“Não vos conformeis com esse mundo, mas transformai-vos” – Paulo. – Romanos, 12:2.
É imprescindível que nós, aprendizes da filosofia espírita, que prima pela observação da fé raciocinada, entendamos os mecanismos do progresso evolutivo do Espírito a caminho da angelitude sob as determinações da Lei Divina.
Sabemos perfeitamente que “milagres”, como comumente são entendidos, simplesmente não existem. As Leis Divinas não se contradizem em nenhum ponto sequer. Por essa razão não nos é possível utilizar de qualquer recurso superior se antes não o tivermos construído seus alicerces capazes de sustentá-lo.
“Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.
A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.” (Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel. Livro Vinha de Luz, cap. 98).
Toda construção de ordem moral de iluminação da mente na elevação dos nossos sentimentos, pede entendimento com o necessário desenvolvimento da inteligência para um melhor discernimento da questão da evolução espiritual, e isso demanda tempo, trabalho, paciência e perseverança.
Urge, dessa forma, que o verdadeiro seguidor da Boa Nova trazida por Jesus encare os desafios que a vida nos proporciona nos servicinhos do dia a dia, na nossa grande tarefa na edificação do porvir, porque são essas as condições e capacidades que a Soberana Sabedoria do Universo nos identifica a capacidade de realização perante a grandiosidade da obra de aperfeiçoamento da nossa sociedade e do nosso planeta.
Só quem ama o Cristo guardando a confiança em Deus pode ser feliz. Pois apesar dos obstáculos e impedimentos, permanece se alimentando da esperança por saber que o mal debilita o espírito, mas o bem o revigora sempre. Assim sendo, o seguidor de Mestre de Nazaré jamais se dá por derrotado nas lutas edificantes por saber que nada se conquista sem suor e coragem.
A perfeição a que estamos destinados não se limita a dias, semanas, meses ou anos do calendário terrestre. É constituída de desafios para superarmos nas diversas encarnações nas quais nos promoveremos a novas e redentoras vivências no aperfeiçoamento dos nossos pensamentos, palavras e atos.
Importante continuarmos operosos e incansáveis nas tarefas de desenvolvimento do bem à nossa volta. Convencidos de que a plantação é livre, mas a colheita é obrigatória. Que colheremos o que semearmos e que pelas nossas próprias mãos é que construiremos a nossa felicidade e nossa paz interior.
Que Jesus nos guarde, e nos abençoe hoje e sempre!
Francisco Rebouças