Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite. (Provérbios – 12:22).
Um dos graves
vícios de grande parte dos indivíduos em nossa sociedade, é
justamente o de mentir, e fácil é reconhecer que todo mal que se produz na
Terra, tem algo vinculado à mentira. Mente o traidor, mente o que faz promessas
vãs, mente o estelionatário, mente o corrupto, mente o comerciante… todos com a
finalidade de alcançar seus objetivos de tirar alguma vantagem de alguém ou de
alguma coisa.
A mentira começa
com pequenas desculpas como aquela preparada para quando desejamos nos livrar
de alguém que vem nos cobrar uma dívida, e dizemos para nosso filho atender o
telefone e dizer que não estamos em casa; e das pequenas não teremos nenhum
constrangimento com relação às maiores para fugir das nossas responsabilidades.
Muitos de nós nos
desculpamos dizendo que todos mentem, porque só nós temos que ser verdadeiros?
Se só eu falar a verdade, num mundo onde impera a mentira, não estarei em
desvantagem, não estarei dando atestado de tolo? Essas questões me
fazem refletir sobre o assunto. Então para me tornar esperto, inteligente, será
que preciso abandonar meus princípios éticos morais e seguir os maus hábitos
dos outros?
Sabemos que a
mentira é condenada em todos os contextos, desde as mais remotas culturas.
Jesus em sua incomparável sabedoria nos recomendava “Seja, porém, o
vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno. (Mateus
– 5:37) Sugerindo-nos dessa forma, que nossa atitude em relação ao
próximo e à vida seja sempre uma posição verdadeira. Vale lembrar ainda do
oitavo mandamento da Lei Divina, recebido por Moisés no Monte Sinai, onde está
escrito: Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
(E.S.E. Cap. I, Item VIII.)
Quando visamos por
piedade beneficiar alguém, sem nenhum outro interesse inferior não contamos a
“verdade”, por exemplo a alguém muito frágil em seu estado de saúde, omitindo
que está desenganado pela ciência terrestre, não considero pessoalmente uma
mentira, mas uma maneira de não acabar com qualquer fio de esperança daquele
que está nessa situação à espera de um “milagre”.
A mentira desajusta
o nosso psiquismo, desequilibrando-nos fluidicamente, afastando de nossa
companhia os Espíritos Superiores que não podem estar colaborando com quem
proceda de maneira falsa com seu irmão em humanidade, deixando sob nossa
inteira responsabilidade abrir as portas mentais para a entrada com facilidade
dos malfeitores do além que saberão explorar o baixo padrão vibratório de quem
não se conservar vigilante.
“Todos os que
crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o
Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho
da vida boa.
Como é fácil
observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de
vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida boa mantém a consciência
acordada para o desempenho das próprias obrigações.
Estejamos alertas
quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência
diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós.” (Chico Xavier
pelo Espírito Sheila, livro Comandos do Amor, cap. Evangelho e Vida.)
Francisco Rebouças
