Este blog foi criado em 06/05/2008, com a finalidade principal de abrigar meus diversos artigos publicados na Internet em variados sites espíritas, além, de matérias de estudo, entrevistas, novidades e notícias do movimento espírita do Brasil e de todo o Mundo. Que Jesus, nosso Amigo e Mestre, nos inspire e guarde em sua sublime paz, hoje e sempre! (Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens - Pitágoras). (17 anos no ar).
Solidarity Spiritist Societ
quinta-feira, 29 de julho de 2021
quinta-feira, 22 de julho de 2021
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Pequena história
Um dia, a Gota dÁgua, o Raio de Luz, a Abelha e o Homem Preguiçoso chegaram ao Trono de Deus.
O Todo-Poderoso recebeu-os, com bondade, e perguntou pelo que faziam.
A Gota dÁgua avançou e disse:
— Senhor, eu estive num terreno quase deserto, auxiliando uma raiz de laranjeira. vi muitas árvores sofrendo sede e diversos animais que passavam, aflitos, procurando mananciais. Fiz o que pude, mas venho pedir-te outras Gotas dÁgua que me ajudem a socorrer quantos necessitam de nós.
O Pai sorriu, satisfeito, e exclamou:
— Bem-aventurada sejas pelo entendimento de minhas obras. Dar-te-ei os recursos das chuvas e das fontes.
Logo após, o Raio de Luz adiantou-se e falou:
— Senhor, eu desci... desci... e encontrei o fundo de um abismo. Nesse antro, combati a sombra, quanto me foi possível, mas notei a presença de muitas criaturas suplicando claridade. Venho ao Céu rogar-te outros Raios de Luz que comigo cooperem na libertação de todos aqueles que, no mundo, ainda sofrem a pressão das trevas.
O Pai, contente, respondeu:
—Bem-aventurado sejas pelo serviço à Criação. Dar-te-ei o concurso do Sol, das lâmpadas, dos livros iluminados e das boas palavras que se encontram na Terra.
Depois disso, a Abelha explicou-se:
—Senhor, tenho fabricado todo o mel, ao alcance de minhas possibilidades. Mas vejo tantas crianças fracas e doentes que te venho implorar mais flores e mais Abelhas, a fim de aumentar a produção...
O Pai, muito feliz, abençoou-a e replicou:
—Bem-aventurada sejas pelos benefícios que prestaste. Conceder-te-ei novos jardins e novas companheiras.
Em seguida, o Homem Preguiçoso foi chamado a falar.
Fez uma cara desagradável e informou:
—Senhor, nada consegui fazer. Por todos os lados, encontrei a inveja e a perseguição, o ódio e a maldade. Tive os braços atados pela ingratidão dos meus semelhantes. Tanta gente má permanecia em meu caminho que, em
verdade, nada pude fazer.
O Pai bondoso, com expressão de descontentamento, exclamou:e
— Infeliz de ti, que desprezaste os dons que te dei. Adormeceste na
preguiça e nada fizeste. Os seres pequeninos e humildes alegraram meu Trono com o relatório de seus trabalhos, mas tua boca sabe apenas queixar, como se a inteligência e as mãos que te confiei para nada valessem. Retira-te! os filhos inúteis e ingratos não devem buscar-me a presença. Regressa ao mundo e não voltes a procurar-me enquanto não aprenderes a servir.
A Gota dÁgua regressou, cristalina e bela.
O Raio de Luz tornou aos abismos, brilhando cada vez mais.
A Abelha desceu zumbindo, feliz.
O Homem Preguiçoso, porém, retirou-se muito triste.
Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio.
sábado, 17 de julho de 2021
Estudando a doutrina espírita - L.E.
563. São incessantes as ocupações dos Espíritos?
“Incessantes, sim, atendendo-se a que sempre ativos são os seus pensamentos, porquanto vivem pelo pensamento. Importa, porém, não identifiqueis as ocupações dos Espíritos com as ocupações materiais dos homens. Essa mesma atividade lhes constitui um gozo, pela consciência que têm de ser úteis.”
a) - Concebe-se isto com relação aos bons Espíritos. Dar-se-á, entretanto, o mesmo com os Espíritos inferiores?
“A estes cabem ocupações apropriadas à sua natureza. Confiais, porventura, ao obreiro manual e ao ignorante trabalhos que só o homem instruído pode executar?”
564. Haverá Espíritos que se conservem ociosos, que em coisa alguma útil se ocupem?
“Há, mas esse estado é temporário e dependendo do desenvolvimento de suas inteligências. Há, certamente, como há homens que só para si mesmos vivem. Pesa-lhes, porém, essa ociosidade e, cedo ou tarde, o desejo de progredir lhes faz necessária a atividade e felizes se sentirão por poderem tornar-se úteis. Referimo-nos aos Espíritos que hão chegado ao ponto de terem consciência de si mesmos e do seu livre-arbítrio; porquanto, em sua origem, todos são quais crianças que acabam de nascer e que obram mais por instinto que por vontade expressa.”
565. Atentam os Espíritos em nossos trabalhos de arte e por eles se interessam?
“Atentam no que prove a elevação dos Espíritos e seus progressos.”
566. Um Espírito, que haja cultivado na Terra uma especialidade artística, que tenha sido, por exemplo, pintor, ou arquiteto, se interessa de preferência pelos trabalhos que constituíram objeto de sua predileção durante a vida?
“Tudo se confunde num objetivo geral, Se for um Espírito bom, esses trabalhos o interessarão na medida do ensejo que lhe proporcionem de auxiliar as almas a se elevarem para Deus. Demais, esqueceis que um Espírito que cultivou certa arte, na existência em que o conhecestes, pode ter cultivado outra em anterior existência, pois que lhe cumpre saber tudo para ser perfeito. Assim, conforme o grau do seu adiantamento, pode suceder que nada seja para ele uma especialidade. Foi o que eu quis significar, dizendo que tudo se confunde num objetivo geral. Notai ainda o seguinte: o que, no vosso mundo atrasado, considerais sublime, não passa de infantilidade, comparado ao que há em mundos mais adiantados.
Como pretenderíeis que os Espíritos que habitam esses mundos, onde existem artes que desconheceis, admirem o que, aos seus olhos, corresponde a trabalhos de colegiais? Por isso disse eu: atentam no que demonstre progresso.”
a) - Concebemos que seja assim, em se tratando de Espíritos muito adiantados. Referimo-nos, porém, a Espíritos mais vulgares, que ainda se não elevaram acima das ideias terrenas.
“Com relação a esses, o caso é diferente. Mais restrito é o ponto de vista donde observam as coisas. Podem, portanto, admirar o que vos cause admiração.”
Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 76ª edição.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
AJUDEMOS
Emmanuel
Meus amigos.
Sem sabedoria
não há caminho, mas sem amor não há luz.
Em verdade,
não podemos dispensar, em nossas cogitações doutrinarias, as lides da cultura
acadêmica, que nos facilitem a jornada para diante.
O livro, o
jornal, a tribuna, o gabinete, o laboratório e a pesquisa são forças imprescindíveis
à formação do homem espiritualizado da Nova Era. Entretanto, observando os
problemas complexos da atualidade, quando a Ciência erige catafalcos à própria
grandeza, intoxicando os valores intelectuais de todas as procedências, é imperioso
atender, acima de tudo, à sementeira do coração.
No amor
situou Jesus a metrópole viva do Evangelho.
Não podemos,
por isso, olvidar as nossas obrigações de operários da regeneração humana, que
precisa começar de nós mesmos, sob a direção da bondade infatigável, única
força que realmente nos melhorará, uns à frente dos outros.
Para nós, que
esposamos no Espiritismo Cristão a nossa cátedra e a nossa oficina, o santuário
de nossos princípios e o lar de nossos ideais, o serviço de assistência ao
espírito popular constitui sagrado labor. Espiritismo que auxilie as mães e as
crianças, os jovens e os velhos, os que lutam e sofrem, os que anseiam pela
melhoria própria e os que esperam o consolo da fé vigorosa e transformadora que
a Doutrina encerra em seus postulados de solidariedade e justiça, amor e
compreensão.
Entendemos a
importância das teorias e das predicações preciosas e sabemos que, sem o grupo
selecionado de instrutores, a lição se veria desfigurada em sua pureza; contudo,
em toda parte, nesta sombria e pesada hora que vamos atravessando na Terra, aflitivas
necessidades envenenam a vida. Em todos os lugares, a ignorância tripudia sobre
a dor, a indiferença lança doloroso sarcasmo à fé e o mal, aparentemente triunfante,
humilha o bem que se oculta.
No turbilhão
de conflitos que asfixiam as melhores aspirações do povo, é necessário sejamos
o apoio fraterno e providencial de quantos se colocam em busca de um roteiro
para as esferas mais altas.
Somos
naturalmente os braços multiplicados do Amigo Divino da Humanidade e, nessas
condições, é imprescindível nos movimentemos na execução dos nossos programas
de fraternidade legitima.
Esperam por
Jesus e, conseqüentemente, por nós outros, que detemos a presunção de
representá-lo, a criança sem agasalho moral, o doente sem coragem, os pais
aflitos, os servidores anônimos do progresso, os jovens carentes de auxilio, os
aprendizes vacilantes da fé, os transviados da experiência humana, os infelizes
irmãos nossos que o cipoal do crime entonteceu e arrojou a escuros
despenhadeiros, os sedentos de luz divina, as mães humildes que ajudam o
crescimento da prosperidade geral, os corações esquecidos nas zonas sombrias da
inquietação e da renúncia pelo bem de todos, e as almas nobres e generosas que
se apagam nos trilhos evolutivos, na defesa e na preservação do lar e na
consagração à gloria da felicidade comum... Jornadeiam, muitas vezes, sem
alegria e sem nome, na posição de romeiros da boa vontade...
Passam,
obscuros e dilacerados, buscando, porém, a Pátria Maior, para cuja grandeza volvem,
ansiosos, o olhar e o pensamento.
É nesses
companheiros da luta e do serviço que precisamos centralizar os nossos maiores
e melhores impulsos de ajudar, esclarecer e cooperar.
É nesse labor
de solidariedade efetiva que devemos concentrar as nossas atenções e
interesses, a fim de que o Espiritismo se transforme, por nossa conduta e por nossas
mãos, na força irresistível de restauração e socorro à coletividade.
Haverá, sim,
agora e sempre, a equipe dos investigadores que nos garanta o tesouro da
inteligência. Sitiados em gloriosos cenáculos da discussão e do estudo seguirão
entre pesquisas e hipóteses, assegurando os méritos intelectuais da escola e da
teoria; contudo, é forçoso reconhecer que nós outros, os seareiros do
Evangelho, necessitamos avançar despertos para as obras da verdadeira
confraternização.
O
Espiritismo, não duvideis, é a luz de uma nova renascença para o mundo inteiro.
Para que a sublime renovação se concretize, porém, é necessário nos convertamos
em raios vivos de sua santificante claridade, ajustando a nossa individualidade
aos imperativos no Infinito Bem.
Unamo-nos,
desse modo, em espírito e coração, no serviço a que estamos destinados.
Ajudemos.
E, convictos
de que o amor e a sabedoria constituem o alvo divino de nossa marcha,
asilemo-nos no templo da Boa Nova, afeiçoando a nossa existência, em definitivo,
aos exemplos do Mestre e Senhor, a beneficio da nossa redenção para sempre.
Psicografia
em Reunião Publica Data – 2-7-1951
Local – Centro
Espírita Amor ao Próximo, na cidade de Leopoldina, Minas.
Livro: Através do Tempo.
Chico Xavier/Emmanuel
terça-feira, 13 de julho de 2021
Ultrapassamos a marca das 171.000 visitas!!!
GRATIDÃO
Maria Dolores
Agradeço, alma irmã, por tudo o que me deste,
O auxílio fraternal, generoso e sem preço,
O teto, o lume, o prato, o reconforto, a veste,
Tudo isso agradeço...
Sobretudo, alma boa,
Deus te compense o coração amigo,
Por teu olhar de paz que me alenta e abençoa
Na estrada em que prossigo.
Viste-me em solidão,
Esperança caída sem ninguém...
Deste-me apoio com teu braço irmão
E ergui-me de alma nova para o bem!...
Não há palavra com que te defina
O reconhecimento que me invade,
Ao sentir-te no amparo a presença divina
Da Celeste Bondade.
Deus te guarde no excelso resplendor
Da luz com que aqueces todo o ser,
Porque me refizeste a certeza do amor,
A bênção de servir e a força de viver.
Livro: Antologia da Espiritualidade
Chico Xavier/Maria Dolores.
quinta-feira, 8 de julho de 2021
quarta-feira, 7 de julho de 2021
MEDO E MEDIUNIDADE
M - Questão 159
- Gosto das reuniões espíritas, contudo, tenho medo de comparecer...
- Sinto a mediunidade, mas temo...
- Creio racionalmente no Mundo dos Espíritos, entretanto, não posso nem pensar seja possível que um espírito me apareça...
Se surgem comumente confissões quais essas, é preciso anotar que elas exprimem apenas reduzido número daquelas criaturas que dizem com franqueza o que pensam.
Quantos médiuns se afastam em silêncio da ação edificante a que foram chamados e só os Amigos da Espiritualidade lhes testemunham o medo inconfessável, a lhes enrodilhar nos corações por visco entorpecente!
Sim! Um dos muitos tipos de medianeiros frustrados no intercâmbio espiritual e que escapam até agora de toda classificação é o médium medroso.
As pessoas impressionáveis quase sempre revelam espontâneas suscetibilidades incluindo naturalmente o medo por um dos agentes essenciais da sensibilização mediúnica. Complexadas por algum fato ou conversa ouvida, leitura ou referência que lhes vincaram a emotividade, alimentam terror pânico e difuso ante o exercício das faculdades psíquicas, sem qualquer razão de ser.
Certifiquem-os de que o medo é uma espécie de baraço invisível, frenando inutilmente legiões de trabalhadores valorosos à margem do serviço. Fobia, - muitas vezes derivada de atitudes infantis -, é necessário saibamos curá-la, pela medicação do amor fraternal e do esclarecimento lógico, sem perder de vista que a ocorrência mediúnica é manifestação de espírito para espírito igual aos sucessos corriqueiros da vida terrestre.
Médium, se o medo é o teu problema individual, no que respeita à prática medianímica, situa na construção da fé raciocinada a ,melhoria a que aspiras!
A coerência com os princípios que esposamos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive às fraquezas pessoais. Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar.
Se não te amedrontas face à condição de intérprete para a troca verbal entre criaturas que versam idiomas diferentes por que temer a posição de instrumento entre pessoas domiciliadas em esferas diferentes, carecidas da cooperação mediúnica?
Por que motivo te assustares diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a ti mesmo?
Espíritos benevolentes e esclarecidos são mentores preciosos que merecem apreço e espíritos doentes ou infelizes não devem ser temidos, por necessitados de mais amor.
Medo é inexperiência.
Corrige-te, através do labor mediúnico, raciocinado com o Evangelho Vivo e perseverando na tarefa de fraternidade.
Na edificação doutrinária, onde se objetiva o intercâmbio puro com as Esferas Superiores, todos os companheiros se esforçam na garantia dos bons pensamentos e assistência espiritual se levanta de preces sinceras sendo, portanto, num templo espírita, o local em que a pessoa humana cousa alguma deve temer, por encontrar aí as fontes de seu próprio consolo e sustentação.
Não te admitas incapaz de dominar o medo perante as efusões do reino da alma. Reage contra qualquer receio infundado, mantendo-te na tranquilidade da confiança, no desassombro da fé, na leitura edificante e na meditação construtiva e, ao fazeres a tua parte na supressão de semelhante fantasma íntimo, reconhecerás que os benfeitores da Vida Maior te farão descobrir na lavra mediúnica o áureo caminho da verdade e o portal sublime do amor.
Livro: Opinião Espírita - Cap. 41
Chico Xavier e Waldo Vieira/ Emmanuel e André Luiz.
sábado, 3 de julho de 2021
Vida Feliz
LXXXII
Quando assumas um compromisso honra-o com a tua presença.
Antes de aceitares qualquer incumbência, medita a respeito, a fim de que não te situes numa posição desagradável.
Sucedendo algum impedimento à tua comparência ou desincumbência da tarefa, comunica com antecipação, de modo a não prejudicares quem te aguarda, ou aquele que confia na tua palavra.
Sejam de pequena monta ou alta responsabilidade, desincumbe-te de todos os deveres que assumires.


