirmam incapazes ou até inúteis, por se sentirem muito inferiores e dessa forma, declaram-se inabilitados a servir na obra do bem.

Esquecem-se de que precisam investir no esforço pelo aprimoramento de suas qualidades, para desenvolver os mesmos talentos daqueles que alcançaram a felicidade da realização, nas lutas em experiências rudes e penosas do trabalho de iniciação.

Sabemos que temos deveres a cumprir na seara do bem, e quanto antes, precisamos tomar nosso lugar na oficina consagrada ao serviço, empregando esforço e tempo na cooperação que lhe possamos prestar, por mais insignificante que nos possa parecer, para isso, apresenta-te no campo das boas obras e começa fazendo algo em favor de alguém agora mesmo.

O bem comum é obra que pertence a todos porque não somente os outros necessitam trabalhar, também nós precisamos aprender a construir nosso próprio porvir, que será bom ou ruim dependendo da construção sólida ou frágil que empregarmos na execução dos compromissos nobilitantes que nos comprometemos perante a presente reencarnação.

“Dizes-te impedido de praticar o bem; todavia, multidões de pessoas algemadas aos catres da enfermidade oferecer-te-iam bolsas repletas por insignificante recurso da locomoção com que te deslocas, de maneira a se exercitarem no auxílio aos outros.

Dizes-te desanimado, sem te recordares, porém, de que vastas fileiras de mutilados estariam dispostos a adquirir, com a mais elevada quota de ouro, a riqueza de teus pés e a bênção de teus braços.

Dizes-te em provação, mas olvidas que, na triste enxovia dos manicômios, inúmeros sofredores cederiam quanto possuem para que lhes desses um pouco de equilíbrio e de lucidez.

Dizes-te impossibilitado de ajudar com a luz da palavra; no entanto, mudos incontáveis fariam sacrifícios ingentes para deter algum recurso do verbo claro que te vibra na boca.

Dizes-te desamparado; entretanto, milhões de criaturas dariam tudo o que lhes define a posse na vida para usar um corpo harmônico qual o teu, a fim de socorrerem os filhos da expiação e do sofrimento.

Por quem és, não lavres certidão de incapacidade contra ti mesmo.

Lembra-te de que um sorriso de confiança, uma prece de ternura, uma frase de bom ânimo, um gesto de solidariedade e um minuto de paz não têm preço na Terra.” (Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel, livro Religião dos Espíritos, cap. 13 Dizes-te – Reunião pública de 23/2/59.)

Sendo a Terra um Planeta de expiações e provas, não existe aqui ninguém que se possa considerar perfeito, somos ainda imperfeitos, mas podemos ser úteis para as necessidades do mundo que habitamos.

Não é aconselhável a ninguém ostentar supostas virtudes que ainda não possuímos tentando exibir talentos dos quais achamo-nos bem distantes de conquistar, mas não existe ninguém que nada tenha a oferecer e alguém que de nada necessite.

Pensemos nisto.

Francisco Rebouças 

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Os Três Crivos

Irmão X

           ...Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos: 

         - Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular... 

         - Espera!... ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos? 

         -Três crivos?! – perguntou o visitante, espantado. 

         - Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro, é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que pretendes comunicar? 

         - Bem, ponderou o interlocutor, assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então... 

         - Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. 

Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar? 

         Hesitando, o homem replicou: 

         - Isso não!... Muito pelo contrário... 

         - Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo: o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige. 

         - Útil?!... – aduziu o visitante ainda agitado. 

         – Útil não é... 

         - Bem – rematou o filósofo num sorriso, - se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificações para nós... 

         Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência...

Livro: Aulas da Vida

Chico Xavier/Espíritos Diversos.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

CULTIVEMOS A PRECE

 Agar

No templo vivo de nossa fé, asilemos nossas esperanças, fustigadas pelo sopro frio da adversidade e repousemos o espírito fatigado na oração.

No grande silêncio do mundo íntimo, as vozes sublimes do Céu reerguem nossas energias exaustas.

Sem palavras, conduzem-nos a novos horizontes.

Sem choques, estabelecem dentro de nosso espírito novas bases de entendimento.

E compreendemos, enfim, com a Bênção do Alto, que a Bondade Infinita reina Soberana, em nosso favor, induzindo-nos à felicidade por intermédio do sofrimento e acordando-nos para a harmonia verdadeira, através da luta que nos afigura guerra destruidora e cruel.

Ao clarão milagroso da prece, despertamos, enlevados e felizes, para a submissão aos Supremos Desígnios e tudo o que parece aflição e dor, no campo físico, transforma-se para nós em recurso de sublimação.

Nessa claridade celeste, os instrumentos de nossas provações convertem-se em benfeitores e os obstáculos do caminho surgem aos nossos olhos por divinos apelos à imortal alegria.

Por mais se intensifique a flagelação redentora, em torno de nosso círculo pessoal, ergamos o cálice do coração confiante para Cristo, nosso Senhor e Mestre. Ele não deixará vazia a taça de nossas aspirações e de nossos rogos.

Cultivemos a prece. Para as sombras de nossa alma, a oração sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e de luz.

LIVRO: ABENÇOA SEMPRE

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS

terça-feira, 29 de julho de 2025

Paulo Neto - Sorteio de livro

Prezados amigos, o conceituado Pesquisador, escritor, conferencista e articulista espírita, Paulo Neto, que está cumprindo uma série inicial de 8 encontros para divulgação de suas excelentes obras doutrinárias aqui na Agenda Espírita Brasil, às quartas-feiras em datas previamente agendadas que estaremos anunciando com antecipação, nos autorizou a sortear um livro autografado por ele para um dos participantes da sua live realizada no dia 23/07/2025, sobre seu livro A Bíblia à moda da casa.

Fizemos o sorteio, e o ganhador será divulgado no próximo dia 20/08/2025, quando Paulo Neto estará realizando sua palestra espírita Aqui na Agenda Espírita Brasil. Na oportunidade ao término de sua palestra, será sorteado ao vivo um exemplar autografado do seu livro Espiritismo, Princípios, Práticas e Provas, tema de sua palestra, para os participantes da live.

Esteja presente, participe, mande sua mensagem.

Esperamos por todos!

NOS PRIMEIROS TEMPOS

Alguns companheiros iniciantes nas tarefas espíritas estiveram conosco pela manhã. O tema principal de nossa conversação foi a mediunidade nos primeiros tempos de prática. Falávamos da necessidade de orientação e esclarecimento a respeito, destacando os estudos e as observações de Allan Kardec. De quando em quando, fixávamo-nos na indagação: Como começar?

 Nossos comentários se alongaram. Quando nos decidimos à prece em conjunto, em ligeira reunião de estudos, O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu o item 3 do capítulo XXV, que comentamos em animado diálogo. Chegando ao final de nossa tarefa, nosso amigo espiritual André Luiz escreveu a página Começo Mediúnico.                                                                             Francisco C.Xavier

COMEÇO MEDIÚNICO

 André Luiz

 "Se você deseja cooperar com os Bons Espíritos na Causa do Bem, não exija mediunidade espetacular.

 Procure engajar-se numa equipe de criaturas dedicadas à compreensão e ao auxílio em favor do próximo.

 Estude, agindo para colaborar com mais segurança.

 Comece na certeza de que você precisa muito mais dos outros que os outros de você.

 Não se queixe nem acuse a ninguém.

 Se esse ou aquele companheiro lhe experimenta a humildade ou a paciência, ao invés de lamentar-se, agradeça a oportunidade de aprender e progredir.

 Não olvide que você se encontra em atividade do Plano Espiritual, numa construção de paz e amor.

 Para ser canal do bem, é preciso ajustar-se ao reservatórios do bem.

 Os mensageiros da Bênção de Deus, para abençoarem por seu intermédio, esperam que você igualmente abençoe.

 Quando você estiver trabalhando e auxiliando, entendendo que mediunidade com Jesus é serviço ao próximo, encontrará o seu próprio caminho e a sua própria orientação na intimidade dos Benfeitores Espirituais, compartilhando-lhes a paz e a alegria que decorrem do bem aos outros, que é e será o Bem de Todos para sempre." 

Livro: Amanhece

Chico Xavier/Espíritos Diversos.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Fazer nossa parte na obra Divina!

Muito interessante a narrativa que encontramos nos Atos dos Apóstolos, cap. 16:30 e 31 conforme segue: 30-Então levou-os para fora e perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" 31-Eles responderam: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa".

Ela acontece com Paulo e Silas em Filipos, onde eles encontram uma escrava possuída por um espírito de adivinhação, enfrentam uma prisão injusta e, finalmente, testemunham um terremoto “milagroso” que leva à conversão do carcereiro e sua família.

Essa narrativa escancara uma exploração profunda de temas como guerra espiritual, o poder da adoração, a soberania de Deus e o poder transformador do Evangelho e ainda o cuidado com a vigilância que o verdadeiro seguidor de Jesus deve observar.

A menina seguia Paulo e seus companheiros, proclamando: "Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação", embora suas palavras fossem verdadeiras, a origem de seu conhecimento procedia de fonte impura. Paulo, discernindo o espírito por trás de suas aparentes palavras de apoio e incentivo, não consegui iludir o discípulo atento que bastante contrariado, ordenou que o espírito saísse dela em nome de Jesus Cristo.

Esta parte da narrativa nos ensina sobre a realidade da guerra espiritual e a necessidade de discernimento. Nem toda manifestação espiritual é de Deus, mesmo que as palavras faladas sejam verdadeiras. Os cristãos são chamados a testar os espíritos (1 João 4:1), “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. “

A ação de Paulo em expulsar o espírito também destaca a autoridade que os crentes sinceros têm em nome de Jesus sobre as forças inferiores. Esta autoridade deve ser exercida com sabedoria e fidelidade aos princípios cristãos.

Entretanto, muito poucos dos chamados religiosos, seguidores de Jesus, possuem tal capacidade em termos de pureza de coração para agir nessas situações, com a autoridade da qual Paulo de Tarso se utilizou para com aquele irmão ignorante e perverso, pois só a autoridade moral é remédio eficaz em situações dessa gravidade. 

Temos a comprovação da necessidade dessa condição de superioridade moral conforme aqui podemos constatar.  Atos 19:15, relata a reação de um espírito maligno quando judeus exorcistas tentavam invocar o nome de Jesus sobre os seus “possuídos”. O espírito responde: "Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo, mas vós quem sois?". Este versículo destaca a consciência do espírito maligno sobre Jesus e Paulo, e sua ignorância sobre aqueles que se intitulam exorcistas. 

Precisamos entender que cada um de nós é chamado a ser um testemunho vivo do amor de Jesus no seio de nossas famílias, ou na sociedade onde estamos inseridos pela Soberana Sabedoria do universo que não comete enganos, mas para tanto nosso aprimoramento intelectual, moral e espiritual se faz absolutamente imprescindível.

Se ainda não nos decidimos pela nossa reforma moral, é hora de considerarmos essa necessidade urgente e importante. “Para aqueles que já se decidiram é preciso não esquecer de que não basta saber, é preciso saber como convém.” Ou seja, viver de acordo com essa nova vida, buscando sempre crescer na fé e melhorar nas atitudes, não esquecendo de que: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior” – Lucas 17:20.

Jesus nos conduza em nossos melhores propósitos de servi-lo com dignidade!

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Mudanças inesperadas!

O Ser humano, nem sempre está disposto a realização de mudanças em seu procedimento normal no dia a dia de sua experiência na Terra.

No entanto, é preciso estar preparado para as imprevistas e necessárias mudanças que acontecem no percurso de nossas atividades em conformidade com as Soberanas Leis do Universo, que nos concede oportunidade de crescimento intelectual moral e espiritual, que nem sempre desfrutamos na posição que ora nos encontramos.

A vida é uma constante mudança, e a própria natureza é uma fonte de lições, com suas incontáveis transformações que nos apresenta em todos os níveis e em todos os momentos, mostrando-nos que a vida é dinâmica, desafiadora e impressionante fonte de ensinamentos.

Inicialmente, toda mudança exige do nós um esforço e uma determinação que não se consegue sem coragem e boa-vontade visto que a rotina, o automatismo a que estamos acostumados, nos proporcionam um comodismo de difícil enfrentamento.

Necessário se faz, buscar o quanto antes nos adaptarmos às novas determinações que cada acontecimento, cada pessoa ou cada coisa exigirão de nós, solicitando o quanto antes estejamos ajustados e em plena atividade que requer urgência para cumprir com suas finalidades.

Claro que às vezes já estamos há muito tempo exercendo certa atividade que realizamos com certa facilidade e esmero, mas é preciso entender que o progresso é Lei Divina e que precisamos nos acostumar com essas mudanças que se no início parecem difíceis, mais tarde se revelarão algo talvez mais proveitoso e de fácil realização, ofertando-nos novos conhecimentos e abrindo mais uma porta para nossa elevação e aprimoramento em todos os sentidos.

Dispomos de inúmeras variáveis a seguir, trabalho não nos faltará em nenhum momento de nossas vidas, por isso não se justificarão desânimo, descontentamento, ou qualquer outro sentimento que não seja de fé disposição de servir, e mãos à obra.

“Persiste na reta consciência e faze o teu melhor.

Dos planos superiores, os amigos que te antecederam na Pátria Espiritual acompanham-te os triunfos ignorados pelos homens e abençoam-te o suor da paciência nas lutas necessárias; encorajam-te na causa do amor puro e sustentam-te as energias para que as tuas esperanças não desfaleçam; comungam-te as alegrias e as dores, ensinando-te a semear a felicidade nos outros, para que recolhas a felicidade maior; se tropeças, estendem-te os braços e, se choras, enxugam-te as lágrimas; sobretudo, esperam-te, confiantes, quando termines a tarefa, para te abraçarem, afetuosos, com a alegria de quem recebe um companheiro querido, de volta ao lar.

Persevera no bem, sabendo que viverás pra sempre.

E, se te sentires sozinho na fé, lembra-te de Jesus.”

Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, livro Vinha de Luz, cap.10.

Muitas vezes o trabalho constituir-se-á de lutas acerbas, de sofrimentos, de suor e de sacrifícios, mas somos sabedores que nada na vida acontece por acaso, e nenhum indivíduo dispensará as armaduras da fé na marcha confiante da vitória ante as tempestades passageiras.

Sigamos assim, firmes e em frente, planejando e construindo um futuro ditoso e surpreendente para um porvir jubiloso.

Jesus segue à frente!

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Toda atenção às nossas responsabilidades perante a vida!

“Pois nós somos um santuário do Deus vivo.” - Paulo. (II Coríntios, 6:16.)

Nosso despertamento na Espiritualidade, após a morte do veículo físico que a Soberana Sabedoria do Universo nos emprestou, como ferramenta divina para nosso progresso evolutivo, depende indiscutivelmente das nossas realizações positivas ou negativas, impostas pela maneira de como exercemos o direito ao nosso livre arbítrio.

Que direção imprimimos aos nossos objetivos, do uso ou não das instruções do Evangelho de Jesus, do aproveitamento do tempo em realizações nobres, do respeito aos direitos dos outros etc., a doutrina espírita é portadora de importantes considerações sobre esse assunto para nossas reflexões.

“A transposição de plano para a nossa mente é muito morosa, considerando as necessidades de preparação que nos cabe, à frente da vida superior.

Só a grande vida merece a grande morte.

Além da carne, não há libertação para quem não se liberta.

O trabalho é desconhecido para quem não trabalha.

A Vida abundante, com relação à qual, tão claro foi Jesus nas lições da Boa Nova, apenas se revela ao coração que se devotou à vida intensa na prática do bem, desde aí.

A união espiritual é uma luz somente para aquele que, ainda na carne, a procura.

A nossa esfera aqui é, sobretudo, de continuação ao que, aí, teve começo.

No círculo físico, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas.

Aqui, porém, pelo menos nas atividades vizinhas da Crosta Planetária, a lembrança, a memória e a ligação mental impõem prosseguimento.” Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Néio Lúcio. Livro Irmãos Unidos, cap. Além da Terra.

O despertar gradual da memória, com a consequente lembrança dos fatos que que fizemos ou deixamos de fazer, poderão nos proporcionar paz ou desassossego, em vista do inevitável reencontro com os amigos e também com os adversários, nas diversas situações determinadas pelas nossas ações boas ou más para com eles.

Vivenciaremos assim a resposta da Lei à nossa vigilância no exercício da fraternidade, da caridade do respeito ou à nossa insensatez e indiferença aos bons costumes, mediante o sentimento de júbilo ou de insuportável desconforto, resultante do plantio que tivermos feito, pois é da Lei que colheremos o que semearmos.

A Lei de Causa e Efeito a todos oferecerá o saldo positivo ou negativo de nossos pensamentos, palavras e atos na vida terrena, onde, há mais de dois milênios, recebemos os sublimes roteiros do caminhando a percorrer sob a luz do Evangelho da Redenção, trazidos, ensinados e exemplificados por Jesus nosso Modelo e Guia.

Dessa forma, podemos afirmar que a vigilância é de suma importância enquanto estamos reencarnados, pois embora Jesus não nos peça santificação que não pode ser alcançada em um planeta de expiações e provas, solicita simplesmente que “Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, o que é nos é absolutamente possível.

Ser algum, desencarna pecador para despertar santificado, mas é possível ao homem desenvolver seus valores íntimos, nobres dignos, éticos deixar de ser escravo da preguiça da indiferença da descrença para levantar-se, na manhã seguinte, com a disposição de renovar-se e trabalhar em busca de ser feliz, o quanto é possível na Terra.

Trabalhemos com afinco por buscar a saúde integral que é a do corpo em harmonia com o Espírito nele presente. Comecemos por educar nosso modo de ver e de ouvir, controlemos a língua, falemos de saúde, de otimismo de progresso, de fé, de confiança, de esperança em dias melhores no porvir, e certamente isso fará grande diferença para nossa saúde física e espiritual.

Façamos amigos, fujamos da animosidade, sigamos as lições do Evangelho e aguardemos as flores que certamente perfumarão nosso futuro com a bênção da consciência leve e do dever retamente cumprido.

Urge agir de forma que tanto no encarnar ou no desercarnar, chegando ou partindo deste nosso mundo físico, sejam ocorrências naturais sendo bem recebidos aqui e lá sem maiores e dolorosos sacrifícios, vivendo bem aprendendo e servindo a causa do bem para que o adormecer seja suave, e o despertar alegre.

Cientes de que a vida verdadeira não se extingue jamais!

Francisco Rebouças.