“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 27.)
Despertemos amigos para o tempo perdido por distração diante da vida que passa farta de ofertas e convites para buscarmos a realização de nossos objetivos espirituais a caminho da felicidade que nos está reservada como destinação superior.
Aproveitemos com responsabilidade as horas dos nossos dias, dedicando o melhor de nós em prol do desenvolvimento das virtudes das quase somos portadores, não há mais lugar nem tempo para gastar com lamentações infrutíferas, com reclamações contra as atitudes dos outros, com revolta diante das adversidades com as quais a vida nos desafia diariamente etc.
É preciso ter equilíbrio para enxergar que assim como para nós nem tudo são flores, para todos os seres humanos as coisas também não são diferentes, de um jeito ou de outro, todos tiveram e continuam a ter seus problemas, às vezes muito maiores que os nossos.
Tenhamos mais atenção para não nos deixar influenciar pelos hábitos doentios dos indivíduos que caminham sem fé, sem esperança, desanimados sem coragem para encarar os compromissos que assumimos quando rogamos a Deus a oportunidade de aqui estarmos trabalhando pela nossa transformação para melhor, pois é este o nosso compromisso maios diante da Soberana Sabedoria do Universo, que no-la concedeu por misericórdia, que nos reserva ao final da jornada evolutiva a felicidade e a perfeição.
Não são poucos os que perdem o sentido e o gosto pela vida com lamentações pela perda de um de seus entes queridos, que partiram desta para a outra vida, por força da Lei Natural que rege o destino de todas as criaturas na Terra, sem se darem conta de que eles continuam bem vivos, pois a morte nada mais é que a simples troca de vestimenta do Espírito, que segue na vida, pois é simplesmente Imortal.
Preciso se faz saber que desencarnar, é voltar para a verdadeira vida e que todos para lá também voltaremos um dia, e que os que nos antecederam sofrem com o nosso desespero e nossa inconformação para com as Sublimes Leis Naturais, sábias e imutáveis que a todos tratam em igualdade de condições.
Quem realmente quer demonstrar seu carinho e afeto para com eles, que os honrem em atitudes nobres, decentes, caridosas, respeitosas, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, mas, o que observam é justamente que a maioria dos familiares se desesperam cegos e lamentosos preferindo o sofrimento em vez de desfrutar a companhia daqueles que aqui ainda estão, e que lhe fazem companhia diária na vida presente que segue. A saudade dos entes que partiram para a outra vida, é positiva e natural em todos nós, mas o desequilíbrio e o desespero são desnecessários e inconvenientes.
Ouçamos Emmanuel na página do livro Pão Nosso, pela psicografia de Chico Xavier conforme segue.
SEMPRE VIVOS
“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 27.)
“Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra “morte” nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.
Espiritualmente
falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte — a da consciência denegrida
no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a
estrada da insensatez e do crime.
É
chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.
Em virtude de tardar semelhante conhecimento
nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica
Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades
das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o
corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros,
violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como
fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.
Quem
passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe
desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos,
permanecemos vivos invariavelmente.
Não
te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos. São
irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos a morte tão-somente
nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.
Guardemos a lição do
Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.”
Dessa forma, não te faças portador de preocupações e sofrimento para aqueles que dizes amar, que partiram para a vida verdadeira e ora por ti e por ele expulsando de teu coração a tristeza, e confia a Deus Pai e Criador de tudo e de todos o destino de teu parente querido, pois certamente ele estará muito mais feliz em te ver gozando alegremente tua vida, do que se te encontrar em lamentável e inexplicável sofrimento e desespero.
Francisco Rebouças.