Solidarity Spiritist Societ

sábado, 30 de setembro de 2023

ROGATIVA

Findas as nossas tarefas de socorro espiritual, na noite de 26 de agosto de 1954, foi Emmanuel, o nosso amigo de sempre, quem se utilizou das faculdades psicofônicas do médium, pronunciando a oração que transcrevemos.

Senhor Jesus!

Associa-se a nossa voz a todas as súplicas que te rogam a bênção de amor, a fim de que possamos trabalhar em harmonia com os teus superiores desígnios.

Dá-nos consciência de nossas responsabilidades e infunde-nos a noção do dever.

Reveste-nos com a dignidade da resistência pacífica, diante do mal que nos conclama à perturbação, e faze-nos despertos na construção espiritual que fomos chamados a realizar contigo, dentro da renunciação que nos ensinaste.

Apaga em nosso pensamento as labaredas da discórdia e ajuda-nos a responder com silêncio, serenidade e diligência no bem toda ofensiva da leviandade, da violência e do ódio.

Instila-nos a coragem de esquecer tudo o que expresse inutilidade e aviva-nos a memória no cultivo dos valores morais indispensáveis à edificação do nosso futuro.

Mestre, não nos deixes hipnotizados pela indiferença que tantas vezes tem sido o nosso clima de invigilância pessoal em tua obra de luz.

Que a fraternidade e a ordem, a compreensão humana e o respeito recíproco nos presidam à tarefa de cada dia, em teu nome, na execução de tua divina vontade, são os votos que repetimos com todo o coração, hoje e sempre.

Livro: Instruções Psicofonicas, cap. 25

Chico Xavier/Emmanuel

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

O otimismo, a esperança e a caridade, são receitas de saúde!!

“E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.”
Paulo. (Colossenses, 3:14.)

“Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.
Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.
O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.
O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.
Toda a preparação é necessária, no capítulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto
é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.”
(Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, livro Vinha de Luz, cap. 5).

Se pararmos para examinar com acurada atenção o atual comportamento da nossa sociedade não teremos qualquer tipo de dúvidas em concluir que a humanidade terrestre se encontra bastante enferma.

A violência individual e coletiva constatada em assustadores índices nas pesquisas e estatísticas sobre o tema que se alastra pelo mundo inteiro numa triste demonstração da predominância dos atavismos ancestrais, que não foram superados pelo advento da razão, do discernimento, dos sentimentos de amor, quando da utilização do livre arbítrio pelos indivíduos que a compõe.

A ação de agressividade e de irracionalidade dos indivíduos chega mesmo a ameaçar de extermínio alguns seres ainda existentes na natureza tais como, vegetais, animais etc., exalçando a perversidade e a sordidez que, de mãos dadas, seguem incentivando as forças em favor da desordem e do desamor.

Esse estado de coisas desenvolve a desconfiança e a insegurança nas pessoas e, por essa razão, prolifera a indiferença do indivíduo pela situação do seu próximo, causando pânico naqueles mais frágeis e, por este motivo, a depressão torna-se uma pandemia de proporções preocupantes.

A sociedade parece anestesiada pelo desespero e sofrimento, como quem perdeu o rumo e a confiança em um futuro melhor, deixando-se arrastar por mentes inescrupulosas e perversas que as hipnotizam com narrativas pessimistas e promíscuas, visando sepultar nesses corações os últimos resquícios de dignidade e de respeito pela vida.

Não bastasse isso, as constantes ameaças de guerras hediondas pairam no ar, como se a sociedade já não se encontrasse em conflitos de toda ordem, como educação, trabalho, saúde entre tantas outras situações de complexas e difíceis resoluções.

“Considera o trabalho o melhor meio para progredir.
Quem não trabalha, entrega-se à paralisia moral e espiritual.
O homem que não se dedica à ação libertadora do trabalho faz-se peso negativo na economia da sociedade.
O trabalho é vida.”
(Divaldo Franco/Joanna de Ângelis, livro Vida Feliz).

É nesse exato momento de testemunho que o Cristão, e particularmente o espírita, se fortalece no Evangelho de Jesus, e mesmo reconhecendo que inegavelmente, do ponto de vista imediatista o momento não nos está tão favorável, não se deixa contaminar pelo desespero e pelo desânimo porque essa atitude não pode gerar qualquer tipo de benefício nem levar a qualquer tipo de solução positiva para a melhoria desse estado de coisas.

Embora a paisagem triste dos dias da atualidade, somos daqueles que acreditam que tudo passa e esse momento difícil passará, porque somos filhos de um Pai amoroso, justo e bom, que por essa razão estamos destinados à felicidade e à perfeição relativa.

Pensemos nisto com muito carinho!

Francisco Rebouças

domingo, 24 de setembro de 2023

Minutos de Sabedoria

CADA um recebe de acordo com o que dá.

Se você der ódios e indiferença, há de recebê-los de volta.

Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor.

Ninguém se, aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja.

Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume.

Cada um recebe de acordo com o que dá.

Livro: Minutos de Sabedoria, cap. 54

Carlos Torres Pastorino

 

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Não se envenenar pelo desânimo

Irmãos, é prudente empregarmos todos os cuidados na vigilância para não nos tornarmos vítimas dos efeitos venenosos, danosos e prejudiciais do desânimo.

Encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, o seguinte:

(…) “O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.” (O Evangelho Segundo do Espiritismo, FEB. 112ª edição, cap. V, item 18.).

Embora não possa me apresentar como alguém que esteja vacinado contra o desânimo, ao contrário, enfrento diariamente esse perigo, porque também não possuo ainda as virtudes necessárias para me blindar contra esse perigoso inimigo.

É preciso que acordemos e nos dediquemos o quanto antes à prática desse exercício que deve ser uma das muitas metas que precisamos alcançar, entendendo que é sem dúvida algo trabalhoso que vai nos exigir muita reflexão e disciplina material, moral e espiritual.

A vida nos propõe trabalhar por todos os meios, e possibilidades visando nosso aperfeiçoamento a caminho da felicidade e da perfeição a que estamos destinados, e o desânimo pode influir negativamente para retardar essa nossa conquista.

Isso porque pela ignorância, ou mesmo pelo desprezo aos ensinamentos das Leis Divinas inscritas em nossa consciência, agimos em sentido contrário levados pelos impulsos inferiores, criando aflição e sofrimento para nós mesmos, esquecidos de que a “plantação é livre mas a colheita é obrigatória.” (Epístola de Paulo aos Gálatas – 6:7-8).

Outrora muitos de nós achávamos que a morte seria o fim dos nossos problemas, ou mesmo nos acreditávamos privilegiados da Infinita Bondade de Deus, por que exibíamos atitudes de superfície, nos templos religiosos, o que vimos constatar mais tarde, que somos imortais, e dessa forma estaremos sempre sob os efeitos positivos ou negativos das nossas próprias obras.

Isto por que nossos pensamentos, palavras e atos desenvolvem asas de libertação ou algemas de cativeiro, facilitando ou dificultando nossa elevação a planos superiores no processo evolutivo conduzindo-nos à vitória ou perda da paz e da harmonia interior, e que somente de nós mesmos é que devemos nos queixar em casos de dores e sofrimentos que tenhamos de suportar.

“Confia sempre na ajuda divina.

Quando te sentires sitiado, sem qualquer possibilidade de liberação, o socorro te chegará de Deus.

Nunca duvides da paternidade celeste.

Deus vela por ti, e te ajuda, nem sempre como queres, porém, da melhor forma para a tua real felicidade.

Às vezes, tens a impressão de que o auxílio superior não virá ou chegará tarde demais.

Passado o momento grave, constatarás que o recebeste alguns minutos antes, caso tenhas perseverado à sua espera.”

(Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: Vida Feliz, cap. XIII.)

Se por um lado é verdade que nos vemos hoje às voltas com as ruínas de nossas realizações deploráveis do passado equivocado, não devemos nos desesperar ou perder a esperança nos dias do porvir. Deus nosso Pai não prescinde da justiça, mas essa mesma justiça não se opera sem amor.

Nos tempos idos, agíamos sob o império dos sentimentos de crueldade, motivados pelo excessivo orgulho que nos fomentava ódio e a perseguição de quantos nos contrariassem os interesses mesquinhos que objetivávamos, e hoje a conta chegou e seus efeitos se fazem sentir presentes em nossas vidas em forma de desarmonia e sofrimentos, que nos afetam a existência negativamente.

Graças a Deus começamos a compreender que precisamos mudar nossos propósitos em favor da nossa regeneração e melhoria, investindo em nossos objetivos superiores, no trabalho da reforma íntima que teremos que empreender mais cedo ou mais tarde.

É urgente assumir que a posição que nos é peculiar, diante das Leis Divinas nos classifica como almas entre a luz das aspirações sublimes e o nevoeiro dos débitos escabrosos, que solicita o enfrentamento do homem velho que nos escraviza a séculos e a disposição de desenvolvimento do homem novo que espera o fruto de nossa boa vontade para com ele.

Jesus nos conduza e guie nessa direção!

Francisco Rebouças

domingo, 17 de setembro de 2023

A alegria da fé!

E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste?
Jesus (Mateus, 14:31.)

Diante dos agitados e complicados dias da atualidade, cresce assustadoramente o número dos indivíduos que decepcionados com suas situações presentes, decidem-se por não mais viver uma vida de maneira digna, para fugirem dos desafios, das tribulações e das dores comuns aos habitantes de um planeta de expiações e provas, e se abrigam sob o teto falso dos prazeres sexuais, das drogas alucinógenas, do álcool, e dos excessos infelizes de toda ordem.

Com o passar do tempo, é fácil constatar que o caminho buscado se transforma em um eficiente programa de autodestruição, pois, sem demora, estarão nas teias da depressão, da psicose, da esquizofrenia, da obsessão e por fim, chegam ao ápice que é o suicídio, quando acreditam estarão livres da infelicidade que só se agravou.

Encontramos na doutrina espírita suficiente material para nossa reflexão sobre essa atitude sumamente covarde de quem opta por dar fim à sua vida física, o que se constitui no maior e mais terrível engano que um ser humano pode cometer, conforme segue.

                                                       Desgosto da vida. Suicídio

  1. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?
    “Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade.
    “Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”
  1. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?
    “Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.”a) – Não é sempre voluntário o suicídio?
    “O louco que se mata não sabe o que faz.”
  1. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?
    “Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”
  1. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?
    “Pobres Espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência!
    Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém, daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.”

    a) – Os que hajam conduzido o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as consequências de tal proceder?
    “Oh! Esses, ai deles! Responderão como por um assassínio.”

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.)

Importante saber que a vida não se consome na morte do corpo físico e o fenômeno biológico não é a expressão real do ser imortal, consequentemente, o suicida quando reencarnado traz consigo as matrizes do crime praticado, sofrendo contínua dor e sofrimentos muito maiores do
que os que em vida física suportava.

O homem reencarnado precisa meditar cuidadosamente na oportunidade bendita de estar desfrutando da oportunidade de reparar seus erros e equívocos cometidos nesta e nas outras passagens por este planeta que a todos abriga com os recursos de que precisamos para progredir intelectual, moral e espiritualmente, trabalhando para a construção de um porvir feliz que lhe faculte o cumprimento do seu compromisso assumido na espiritualidade.

Urge não esquecer a felicidade que é saber ninguém jamais sai da vida, que o homem faz parte de um conjunto harmônico que constitui a Criação Divina, que a sua insubmissão às Leis Sábias e Justas às quais o criador a tudo e todos submeteu desarmoniza a ordem e o equilíbrio geral, e ele deve esforçar-se por contribuir confiante de todas as formas positivas e possíveis para manter essa harmonia para o seu próprio bem estar e de todos que o cercam.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Aborto? Nem pensar, somos pela vida!

 Aborto? Nem pensar, somos pela vida!

A revista veja, de grande circulação no nosso país, nos trouxe uma importante matéria sobre fetos abortados, para comércio de estética na Rússia; informa-nos que “a abertura econômica proporcionou uma explosão no mercado de dos produtos e serviços de beleza na Rússia”, até aí, nada de mais que nos possa chamar a atenção; mas, continua; “Mercado que inclui bizarrices como o tratamento anti-envelhecimento á base de células tronco extraídas de fetos. Quatro cessões, ao custo de 50.000 dólares, seriam capazes de eliminar rugas, aumentar a disposição, evitar a calvície, e manter a libido a mil.

Tudo balela. Não bastasse a falta de comprovação e segurança da terapia, as clinicas de estética que a oferecem se valem do comércio ilegal de fetos abortados como fonte dessas células tronco. Mulheres jovens e pobres, em sua maioria, são incentivadas a interromper a gravidez por volta do terceiro mês e a vender o feto. O preço: 200 dólares cada um. Para ganharem um dinheiro extra, algumas delas engravidam apenas para abortar. A essas mulheres, inclusive, foi dado o apelido de “biofábricas”.

A procura pelas injeções de células tronco é tão grande que já se formou até uma rede internacional de tráfico de fetos abortados entra a Rússia e ex-repúblicas soviéticas, sobretudo a Ucrânia. Em abril passado, um homem com 25 fetos congelados, escondidos em aspiradores de pó, foi preso na fronteira entre os dois países”.

Diante, de relatos tão chocantes como esses, e tendo em vista que em nosso país, uma nova Lei está por ser sancionada, legalizando essa prática criminosa, inconcebível a nós seres humanos, que tivemos a oportunidade de usufruir da bênção da vida, justamente por nos ter sido permitido nascer, não podemos deixar de nos manifestar de forma veemente, contestando essa idéia sustentada há muito pelos representantes das TREVAS, e exigindo dos nossos Legisladores Legais, a dignidade do respeito à vida, e por conseqüência a não aprovação da nova Lei do ABORTO.

Se, essa Lei que eles hoje defendem, já tivesse sido implantada há anos atrás, muitas dessas insensatas e ingratas criaturas não estariam lutando como estão hoje, pela vitória da morte em prejuízo da vida, pois, muitos deles, teriam sido abortados por seus pais, não estando como estão, criados, curtindo a vida e querendo assassinar crianças indefesas no lugar mais sagrado que um ser humano ainda dispõe ofertado por Deus nosso Pai e Criador, para desfrutar de alguma paz, que é justamente o ventre de sua Mãe.

Nós, espíritas, mas que todos os outros nossos irmãos Cristãos, sabemos da importância de se lutar pela vida, procurando dar de nós o que nos for solicitado pela Divina Providência, através do repúdio, no empenho de todas nossas forças e recursos, no combate a esse abuso criminoso que alguns tentam impor à maioria esmagadora dos que são contrários à aprovação de tão desgraçada e infeliz idéia.

Allan Kardec, o insigne codificador da doutrina espírita, formulou aos Espíritos Superiores perguntas esclarecedoras sobre o tema conforme segue:

358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja,
cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”

694. Que se deve pensar dos usos, cujo efeito consiste em obstar à reprodução, para satisfação da sensualidade?

“Isso prova a predominância do corpo sobre a alma e quanto o homem é material.”

880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?

“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

Mãos à obra portanto, meus queridos irmãos, não vamos deixar que essa pequena parcela de insensatos corações endurecidos pelo argumento materialista, possa exercer tamanha influência na legislação brasileira, em oposição à vontade e às concepções da maioria do nosso povo, e contrariando a própria Carta Magna de 1988. O direito à vida não pode ser desrespeitado, sob pena de caminharmos para a barbárie e para a quebra de todos os princípios que têm orientado a nossa cultura cristã.

Sem falar, que entre tantos fetos abortados, poderão estar sendo eliminados alguns dos grandes cientistas dos quais a humanidade tanto necessita, para a descoberta dos meios de cura para inúmeras doenças que hoje ainda se encontram classificadas pela nossa ciência como incuráveis; que poderão estar sendo assassinados, criaturas que representariam o amparo para a velhice de muitos desses próprios defensores do aborto, que mais tarde, chorarão ao desamparo e ao desprezo dos que lhes incentivaram à prática criminosa do aborto, e assim por diante...

Apesar das artimanhas utilizadas por aqueles que querem conduzir a opinião pública de maneira a lhes dar respaldo para o ato criminoso do aborto legal, contrariando as pretensões e legitimas aspirações, da sociedade brasileira, que é a conduta cristã, independente da corrente religiosa que se tenha, pois, seja na religião católica, protestante, espírita ou outra qualquer, exigimos todos, a defesa e o respeito à vida, como direito inalienável.

O feto que se desenvolve desde a concepção no lugar mais sagrado do ser humano, o ventre materno, não é uma máquina, ou um robô qualquer, que podem ser desligados de acordo com os interesses das pessoas envolvidas na questão, mas sim, um ser humano, com direito à proteção e ao amor de seus Pais, responsáveis, e da sociedade inteira.

Fontes: Revista Veja - Edição 1920, de 31 de agosto de 2005;
O Livro dos Espíritos, FEB – 76ª Edição.
Grifos Nossos.

Francisco Rebouças

A PRESENÇA DE DEUS

Em plena glória da Criação o homem vê, ouve, sente, pensa e, não poucas vezes, dá-se conta da presença de Deus.

Busca-O na dor, roga-Lhe auxílio quando se lhe debilitam as forças, suplica-Lhe soluções para os problemas que engendra, e tomba na revolta caso não seja atendido no que deseja e conforme aspira. 

A sua imaturidade psicológica supõe-nO um ser com pendores protecionistas e com paixões humanas, capaz de conceder privilégios a uns em detrimento de outros, simultaneamente portador de caprichos que se exteriorizam em indiferença pelas criaturas como desforços e vinganças ao encontrar-se contrariado...

A concepção antropomórfica permanece, ressumando a ideia de um Deus aos homens semelhante.

Normalmente ficam de lado, nos programas de reflexões, os pensamentos e análises sobre a Divindade. Aqueles que a aceitam fazem-no por automatismo; aqueloutros que a negam não se preocupam em reconsiderar os conceitos.

Dizem-se brigados, há muito tempo, decepcionados. Outros, porém, desistem de meditar em torno da questão, porque se creem incapazes de qualquer entendimento.

Nessas diversas posturas mentais defrontamos a acomodação e a indiferença. Para quem assim se comporta, Deus é uma questão para oportunamente, para depois...

Alguns indivíduos, que se acreditam intelectualizados, afirmam que já superaram o tema e não têm necessidade de Deus: são autossuficientes. Outros, apegam-se-Lhe com uma fé ingênua, atávica, e não podem passar sem chamar-Lhe o nome, em dependência irracional.

Deus, porém, está em tudo e mantém o Universo.

Desde as leis soberanas que governam o Cosmo até aqueloutras que agregam e especificam as micropartículas.

Mais de duzentos bilhões de astros na Via Láctea voluteiam ante a grandeza de cem milhões, aproximadamente, de galáxias, movendo-se no infinito do tempo e do espaço, sustentadas pelo equilíbrio em toda parte vigente.

Universos paralelos, quasares, buracos negros desafiam as mentes humanas, que somente agora os detectam, misteriosos, portadores de informações que surpreendem as mais audaciosas concepções sobre a sua origem e a da vida universal.

Mergulhado na incomensurável grandeza da Criarão, o homem aceita o fato consumado sem mais amplas e profundas análises.

Se a mente, porém, se detém a considerar o que a rodeia, não pode sopitar considerações e passa a identificar mais proximamente a presença de Deus: No extraordinário mecanismo do instinto dos animais e na habilidade específica de cada um para a reprodução e a sobrevivência.

Na assimilação clorofiliana dos vegetais e nos mecanismos que levam uma débil raiz a fender uma pedra ou lhe permitem transformar húmus e água em perfume, açúcar e madeira.

No sistema ecológico de preservação da vida e nas multifárias espécies que lhe constituem o harmônico e precioso conjunto.

Na gigantesca força que, periodicamente, irrompe no planeta, reestruturando-o, acomodando-lhe camadas ou canalizando correntes aéreas, a exteriorizarem-se em calamidades, tais as erupções vulcânicas, os terremotos, os maremotos, os furacões.

Na previdência que envolveu o orbe com as camadas de oxigênio e ozônio, a fim de que a vida pudesse manifestar-se e manter-se. 

Em milhares de razões que estão diante dos olhos e dos demais sentidos, falando sobre Deus...

Por outro lado, a reflexão em torno da extraordinária maquinaria eletrônica do cérebro com os seus bilhões de neurônios; das glândulas de secreção endócrinas; dos conjuntos circulatório e respiratório, o primeiro, auto reparador, substituindo capilares e protegendo os cortes com fibrina, mediante coágulos-tampão; do aparelho digestivo com a peculiaridade da enzima ptialina iniciando, na boca, o milagre da transformação dos alimentos; dos demais órgãos dos sentidos e toda a gama das percepções paranormais, facultam que a presença de Deus se faça captada, sentida e vivida.

Todavia, se alguma dificuldade te surge para etendê-lO, ama-O, entregando-Lhe o coração e a vida, conforme lecionou Jesus com ternura e emoção ao denominá-LO Nosso Pai.

Livro: Momentos de Iluminação, cap. 1
Divaldo Franco/Divaldo Franco

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Sempre atentos!

 “Tenho-vos dito estas coisas, para que vos não escandalizeis.” – Jesus. (João, 16:1

Ao aproximar-se a hora de sua partida para o mundo espiritual, Jesus não nos deixou sem seus avisos de alerta para o cuidado com os obstáculos que teríamos que superar para triunfar de forma segura em nossa caminhada na esfera física.

Os verdadeiros seguidores do Cristo não prescindem de seus ensinamentos e advertências, sob a responsabilidade do trabalho confiado a cada um na obra de reajustamento individual e coletivo para a implantação de seu Evangelho Redentor no mundo.

É necessário a devida compreensão de tudo que o Mestre nos ensinou exemplificando, porque se a palavra pode convencer, somente o exemplo é capaz de arrastar seguidores como o fez Jesus nas caminhadas que empreendeu ao lado dos doentes de toda sorte, pois, conforme nos afirmou: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” (Marcos 2:17). 

“Quem vive segundo as leis sublimes do espírito respira em esfera diferente do próprio campo material em que ainda pousa os pés.

Avançada compreensão assinála-lhe a posição íntima.

Vale-se do dia qual aprendiz aplicado que estima na permanência sobre a Terra valioso tempo de aprendizado que não deve menosprezar.

Encontra, no trabalho, a dádiva abençoada de elevação e aprimoramento.

Na ignorância alheia descobre preciosas possibilidades de serviço.

Nas dificuldades e aflições da estrada recolhe recursos à própria iluminação e engrandecimento.

Vê passar obstáculos como vê correr nuvens. Ama a responsabilidade, mas não se prende à posse.

Dirige com devotamento, contudo, foge ao domínio.

Ampara sem inclinações doentias.

Serve sem escravizar-se.

Permanece atento para com as obrigações da sementeira, todavia, não se inquieta pela colheita, porque sabe que o campo e a planta, o sol e a chuva, a água e o vento pertencem ao Eterno Doador.

Usufrutuário dos bens divinos, onde quer que se encontre, carrega consigo mesmo, na consciência e no coração, os próprios tesouros.

Bem-aventurado o homem que segue vida a fora em espírito! Para ele, a morte aflitiva não é mais que alvorada de novo dia, sublime transformação e alegre despertar!”

(Chico Xavier/Emmanuel. Livro Pão Nosso, cap.82).

Alertou-nos para o fato de que a ignorância sobre os princípios da renovação espiritual por Ele ensinados e exemplificados perduraria por longo período de tempo no mundo, e que os legítimos e fiéis seguidores de sua filosofia de vida não seriam vistos com simpatia, ao contrário, seriam odiados e perseguidos.

Que certamente sofreriam até mesmo com falsas acusações de tantos quantos ainda se encontram incapacitados de maior compreensão e entendimento da Lei Divina; aguentariam hostilidades mesmo em família daqueles que se conservam distantes da iluminação interior; seriam difamados, escarnecidos desprezados simplesmente por optarem a seguir o caminho traçado por Jesus para quem desejasse vivenciar as verdades divinas por Ele trazidas. 

Asseverou que seus seguidores testemunhariam o progresso temporário dos ímpios, a incompreensão de muitos, a solidão nas horas que mais necessitassem de ajuda, além da ingratidão de seus próprios afeiçoados.

Jesus em momento algum deixou dúvidas à cerca das dificuldades que o verdadeiro cristão atravessaria num mundo materialista como o nosso. Não prometeu privilégios a nenhum de seus seguidores, ao contrário preparou-lhes o espírito para a luta edificante, o trabalho educativo exigido nas situações retificadoras, e ensejos de iluminação e grandeza pelo sacrifício e pela renúncia aos prazeres ilusórios e passageiros ofertados pelos bens e situações materiais, para a conquista da elevação pela conquista da luz e da paz que tanto desejamos alcançar.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 7 de setembro de 2023