Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Ave Maria

Amaral Ornellas

Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

 

Cheia de graça e bondade,

É por vós que conhecemos

A eterna revelação

Da vida em seus dons supremos.

 

O Senhor sempre é convosco,

Mensageira da ternura,

Providência dos que choram

Nas sombras da desventura.

 

Bendita sois vós,

Rainha! Estrela da Humanidade,

Rosa mística da fé,

Lírio puro da humildade!


Entre as mulheres sois vós

A Mãe das mães desvalidas,

Nossa porta de esperança,

E Anjo de nossas vidas!

 

Bendito o fruto imortal

Da vossa missão de luz,

Desde a paz da Manjedoura,

Às dores, além da Cruz.

 

Assim seja para sempre,

Oh! Divina Soberana,

Refúgio dos que padecem

Nas dores da luta humana.


Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

 

Livro: Parnaso de Além-Túmulo

Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

Estudando a doutrina espírita!

976. O espetáculo dos sofrimentos dos Espíritos inferiores não constitui, para os bons, uma causa de aflição e, nesse caso, que fica sendo a felicidade deles, se é assim turbada?

Não constitui motivo de aflição, pois que sabem que o mal terá fim. Auxiliam os outros a se melhorarem e lhes estendem as mãos. Essa a ocupação deles, ocupação que lhes proporciona gozo quando são bem sucedidos.”

a) - Isto se concebe da parte de Espíritos estranhos ou indiferentes. Mas o espetáculo das tristezas e dos sofrimentos daqueles a quem amaram na Terra não lhes perturba a felicidade?

“Se não vissem esses sofrimentos, é que eles vos seriam estranhos depois da morte.

Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem. Mas, eles consideram de outro ponto de vista os vossos sofrimentos. Sabem que estes são úteis ao vosso progresso, se os suportardes com resignação. Afligem-se, portanto, muito mais com a falta de ânimo que vos retarda, do que com os sofrimentos considerados em si mesmos, todos passageiros.”

Fonte: O Livro dos Espíritos, FEB - edição 76ª

sábado, 2 de novembro de 2024

Nossos desencarnados seguem vivos!

 

Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Jesus – João - 3:3

A consoladora e esclarecedora doutrina dos espíritos nos esclarece de forma sábia e lógica, que na desencarnação de um ente querido, nada mais acontece do que a morte orgânica, jamais o aniquilamento da vida do Ser imortal, que é criação divina, essência destinada à felicidade e à perfeição relativas e não passa de simples transição necessária na jornada evolutiva do Espírito que volta à vida espiritual.

No entanto a interrupção da vida na Terra, não consegue aniquilar a caminhada do Ser espiritual que triunfa sobre a “morte”, mesmo com a extinção do corpo físico que não dura para sempre pois que “ninguém fica pra semente”. Essa modificação que se opera no mundo corporal se inicia desde o nascimento, prosseguindo até o completo desgaste natural do corpo físico.

Dessa forma é preciso destacar as instruções do Imortais que a morte não existe, apesar da saudade que certamente possa nos envolver, é vital saibamos conter qualquer sentimento de desespero, e buscar forças para pensar positivamente com resignação e confiança na Bondade Divina, orando e enviando boas vibrações junto aos entes queridos que nos deixam pelo processo da desencarnação.

Embora sem a vestimenta física, o ente desencarnado permanece com os vínculos da afetividade, as lembranças felizes, as ocorrências do quotidiano registradas no arquivo dos que se foram e dos que aqui permanecem, seguindo o indivíduo em Espírito para novas experiências, agora liberto das limitações carnais.

O túmulo não representa o fim, e sim um novo começo, isto porque, encerradas as possibilidades na carne abrem-se, novas oportunidades para o filho de Deus seguir em trabalho de aprimoramento e ascensão na Lei do Progresso em outras realizações da vida que jamais cessará.

A morte não existe!

O que se dá é apenas uma transformação em nossa maneira de ser.

Não espere que, depois desta, exista outra vida. Não!

A vida é a mesma.

A vida eterna já está sendo vivida por todos nós.

Depois da morte, continuamos a ser o que já somos.

Portanto, procure ser AGORA, antes da morte, aquilo que você deseja continuar a ser depois da morte.

Porque a morte não existe!” (Carlos Torres Pastorino, Livro Minutos de Sabedoria, cap. 106)

Quando acontecer a ocorrência da morte em visitar teu lar, lembra sempre que essa situação é comum a todos os outros lares. Não te permitas cair em desequilíbrio, em revolta ou em desalento pois que nada poderemos tirar de proveitoso dessas embaraçosas situações que podem nos levar a mergulhar em pesada alucinação e perigoso processo desarmonia emocional.

Em O Livro dos Espíritos, nas questões 320 a 329, encontramos farto material de esclarecimento sobre o assunto aqui tratado, do qual escolhemos a seguinte para nossas observações:

320. Sensibiliza os Espíritos o lembrarem-se deles os que lhes foram caros na Terra?

“Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade.

Se são desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”

 

Assim sendo, é útil desde já refletir com segurança em torno desse fatalismo biológico, que é a morte do corpo físico, procurando compreender os esclarecimentos trazidos pelos Imortais para com mais segurança, nos preparar para os possíveis enigmas em torno da desencarnação.

Tenhamos certeza de que nossos amores não se acabaram, simplesmente se transferiram para novo habitat, mas prosseguem vivendo em outra dimensão, que lhes permitem ouvir os nossos pensamentos, alegrarem-se com nossas nobres aspirações, e sofrerem com nossas revoltas e dores. Procuram à medida de suas possibilidades fortalecer com seus pensamentos positivos nossas esperanças pois, não deixaram de nos amar.

Não temos o direito de lamentar sua partida para outras dimensões da existência, pois só Deus sabe o que é melhor para cada um de seus filhos. Se realmente lhes temos verdadeiro afeto, procuremos enviar-lhes nossos melhores sentimentos pela oração fervorosa, agradecendo pelas horas felizes que nos propiciaram e em nome deles, espalhemos a bênção da alegria com outros irmãos de caminhada tão sofridos ou mais do que nós mesmos, preparando-nos para o reencontro com eles, quando Deus assim determinar.

Enquanto não chega esse dia, dispomos ainda do recurso sublime que o Pai nos concede quando parcialmente desprendido pelo sono, nos reunimos a eles no mundo espiritual, bastando para isso que nos preparemos adequadamente orando e arejando a mente no Evangelho de Jesus, solicitando aos bons espíritos nos ajude nessa empreitada.

Em qualquer situação, procuremos render graças a Deus, porque só ELE sabe o que mais precisamos e o que realmente merecemos. Confiemos em sua sabedoria e bondade e sigamos convictos de que estamos sob o comando da Inteligência Suprema, criadora de tudo e de todos.

Muita Paz!

Francisco Rebouças

Não choreis

Não choreis os que vão em liberdade

Buscar no Espaço o luminoso leito

Da paz, distante do caminho estreito

Desse mundo de dor e de orfandade.

 

O pranto é a flor de aromas da saudade,

Que perfuma e crucia o vosso peito,

Mas, transformai-o em gozo alto e perfeito,

Em santa e esperançosa claridade.

 

Chega um dia em que o Espírito descansa

Das aflições, angústias e cansaços,

Dos aguilhões das dores absolutas:

 

Feliz de quem, na Crença e na Esperança,

Procura a luz sublime dos espaços,

Buscando a paz depois das grandes lutas.

 

Francisco Cândido Xavier/Antero de Quintal

Livro: Parnaso de Além-Túmulo, cap. 11

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Os inimigos de nosso progresso!

 “O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!” (Deuteronômio 31:8)

Não nos restam dúvidas de que são inúmeros os adversários que trabalham contra a paz interior que tanto desejamos expandir em nosso caminho evolutivo, nos dias da atualidade. Entre vários outros podemos citar o medo, o desânimo, a falta de perspectivas em dias melhores, etc., mas optamos por destacar este que pensamos ser cruel, pela baixeza de suas formas de contaminação e destruição que é a depressão.

Esse terrível adversário de nosso equilíbrio surge, sorrateiramente, quando menos estamos esperando, causando-nos sérios prejuízos e assumindo proporções inimagináveis, impondo-nos fracassos dolorosos.

Em uma sociedade que pouca importância dedica aos valores éticos, que chega ao cúmulo de admitir como algo normal os vícios nocivos à saúde e bem-estar dos indivíduos, onde a crueldade recebe aprovação de muitos, onde a insensatez prospera, e a corrupção predomina abertamente; o sincero servidor do Cristo, aquele que se decide pelo bom combate, enfrenta difíceis obstáculos na busca de sua elevação moral espiritual.

Nesse cenário, o homem ou a mulher mais sensível caem na depressão que se torna para esse espírito reencarnado, como se fosse a noite imprevista de tempestade em pleno dia ensolarado. É veneno que destrói lentamente as mais belas e positivas aspirações do Ser e, invariavelmente, alcança poder destruidor em quem lhe dá abrigo.

A depressão se aloja perigosamente no coração e na mente do Ser por ela contaminado, quando o cerco dos problemas parece aparentemente intransponível provoca estados de turbação do raciocínio e desperta o desinteresse pela vida. E, antes que o indivíduo se dê conta, eis que está infectado. E só a muito esforço se libertará da presença perturbadora desse vírus destruidor de sonhos e vidas.

Como impositivo inicial da depressão preciso se faz a utilização da coragem, como sendo o início imediato na busca pela cura; e, em seguida, a vacina pela prece que recompõe as energias, depois a busca de ocupação do tempo no trabalho e no amor desinteressado e incessante que são imprescindíveis para a restauração do equilíbrio e bem-estar ameaçados.

Urge não esquecer que em um mundo de expiações e provas como o nosso, é comum que a ganância, a soberba e a violência grassem sobremaneira dominadoras, a fim de que se preserve o grito da sociedade materialista pelos bens passageiros e ilusórios.

“Admiráveis são todos os espíritos nobres e retos que militam com grandeza na Causa do Bem. Entretanto, não menos admiráveis são todos aqueles que se reconhecem frágeis e imperfeitos, caindo e erguendo-se muitas vezes nas trilhas da existência sob críticas e censuras, mas sempre resistindo à tentação do desânimo, sem desistirem de trabalhar.

Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões iluminadas da experiência.

Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor.

Não penses tanto sobre o que os outros possam imaginar a teu respeito. Raramente isto acontece. Na maioria dos casos, quando notas alguém a observar-te, essa pessoa, provavelmente, deseja saber o que estás pensando a respeito dela. Em qualquer situação, mentalizemos o bem o sigamos para a frente.”

Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel, livro Antologia da Amizade.

O Cristão, e particularmente o Espírita, convidado por Jesus para que se torne um soldado do bem e da paz, não pode concordar com os métodos e costumes desaconselháveis, imorais desequilibrados que predominam em nossa sociedade contemporânea.

Ora e vigia, porque se te manténs à margem desses acontecimentos, os inimigos dos dois planos da vida trabalharão por te aprisionar em seus métodos e costumes doentios que te levarão certamente à depressão, por que o mal não pode fazer o bem a ninguém, por mais que se explique ou queira. Não te esqueças nunca de que a ascensão de quem quer que deseje a moralização resulta da incessante luta contra as suas próprias imperfeições que ainda nos escravizam.

Desperta em ti meu irmão a cultura de autoiluminação, procura conhecer-te identificando o que precisas modificar em teu comportamento e luta com disposição contra as tendências inferiores e segue confiante em busca de conquistar tuas aspirações sublimes e libertadoras.

Jesus nos guie!

Francisco Rebouças                                                     

Saber como convém

“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.” - Paulo. (I Coríntios, 8:2.)

A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.

É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.

Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.

Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.

Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.

Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.

Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem porque sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.

Livro: Vinha de Luz, cap. 44
Chico Xavier/Emmanuel.