227 –Deus concede o favor a que chamamos graça?
-São tão
grandes as expressões da misericórdia divina que nos cercam o espírito, em
qualquer plano da vida, que basta um olhar à natureza física ou invisível, para
sentirmos, em torno de nós, uma aluvião de graças.
O favor
divino, porém, como o homem pretende receber no seu antropomorfismo, não se observa no caminho da vida, pois Deus não pode assemelhar-se a
um monarca humano, cheio de preferências pessoais ou subornado por motivos de
ordem inferior.
A alma, aqui ou alhures, receberá sempre de acordo com o trabalho da
edificação de si mesma. É o próprio espírito que inventa o seu inferno ou cria
as belezas do seu céu. E tal seja o seu procedimento, acelerando o
processo de evolução pelo esforço próprio, poderá Deus dispensar na Lei, em seu
favor, pois a Lei é uma só e Deus o seu Juiz Supremo e Eterno.
228 –A auto-iluminação pode ser conseguida apenas com a tarefa de uma existência na Terra?
-Uma
encarnação é como um dia de trabalho. E para que as experiências se façam
acompanhar de resultados positivos e proveitosos na vida, faz-se indispensável
que os dias de observação e de esforço se sucedam uns aos outros.
No
complexo das vidas diversas, o estudo prepara; todavia, somente a aplicação
sincera dos ensinamentos do Cristo pode proporcionar a paz e a sabedoria,
inerentes ao estado de plena iluminação dos redimidos.
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco
Rebouças.
