“Pois
nós somos um santuário do Deus vivo.” - Paulo. (II Coríntios, 6:16.)
Nosso
despertamento na Espiritualidade, após a morte do veículo físico que a Soberana
Sabedoria do Universo nos emprestou, como ferramenta divina para nosso
progresso evolutivo, depende indiscutivelmente das nossas realizações positivas
ou negativas, impostas pela maneira de como exercemos o direito ao nosso livre
arbítrio.
Que
direção imprimimos aos nossos objetivos, do uso ou não das instruções do
Evangelho de Jesus, do aproveitamento do tempo em realizações nobres, do
respeito aos direitos dos outros etc., a doutrina espírita é portadora de
importantes considerações sobre esse assunto para nossas reflexões.
“A
transposição de plano para a nossa mente é muito morosa, considerando as
necessidades de preparação que nos cabe, à frente da vida superior.
Só a
grande vida merece a grande morte.
Além
da carne, não há libertação para quem não se liberta.
O
trabalho é desconhecido para quem não trabalha.
A
Vida abundante, com relação à qual, tão claro foi Jesus nas lições da Boa Nova,
apenas se revela ao coração que se devotou à vida intensa na prática do bem,
desde aí.
A
união espiritual é uma luz somente para aquele que, ainda na carne, a procura.
A
nossa esfera aqui é, sobretudo, de continuação ao que, aí, teve começo.
No
círculo físico, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas.
Aqui,
porém, pelo menos nas atividades vizinhas da Crosta Planetária, a lembrança, a
memória e a ligação mental impõem prosseguimento.”
Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Néio Lúcio. Livro Irmãos Unidos, cap.
Além da Terra.
O
despertar gradual da memória, com a consequente lembrança dos fatos que que
fizemos ou deixamos de fazer, poderão nos proporcionar paz ou desassossego, em
vista do inevitável reencontro com os amigos e também com os adversários, nas
diversas situações determinadas pelas nossas ações boas ou más para com eles.
Vivenciaremos
assim a resposta da Lei à nossa vigilância no exercício da fraternidade, da
caridade do respeito ou à nossa insensatez e indiferença aos bons costumes,
mediante o sentimento de júbilo ou de insuportável desconforto, resultante do
plantio que tivermos feito, pois é da Lei que colheremos o que semearmos.
A
Lei de Causa e Efeito a todos oferecerá o saldo positivo ou negativo de nossos pensamentos,
palavras e atos na vida terrena, onde, há mais de dois milênios, recebemos os
sublimes roteiros do caminhando a percorrer sob a luz do Evangelho da Redenção,
trazidos, ensinados e exemplificados por Jesus nosso Modelo e Guia.
Dessa
forma, podemos afirmar que a vigilância é de suma importância enquanto estamos reencarnados,
pois embora Jesus não nos peça santificação que não pode ser alcançada em um
planeta de expiações e provas, solicita simplesmente que “Amemos a Deus sobre
todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, o que é nos é absolutamente
possível.
Ser algum,
desencarna pecador para despertar santificado, mas é possível ao homem desenvolver
seus valores íntimos, nobres dignos, éticos deixar de ser escravo da preguiça
da indiferença da descrença para levantar-se, na manhã seguinte, com a
disposição de renovar-se e trabalhar em busca de ser feliz, o quanto é possível
na Terra.
Trabalhemos
com afinco por buscar a saúde integral que é a do corpo em harmonia com o Espírito
nele presente. Comecemos por educar nosso modo de ver e de ouvir, controlemos a
língua, falemos de saúde, de otimismo de progresso, de fé, de confiança, de
esperança em dias melhores no porvir, e certamente isso fará grande diferença
para nossa saúde física e espiritual.
Façamos
amigos, fujamos da animosidade, sigamos as lições do Evangelho e aguardemos as
flores que certamente perfumarão nosso futuro com a bênção da consciência leve
e do dever retamente cumprido.
Urge
agir de forma que tanto no encarnar ou no desercarnar, chegando ou partindo
deste nosso mundo físico, sejam ocorrências naturais sendo bem recebidos aqui e
lá sem maiores e dolorosos sacrifícios, vivendo bem aprendendo e servindo a
causa do bem para que o adormecer seja suave, e o despertar alegre.
Cientes
de que a vida verdadeira não se extingue jamais!
Francisco Rebouças.