Jesus (Mateus, 14:31.)
Diante dos agitados e complicados dias da atualidade, cresce assustadoramente o número dos indivíduos que decepcionados com suas situações presentes, decidem-se por não mais viver uma vida de maneira digna, para fugirem dos desafios, das tribulações e das dores comuns aos habitantes de um planeta de expiações e provas, e se abrigam sob o teto falso dos prazeres sexuais, das drogas alucinógenas, do álcool, e dos excessos infelizes de toda ordem.
Com o passar do tempo, é fácil constatar que o caminho buscado se transforma em um eficiente programa de autodestruição, pois, sem demora, estarão nas teias da depressão, da psicose, da esquizofrenia, da obsessão e por fim, chegam ao ápice que é o suicídio, quando acreditam estarão livres da infelicidade que só se agravou.
Encontramos na doutrina espírita suficiente material para nossa reflexão sobre essa atitude sumamente covarde de quem opta por dar fim à sua vida física, o que se constitui no maior e mais terrível engano que um ser humano pode cometer, conforme segue.
Desgosto da vida. Suicídio
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.)
Importante saber que a vida não se consome na morte do corpo físico e o fenômeno biológico não é a expressão real do ser imortal, consequentemente, o suicida quando reencarnado traz consigo as matrizes do crime praticado, sofrendo contínua dor e sofrimentos muito maiores do
que os que em vida física suportava.
O homem reencarnado precisa meditar cuidadosamente na oportunidade bendita de estar desfrutando da oportunidade de reparar seus erros e equívocos cometidos nesta e nas outras passagens por este planeta que a todos abriga com os recursos de que precisamos para progredir intelectual, moral e espiritualmente, trabalhando para a construção de um porvir feliz que lhe faculte o cumprimento do seu compromisso assumido na espiritualidade.
Urge não esquecer a felicidade que é saber ninguém jamais sai da vida, que o homem faz parte de um conjunto harmônico que constitui a Criação Divina, que a sua insubmissão às Leis Sábias e Justas às quais o criador a tudo e todos submeteu desarmoniza a ordem e o equilíbrio geral, e ele deve esforçar-se por contribuir confiante de todas as formas positivas e possíveis para manter essa harmonia para o seu próprio bem estar e de todos que o cercam.
Francisco Rebouças
