Este blog foi criado em 06/05/2008, com a finalidade principal de abrigar meus diversos artigos publicados na Internet em variados sites espíritas, além, de matérias de estudo, entrevistas, novidades e notícias do movimento espírita do Brasil e de todo o Mundo. Que Jesus, nosso Amigo e Mestre, nos inspire e guarde em sua sublime paz, hoje e sempre! (Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens - Pitágoras). (17 anos no ar).
Solidarity Spiritist Societ
terça-feira, 31 de outubro de 2023
segunda-feira, 30 de outubro de 2023
NOSSO IRMÃO
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
BRASIL, PÁTRIA DO EVANGELHO
Pedro D´Alcântara
Esta é a Pátria da Eterna Primavera.
Áureo florão da
América, celeiro
De abastança
sublime ao mundo inteiro,
Nação de que as
nações vivem à espera.
Enquanto o
antigo monstro dilacera
O Velho Mundo em
novo cativeiro,
Brilha o palio
celeste do Cruzeiro
Na vanguarda de
luz na Nova Era!
Brasileiros,
vivamos a aliança
Do trabalho, do
bem e da esperança,
No País da
Bondade, almo e fecundo!...
Exultai! Que o
Brasil, desde o passado,
É a Pátria do
Evangelho Restaurado
E o Coração de
Paz do Novo Mundo.
Psicografia em
Reunião Pública Data – 4-5-1945
Local – Centro Espírita Uberabense, na cidade de Uberaba, Minas.
Livro: Através do Tempo
Chico Xavier/Espíritos Diversos.
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
sábado, 21 de outubro de 2023
Ouvir Jesus para não cair em trevas
“E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens,
reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.”
(Lucas 18:22)
É prudente e conveniente atender ao convite de Jesus quando nos diz “Vem e segue-me”.
O Mestre não faz distinção de credo e nem tem preferência, seu convite inclui os justos e injustos, ignorantes e sábios, homens e mulheres. Seu convite é extensivo a todos.
Seguir Jesus é ter o seu Evangelho como norma de vida, proceder como Ele nos solicita, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, fazendo ao outro o que gostaríamos que o outro nos fizesse.
Lembrando de seu aviso que não se pode menosprezar, de que ninguém vai ao Pai senão por Ele, e que não haverá salvação para a Humanidade sem a transformação moral do Homem, visto que a finalidade da reencarnação é a de progredirmos em intelecto e moralidade, desenvolvendo as “asas” do amor e da sabedoria.
Os desafios que enfrentamos em nosso dia a dia são situações de aprendizagem para o Espírito desperto a nos exigir luz nas ações de agora, pois se não procedermos de maneira diferente e cuidadosa, buscando fazer brilhar a nossa luz, prosseguiremos à maneira de cegos e surdos incrustrados nas atitudes sombrias do ontem.
Não nos valerão os títulos de distinção da sociedade, nem os bens que tenhamos conquistados com sacrifício e, sabe-se lá como, o poder que nos outorgava mandos e desmandos, a ilusão de que tudo podíamos comprar com a fortuna do dinheiro creditado em nossa conta bancária etc.
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
A verdadeira propriedade
“O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo.
Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura.
(…) Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.) (O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB, 112ª edição, cap. XVI, item 9.)
Precisamos ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, para discernir com equilíbrio, sinceridade e confiança, para aquilatar o quanto estamos realmente seguindo o contido nas mensagens e exemplos, D’quele a quem dizemos seguir nos caminhos da atualidade e nos dedicarmos a encarar nossas batalhas íntimas no Bom Combate que a Soberana Sabedoria nos propicia exercitar.
O Espiritismo nos aclara a certeza de que estamos reencarnados e precisamos desfrutar com esmero dessa abençoada oportunidade para tirar o melhor proveito, assegurando que é o próprio Jesus que volta propondo-nos novamente aceitar a medicação contina no seu Evangelho como sendo a única capaz de nos livrar da dor e dos dissabores dos sofrimentos.
Urge entender que sem trilharmos o roteiro da humildade, da paciência sob a bênção do trabalho, não alcançaremos a meta que desejamos atingir, porque fácil é falar, mas difícil é fazer, é muito simples a emissão do ensinamento aos outros, mas quanto embaraçoso se torna quando encaramos a indisciplina dos nossos próprios impulsos negativos!
Por esse motivo, não dispomos de credenciais que nos assegurem o direito de exigir dos outros o que ainda não temos sedimentado em nossas ações no trato com nossos irmãos de caminhada evolutiva, porque precioso é servir, e não ser servido.
Cabe-nos esquecer o passado equivocado e enganoso que só nos faz colher os frutos amargos do joio que plantamos outrora, e transformar o presente em abençoada oportunidade de construir um futuro feliz!
Jesus, em sua infinita bondade nos guie e ilumine!
Francisco Rebouças
domingo, 15 de outubro de 2023
O futuro promissor que o espiritismo nos descortina!
O futuro promissor que o espiritismo nos descortina!
Espiritismo prima por nos esclarecer que estamos reencarnados por misericórdia do Senhor, para o grande desafio da vida, que são as aquisições espirituais para a eternidade, representadas pelo desenvolvimento do intelecto, o investimento na aquisição das benesses da moralidade e a auto iluminação.
O homem instruído, moralizado e iluminado é a representação do homem de bem citado no O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap. XVII, item 3, tornando-se entre outras coisas, compreensivo, amoroso, nobre, humilde, exemplo para os demais, combatendo com suas atitudes as sombras das trevas, proporcionando a alegria e a beleza da vida que o Criador nos proporcionou desfrutar.
Claro que para alcançar o nobre objetivo de auto iluminação, segue-se um processo lento e que demanda esforço, trabalho e exige também muita disciplina do pretendente. Assim sendo, não nos esqueçamos da Lei de Causa e Efeito que nos assegura que “colheremos, infalivelmente, aquilo que houvermos semeado, que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória” (Paulo – Gálatas 6: 7 a 9).
Partindo do princípio de que Deus é soberanamente Bom e Justo, não há como esconder o fato de que se estamos em sofrimento, em necessidades diversas, infelizes, etc., é com absoluta certeza porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas do passado.
Por esse motivo, devemos ficar muito atentos quanto ao momento presente, para que cultivemos o bom hábito de semear a boa semente do otimismo, da esperança, do amor, para que nossa futura colheita seja os frutos doces da alegria, da felicidade e da paz. Nossa mente está mergulhada na Mente Divina que alimenta o universo.
Nossa mente está conectada com a Mente Superior Universal, que a tudo preside em toda a parte e ao mesmo tempo. Busquemos nos manter em sintonia elevada, unidos a essa Força Infinita, contribuindo para o equilíbrio e a ampliação do bem na Terra, porque o bem jamais será vencido pelo mal, a luz jamais será superada pelas trevas.
“Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta.
Cabe-lhe desobstrui-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora.
Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVI, Item 7).
“Incontáveis criaturas supõem que o Evangelho de Jesus tenha por finalidade desenvolver o pieguismo e o costumes das choramingas e lamentações inacabáveis.
Poucos percebem que o Evangelho representa para as almas terrestres o roteiro luminoso para que aqueles que por ele se norteiam possam chegar com acerto e firmeza aos objetivos do Criador.” (Livro: Revelações da Luz, cap. Como Vives? José Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo.)
Pensemos nisso com toda seriedade!
Francisco Rebouças
sábado, 14 de outubro de 2023
Ouvir e falar!
Este artigo foi publicado em 2018
Há uma frase que no movimento espírita tornou-se extremamente conhecida, e que qualquer um de nós, espiritistas, já ouviu alguém se referindo a ela em palestras, estudos ou outras atividades do movimento espírita, e que por isso mesmo o ouvinte imediatamente acrescenta ao seu conhecimento de Espiritismo e sai, por sua vez, a espalhá-la multiplicando velozmente seu conteúdo.
Como não gosto de passar à frente algo referente à Doutrina Espírita de que não possa apresentar a fonte de onde se origina minha informação, procurei desesperadamente encontrar a conhecida frase, que se tornou tão comum e que qualquer um, mesmo sem qualquer base doutrinária, hoje em dia se faz portador de sua mensagem passando à frente o Espiritismo, sem qualquer base em seus postulados divinamente codificados pelo digno seguidor do Mestre de Nazaré.
Só então me pude dar o direito de também acrescenta-la em minhas modestíssimas anotações doutrinárias, para então poder tornar-me um divulgador de seu conteúdo, não como sempre ouvi e li, nos diversos meios de comunicação com que tive contato, bem como em palestras, seminários, livros, revistas, programas de rádios etc., mas, sim, como em verdade ela nos foi transmitida por seu criador, o querido benfeitor Emmanuel.
A frase a que me refiro é esta: “a maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação”. Ora, quem procurar essa frase nos livros de Espiritismo ditados por Emmanuel a Chico Xavier, não será bem sucedido em sua busca, pois a tal frase, tão corriqueira no movimento espírita, não está escrita dessa forma nem foi pronunciada pelo citado benfeitor dessa maneira.
A referida citação está contida no livro “Estude e Viva”, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, e consta do capítulo 40 da referida obra, intitulado Socorro Oportuno, o que nos mostra como as coisas são alteradas ou modificadas voluntária ou involuntariamente, quando passadas de um para outro interlocutor; senão vejamos como está no livro: “(...) Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”. (1)
Em momento algum identifiquei no conteúdo do parágrafo acima que a divulgação do Espiritismo seja a maior caridade que podemos fazer pela doutrina espírita. Penso que a observância e vivência correta dos seus postulados ainda é a grande finalidade da doutrina espírita ao seu sincero seguidor, pois, da forma como ela vem sendo difundida por grande parcela de “espíritas” que não conhecem seus postulados, não é verdadeiramente nenhuma forma positiva de caridade para com ela, e sim um enorme desserviço prestado contra sua digna e elevada mensagem. Isto porque o Espiritismo nos solicita que estudemos a codificação, que é a mensagem do Consolador Prometido por Jesus, tão bem elaborada pelo fiel Discípulo do Mestre de Nazaré, para a vivência da mensagem cristã, contida no evangelho ensinada e exemplificada por Jesus, para só então, sem que seja preciso fazer qualquer alarde, a espalhemos em forma de atitude, na ação da caridade em favor do nosso semelhante, testemunhando com nosso próprio trabalho na plantação da semente do bem para que possa germinar, crescer e dar bons frutos.
A referência de Emmanuel ao estudo das obras de Kardec não é citada, mesmo fazendo parte do mesmo pensamento no assunto enfocado, e que por essa razão não pode ser desprezado ou esquecido como se não tivesse sido pronunciado. É por essa razão que a divulgação da doutrina espírita segue sendo difundida sem qualquer cuidado com a fidelidade doutrinária, que todo e qualquer espírita consciente deve ter como meta primordial; essa é a razão de hoje em dia se aceitar verdadeiros absurdos como sendo obra espírita, quando não passam de ridículas obras mediúnicas, e o pior, são aceitas até mesmo por grande número de “espíritas” que, sem conhecerem os fundamentos da doutrina que dizem professar, mas que não professam verdadeiramente, a elas se referem com entusiasmo, como se estivessem falando do conteúdo da mensagem espírita codificada pelos Nobres Imortais sob a supervisão do próprio Jesus.
Precisamos tomar cuidado com as frases corriqueiras, e prestarmos mais atenção ao conteúdo do que à forma, para que o mais importante das mensagens que nos cheguem ao conhecimento não seja simplesmente aceito sem uma análise mais apurada em todo o seu conjunto, e, sim, que seja devidamente apreciado e absorvido pelo crente sincero da doutrina espírita, e, se for portador de um bom conteúdo, aí então dele se utilizará para sua correta divulgação.
O espírita sincero deve ter por lema: “fora da caridade não há salvação”, (2) mas deve observar que essa máxima precisa ser devidamente compreendida para não ser interpretada ao bel prazer de quem quer que se ache tão absolutamente dono da verdade, pois a caridade não dispensa o cuidado que todos devemos ter em observar que “fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”, (3) e que por isso mesmo, não podemos nos deixar descuidar da razão e o bom senso.
A principal caridade que podemos fazer é a nós mesmos, em primeiro lugar, estudar a mensagem cristã contida no evangelho, como nos alerta Emmanuel, seguindo Jesus através de Kardec, e efetuarmos nossa transformação moral-espiritual, para que, fundamentados no cristianismo redivivo que o Consolador nos veio trazer, possamos dar testemunhos como nos alerta o benfeitor: “seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra”, de que seguimos Jesus, como fiéis discípulos respeitáveis divulgadores da sua sublime mensagem, sem achismos ou modismos condenáveis sob todos os aspectos.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo encontramos a bela mensagem que o Espírito de Verdade nos transmitiu e que transcrevemos a seguir: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”. (...) (4)
Precisamos entender que o Cristianismo contém todas as orientações de que necessitamos para fazer crescer em nós os valores morais que dormitam em nosso íntimo, desde nossa criação, e que só o estudo sério, constante e disciplinado da doutrina espírita dar-nos-á a necessária capacidade para melhor compreender as atitudes infelizes e os defeitos do nosso próximo, ampliando nosso poder de discernir melhor para melhor agir, utilizando-nos dos recursos hauridos nos conhecimentos adquiridos nesses estudos, para vivenciar em nosso dia-a-dia as lições com que os Espíritos Superiores nos instruíram sobre a verdadeira caridade como a entendia Jesus: “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas” (5)
É hora de tomar uma atitude de serenidade e seriedade em tudo o que pretendemos falar com relação à doutrina espírita, não mais agindo como simples repetidores do que ouvimos alguém dizer, e, sim, procurarmos falar com responsabilidade apenas do que realmente conhecermos com segurança e que esteja contido nos postulados da codificação do Espiritismo.
Fontes:
1. Estude e Viva – FEB 9ª edição, cap. 40, pelos espíritos Emmanuel/André Luiz, médiuns: Chico Xavier/Waldo Vieira.
2. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, Cap. XV, item 10.
3. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, frontispício.
4. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, Cap. VI, item 5.
5. O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª edição, pergunta 886.
Francisco Rebouças
ANO APÓS ANO
Ninguém evolui num dia ou para um dia apenas.
Carecemos de tempo para entender o bem e praticá-lo diuturnamente, absorvendo-o em
profundidade, na alma, para o eterno futuro.
Um só pensamento bom, um só ato digno, uma só lição assimilada, não nos bastam à melhoria. Necessário repetir testemunhos de aprendizado e renovação.
A fraternidade há de avivar-nos o raciocínio, vincar-nos a memória, calejar-nos a mãos, modelar-nos a vida.
Eis porque o espírita, na experi6encia terrestre, precisa repisar atitudes, transpirar no dever e persistir no posto individual de trabalho, ano após ano, para só então se sentir realmente sintonizado com os Bons Espíritos e com os desígnios do Alto, mantidos a seu respeito.
No setor administrativo da instituição doutrinária, há de conhecer tão bem o seu mister, que nenhuma decepção não mais o surpreenda.
No estudo, há de desarticular tantas mesas, consumir tantas cadeiras e deformar tantos livros e material correspondente, sem perceber, que duvidará de semelhantes desgastes.
Na mediunidade, há de amar e compreender tanto os espíritos e os homens que qualquer incompreensão não mais lhe fará perder a paciência.
Na exemplificação da verdade, há de se familiarizar tanto com as necessidades das criaturas que penetrará os anseios do próximo, em muitas ocasiões, apenas por vê-lo.
Na assistência social, há de se inteirar tanto dos menores problemas que lhe dizem respeito, segundo as épocas do ano, as pessoas, os desfavorecidos e os sofrimentos, que se espantará ao perceber o quanto conhece de ciência mental e vida prática.
No culto do Evangelho, há de abordar tantos temas e lições, enfrentando tantos imprevistos e dificuldades, que o terá para si na condição de tarefa claramente imprescindível.
Na imprensa e na tribuna espíritas, há de se habituar tanto com o manejo e os efeitos das palavras que as cultivará e selecionará com devotamento espontâneo.
No campo das provas necessárias, há de exercitar tanto entendimento e tanta paciência diante da dor, que acabará sofrendo todas as humilhações e tribulações da romagem terrestre com o equilíbrio de quem atingiu inarredável serenidade.
Confronta o teu período de conhecimento espírita com o serviço que apresentas na existência humana.
Lógica disciplinando diretrizes, esperança enriquecendo ideais, entendimento clareando destinos, o Espiritismo faz o máximo por nós, sendo sempre o mínimo o esforço que fazemos por ele, nos empreendimentos que nos cabem em auxílio a nós mesmos, no seio da Humanidade.
Livro: Sol nas Almas, cap. 1
Waldo Vieira/André Luiz
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
quarta-feira, 11 de outubro de 2023
segunda-feira, 9 de outubro de 2023
Estudando a doutrina Espírita
32. A faculdade emancipadora da alma, e seu desligamento do corpo durante a vida, podem dar lugar a fenômenos análogos àqueles que apresentam os Espíritos desencarnados.§ 5. APARIÇÕES DE PESSOAS VIVAS. BICORPOREIDADE.
Enquanto o corpo está no sono, o Espírito, se transportando para diversos lugares, pode se tornar visível e aparecer sob uma forma vaporosa, seja em sonho, seja no estado de vigília; pode, igualmente, se apresentar sob a forma tangível, ou pelo menos com uma aparência de tal modo identificada com a realidade, que várias pessoas podem estar na verdade afirmando tê-lo visto, no mesmo momento, em dois pontos diferentes; ele o fora com efeito, mas de um lado só estava o seu corpo verdadeiro, e do outro não havia senão o Espírito.
De resto, esse fenômeno é muito raro, é que deu lugar à crença nos homens duplos, e que é designada sob o nome de bicorporeidade.
Por extraordinário que ele seja, não entra menos, como todos os outros, na ordem dos fenômenos naturais, uma vez que repousa sobre as propriedades do perispírito e sobre uma lei da Natureza.
Fonte: Obras Póstumas - FEB,13ª edição.
Primeira parte, § 5.
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
Servir eleva e engrandece!
São
incontáveis os exemplos de trabalhadores que com suas pequenas contribuições
impulsionam o homem e a sociedade em que se movimenta em direção do bem e do
progresso, através do trabalho e dos sacrifícios que nem sempre são percebidos,
mas sem os quais, o caos se estabeleceria avassalador.
Muitos indivíduos possuidores de notáveis conteúdos
intelectuais preferem estabelecer domínio sobre os outros através de discussões
improfícuas, onde exibem seus dotes intelectuais, desperdiçando tempo que poderia
ser utilizado de forma útil aplicado nas ações de relevante necessidade para o
bem e o crescimento de todos.
Aquele que ainda não pode mostrar-se capaz de
realizações grandiosas por falta de recursos, terá sempre à sua disposição
inúmeras oportunidades de exercer a caridade nas pequenas e necessárias ações
de valor inestimável para quem as recebe.
Se não pode matar a fome de todos os famintos que
conhece, pode atender perfeitamente a um ou dois de tantos necessitados; se não
possui dinheiro para comprar o remédio para o doente, pode socorrê-lo com sua
companhia e ajuda no que for possível; não sendo possível acabar com a miséria,
é sempre possível a quem desejar minorá-la.
“Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus,
chave que tendes em vossas mãos.
Toda a eterna felicidade se contém neste preceito:
“Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões
espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da
caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos
irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever,
abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ao demais, qual dentre vós ainda
não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato
de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente
buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na
senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a
boa-vontade. Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma
multidão de homens de bem.
Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes
da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que
fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos
preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras
evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de
palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável.
Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das
leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e
meditai-as…” (1)
As possibilidades de ser útil e auxiliar ao próximo
são infinitas e sábios são todos aqueles que aproveitam os parcos recursos de
que são portadores para dividir com o seu irmão de caminhada evolutiva
contribuindo para a sua felicidade. Todo aquele que se conscientiza dessa
realidade, vive conforme as condições que a vida lhe apresenta, conquistando
tesouros morais, que nem a ferrugem, nem os ladrões, nem as traças podem
subtrair-lhe os benefícios para sua plenitude.
Francisco Rebouças
Referência:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho
Segundo o Espiritismo, FEB 112ª edição. Cap. XIII, item 12.



