Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

NOS ENCARGOS DA VIDA

 Emmanuel

Recorda: Deus nos criou para a execução de determinados encargos, em que nos façamos felizes.

Não digas que a Terra é um mundo exclusivamente de provações.

Em qualquer degrau da evolução, podes instalar-te no lugar próprio à criação de tuas próprias alegrias.

Necessário reconhecer que te encontras na condição certa e com as criaturas mais adequadas para a tarefa a cumprir.

Conscientiza-te de que ninguém consegue realizar algo sem o apoio de alguns, competindo-nos a todos adquirir paciência e tolerância de uns para com os outros Aprendamos a viver sem reclamações e sem queixas.

Os obstáculos e problemas, em maioria, com que somos defrontados na desincumbência

de nossos deveres partem de nós e não dos outros Adaptarmo-nos às exigências do trabalho a realizar, sem perder altura no ideal superior que abraçamos, é norma de triunfo em nossas obrigações.

Lembremo-nos de que todos aqueles que sabem desculpar as dificuldades e faltas alheias estão criando fatores de base ao próprio êxito.

Quem se consagra a servir, serve para viver, honrando a vida em qualquer posição.

Livro: Calma

Chico Xavier/Emmanuel.

Francisco Rebouças

domingo, 30 de agosto de 2020

Vida Feliz

                LIV




Sê gentil e bondoso, sem te tornares servil.
A humildade é uma virtude nobre que não convive com as situações vis.
íntegra, enriquece o homem de valores espirituais, que o tornam forte, na sua aparente fraqueza e poderoso na sua pobreza.
Sócrates, Cristo e Gandhi são os exemplos máximos da humildade e os expoentes mais belos da evolução.
Abatidos por homicidas loucos, preferiram morrer a ceder, permanecendo imortais na sua grande vitória.

Livro: Vida Feliz

Divaldo Franco/Joanana de Ângelis

Francisco Rebouças

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Palestra Espírita

Hoje dia 27/08/2020, tivemos a felicidade de receber a nossa querida convidada Fernanda Dias - Cabo Frio/RJ, para a realização da palestra da noite pelo facebook da Agenda Espírita Brasil e do Centro Espírita Amigos do Bem. 

Fernanda discorreu com sabedoria sobre o tema: "Ante o Livre arbítrio", do Livro da Esperança cap.7.

Parabéns Fernanda pela excelente exposição do tema e pela consideração e boa vontade de aceitar o nosso convite.

Ficamos agradecidos e esperamos tê-la conosco outras vezes.

https://www.facebook.com/agendaespiritabrasil/videos/?ref=page_internal

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

NO TRÂNSITO DA FÉ

No caminho da fé, para que se lhe consolide o valor, é possível encontres obstáculos, através dos quais possas demonstrar as tuas aquisições de sinceridade e coragem, tais quais sejam: a incompreensão dos bons, a agressão dos desesperados, o sarcasmo dos irreverentes, a perturbação dos irmãos ainda ignorantes, a exigência dos críticos, a deserção de companheiros, a perseguição dos adversários, as horas de crise, as sombras da tristeza, os braseiros da aflição, os imperativos da renúncia, a necessidade do sacrifício pessoal e o golpe de amargas desilusões, mas, se tiveres humildade, na marcha em direção aos elevados objetivos que te propões a atingir, não te faltarão apoio e assistência constante, na senda a percorrer, porque a humildade se transforma em amor e o amor se te fará luz e bênção, na jornada para Deus.

Livro: Convivência

Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 22 de agosto de 2020

O suicídio de um ateu

O Sr. J. B. D..., evocado a pedido de um de seus pais, era um homem instruído, mas imbuído ao último grau de ideias materialistas, não crendo nem em sua alma nem em Deus. Afogou-se voluntariamente há dois anos.

1. Evocação.- R... Eu sofro! Sou condenado.

2. Fomos rogados a vos chamar, da parte de um de vossos parentes, que deseja conhecer a vossa sorte; quereis nos dizer se a nossa evocação vos é agradável ou penosa? - R. Penosa. 3. A vossa morte foi voluntária? - R. Sim.

Nota. O Espírito escreveu com extrema dificuldade; a escrita era muito grande, irregular, convulsiva e quase ilegível. No seu início, mostra cólera, quebra um lápis e rasga o papel.

4. Tende mais calma; todos nós rogamos a Deus por vós. - R. Eu sou forçado em acreditar em Deus.

5. Que motivo pôde vos levar a vos destruir? -R. Aborrecimento da vida sem esperança.

Nota. Concebe-se o suicídio quando a vida é sem esperança; quer-se escapar da infelicidade a todo preço; com o Espiritismo, o futuro se abre e a esperança se legitima; o suicida não tem, pois, mais objetivo: bem mais, reconhece-se que, por esse meio, não se escapa de um mal senão para cair em um outro que é cem vezes pior. Eis porque o Espiritismo já arrancou tantas vítimas à morte involuntária. Estão, pois, errados, e são sonhadores aqueles que procuram, antes de tudo, o fim moral e filosófico? São culpáveis aqueles que se esforçam em acreditar por sofismas científicos, e supostamente em nome da razão, essa ideia desesperadora, fonte de tantos males e de crimes, que tudo acaba com a vida! Serão responsáveis, não só pelos seus próprios erros, mas de todos os males dos quais tiverem sido a causa.

6. Quisestes escapar às vicissitudes da vida; com isso ganhastes alguma coisa? Sois mais feliz agora? - R. Por que o nada não existe?

7. Quereis ser bastante bom para nos descrever a vossa situação, o melhor que puderdes. - R. Eu sofro por estar obrigado a crer em tudo o que negava. A minha alma está como num braseiro; ela está horrivelmente atormentada.

8. De onde vos vieram as ideias materialistas que tínheis quando vivo? - R. Numa outra existência, eu fui mau, e o meu Espírito estava condenado a sofrer os tormentos da dúvida durante a minha vida; também me matei.

Nota. Há aqui toda uma ordem de ideias. Pergunta-se, frequentemente, como pode haver materialista, uma vez que tendo já passado pelo mundo espírita dever-se-ia ter dele a intuição; ora, é precisamente essa intuição que é recusada, como castigo a certos Espíritos que conservaram o seu orgulho, e não se arrependeram de suas faltas. A Terra, é preciso que não se esqueça, é um lugar de expiação; eis porque ela encerra tantos maus Espíritos encarnados.

9. Quando vos afogastes, que pensáveis que vos adviria? Que reflexões fizestes naquele momento? - R. Nenhuma; era o nada para mim. Vi depois que não tendo cumprido a minha pena, sofri toda a minha condenação, e a irei ainda muito sofrer.

10. Agora estais bem convencido da existência de Deus, da alma e da vida futura? - R. Ai de mim! Não sou senão muito atormentado por isso!

11. Tornastes a ver a vossa mulher e o vosso irmão? - R. Oh! Não.

12. Por que isso? - R. Por que reunir os nossos tormentos? Exila-se na infelicidade, não se reúne senão na felicidade; ai de mim!

13. Ficaríeis satisfeito em rever o vosso irmão, que poderíamos chamar aqui, ao vosso lado? - R. Não, não; eu estou muito baixo.

14. Por que não quereis que o chamemos? - R. É que ele não é feliz, ele não mais do eu.

15. Temeis a sua visão; entretanto, isso poderia vos fazer bem? - R. Não; mais tarde.

16. Vosso parente me pede para vos perguntar se assististes ao vosso enterro, e se ficastes satisfeito com o que ele fez nessa ocasião? - R. Sim.

17. Desejais lhe dizer alguma coisa? - R. Que se ore um pouco por mim.

18. Parece que na sociedade que frequentáveis, algumas pessoas partilham as opiniões que tínheis quando vivo; teríeis alguma coisa a lhes dizer a esse respeito? - R. Ah! Os infelizes!

Possam crer em uma outra vida! É o que posso desejar-lhes de mais feliz; poderiam compreender a minha triste posição, isso os faria refletir muito.

Evocação do irmão do precedente, professando as mesmas ideias, mas que hão se suicidou.

Embora infeliz, é mais calmo; sua escrita é limpa e legível.

19. Evocação. - R. Possa o quadro de nossos sofrimentos vos ser uma lição útil, e vos persuadir de que existe uma outra vida, onde se expiam as suas faltas, a sua incredulidade!

20. Vós e o vosso irmão que acabamos de chamar vos vedes reciprocamente? - R. Não, ele me foge.

21. Estais mais calmo do que ele; poderíeis nos dar uma descrição mais precisa dos vossos sofrimentos? - R. Sobre a Terra não sofreis em vosso amor-próprio, em vosso orgulho, quando sois obrigado a convir com os vossos erros? O vosso Espírito não se revolta ao pensamento de vos humilhar diante daquele que vos demonstrou que estais no erro? Pois bem! O que credes que sofre o Espírito que, durante toda uma existência, persuadiu-se de que nada existe depois dele, que ele tem razão contra todos? Quando de repente se encontra em face da estrondosa verdade, ele é aniquilado, humilhado. A isso vem se juntar o remorso por ter podido, por tanto tempo, esquecer a existência de um Deus tão bom, tão indulgente.

Seu estado é insuportável; não encontra nem calma, nem repouso; não reencontrará um pouco de tranquilidade senão no momento em que a graça santa, quer dizer, o amor de Deus, o tocar, porque o orgulho se apodera de tal modo do nosso Espírito, que o envolve inteiramente, e é preciso ainda muito tempo para se desfazer dessa vestimenta fatal; o que não é senão as preces de nossos irmãos que pode nos ajudar a dele nos desembaraçarmos.

22. Quereis falar dos vossos irmãos vivos ou em Espírito? - R. De uns e de outros.

23. Enquanto conversávamos com o vosso irmão, uma pessoa aqui presente orou por ele;

essa prece lhe foi útil? - R. Ela não estará perdida. Se ele recusa a graça agora, isso lhe virá, quando estiver em estado de recorrer a esta divina panacéia.

O resultado dessas duas evocações, sendo transmitido à pessoa que nos pedira para fazê-las, recebemos dela a resposta seguinte:

"Não podeis crer, senhor, o grande bem produzido pela evocação de meu sogro e de meu tio. Reconhecemo-los perfeitamente; sobretudo a escrita do primeiro tem uma analogia marcante com aquela que tinha quando vivo, tanto melhor que, durante os últimos meses que passou conosco, ela era brusca e indecifrável; nela se encontra a mesma forma das pernas das letras do parágrafo e de certas letras, principalmente os d, f, o, p, q, t. Quanto às palavras, às expressões e ao estilo, é ainda mais surpreendente; para nós a analogia é perfeita, senão que está mais esclarecido sobre Deus, a alma e a eternidade que negava tão formalmente outrora. Estamos perfeitamente convencidos de sua identidade; Deus nisso será glorificado pela vossa crença mais firme no Espiritismo e nossos irmãos, Espíritos ou viventes, com isso se tornarão melhores. A identidade de seu irmão não é menos evidente; com a diferença imensa do ateu ao crente, reconhecemos o seu caráter, o seu estilo, as suas formas de frases; uma palavra sobretudo nos surpreendeu, é a de panacéia; era a sua palavra habitual; Ele a dizia e repetia a todos e a cada instante.

"Comuniquei essas duas evocações a várias pessoas que se surpreenderam com a sua veracidade; mas os incrédulos, aqueles que partilham as opiniões de meus dois parentes, gostariam de respostas ainda mais categóricas; que o Sr. D..., por exemplo, precisasse o lugar onde foi enterrado, aquele onde se afogou, de qual maneira fez isso, etc. Para satisfazê-los e convencê-los, não poderíeis evocá-lo de novo, e, nesse caso, poderíeis dirigir-lhe as perguntas seguintes: Onde e quando se cumpriu o seu suicídio? Quanto tempo ele permaneceu soba água? - Em que lugar seu corpo foi encontrado? - Em que lugar foi enterrado? – De que maneira, civil e religiosa, foi procedida a sua inumação? etc.

"Consenti, eu vos peço, senhor, fazer responder categoricamente a estas perguntas que são essenciais para aqueles que ainda duvidam; estou persuadido do bem imenso que isso produzirá. Espero que a minha carta vos chegue amanhã, sexta-feira, a fim de que possais fazer essa evocação na sessão da Sociedade que deve ocorrer nesse dia... etc."

Reproduzimos esta carta, por causa de um fato de identidade que ela constata; a ela juntamos a resposta que demos, para a instrução de pessoas que não estão familiarizadas com as comunicações de além-túmulo.

"... As perguntas que pedis para serem dirigidas de novo ao Espírito de vosso sogro, são, sem dúvida, ditadas por uma louvável intenção, a de convencer incrédulos; porque, em vós não se mistura nenhum sentimento de dúvida e de curiosidade; mas um mais perfeito conhecimento da ciência espírita vos faria compreender que elas são supérfluas. - Primeiro, pedindo-me para responder categoricamente ao senhor vosso padrasto, ignorais sem dúvida que não se governa os Espíritos à vontade; eles respondem quando querem, como querem, e, frequentemente, como podem; a sua liberdade de ação é ainda maior do que quando vivos, e têm mais meios para escaparem ao constrangimento moral do que se poderia exercer sobre eles. As melhores provas de identidade são aquelas que eles dão espontaneamente, por sua própria vontade, ou que nascem de circunstâncias, e é, na maioria do tempo, em vão que se procure provocá-los. Vosso parente provou a sua identidade de maneira irrecusável, segundo vós; é, pois, mais que provável que recusaria responder a perguntas que, com razão, pode olhar como supérfluas e tendo em vista satisfazer a curiosidade de pessoas que lhe são indiferentes. Ele poderia responder, como frequentemente fazem outros Espíritos em semelhante caso: "Por que me perguntar coisas que sabeis?" Acrescentarei mesmo que o estado de perturbação e de sofrimento, em que se encontra, deve lhe tornar mais penosas as procuras desse gênero; é absolutamente como se se quisesse constranger um enfermo que pode com dificuldade pensar e falar, a contar detalhes de sua vida; isso seria, seguramente, faltar à consideração que se deve em sua posição.

"Quanto ao resultado que esperais, seria nulo, estejais disto persuadido. As provas de identidade que foram fornecidas têm um valor bem maior, por isso mesmo que são espontâneas e que nada podia colocar sobre o caminho; se os incrédulos com elas não estão satisfeitos, não o estariam mais, talvez menos ainda, por perguntas previstas e que poderiam suspeitar de conivência. Há pessoas a quem nada pode convencer; elas veriam com seus olhos o Sr. vosso sogro em pessoa, e se diriam um joguete de alucinação. O que há de melhor a fazer com eles é deixá-los tranquilos e não perder seu tempo com discursos supérfluos; não há senão que lamentá-los, porque não aprenderão senão muito depressa, às suas custas, o que custa por ter recusado a luz que Deus lhes enviava; é contra estes, sobretudo, que Deus faz manifestar-se a severidade."

"Duas palavras ainda, senhor, sobre o pedido que me fazeis de fazer essa evocação, no mesmo dia em que recebesse a vossa carta. As evocações não se fazem assim com uma varinha; os Espíritos não respondem sempre ao nosso chamado; é necessário, para isso, que possam ou que queiram; é necessário, além do mais, um médium que lhes convenha e que tenha aptidão especial necessária; que esse médium esteja disponível no momento dado; que o meio seja simpático ao Espírito, etc. Todas as circunstâncias pelas quais não se pode nunca responder, e que importa de conhecer quando se quer fazer a coisa seriamente.

Fonte: Revista Espírita Fevereiro -1861

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Palestra Espírita - João Vieira - Campinas/SP

 


Hoje dia 20/08/2020, tivemos a honra de receber para mais uma palestra espírita na Agenda Espírita Brasil, www.agendaespiritabrasil.com.br o nosso especial convidado: JOÃO VIEIRA, que nos brindou com mais uma excelente palestra.

Obrigado João, em nome de toda equipe da Agenda Espírita Brasil.

Esperamos tê-lo conosco outras vezes. 

Um grande abraço.


Francisco Rebouças

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Sublimes Cantos

O dúlcido Rabi preparava os Seus cantores para que levassem a sinfonia excelsa do Amor por onde transitassem. 

Os caminhos ásperos do mundo, assinalados pelos vícios e prerrogativas infelizes de alguns parvos, não viam passar andarilhos de alparcas capazes de deixar sinais de luz, mas sempre permaneciam as marcas da destruição pela guerra, os contornos soezes dos dominadores, as manchas do crime e da imundície moral, os obstáculos gerados pela inveja, pela soberba, pela crueldade...

Naqueles dias, novos sinais abriríam veredas macias e campos verdejantes. Mas era necessário que os novos semeadores enfrentassem as cruezas existentes, imolando-se, a fim de que o seu sangue e o seu suor fertilizassem o solo sáfaro até então. Assim, pensando, Ele abriu a Sua boca em mirífica luz e estabeleceu o Estatuto da Nova Era: 

- Ide primeiramente às ovelhas tresmalhadas de Israel. Pelo caminho proclamai (pie o reino de l)eus está perto. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, daí de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre em vossos cintos; nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado, pois o trabalhador merece o seu sustento... 

... Ao entrardes em uma casa saudai-a: Paz a esta casa. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés... ... O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do senhor. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor... 

... Não os temais (aos maus), portanto, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto, que não venha ser conhecido. O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. 

Dando prosseguimento, em gloriosa exaltação da verdade, expôs o que deveríam aguardar no futuro: 

- Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também me declararei por ele diante de Meu Pai que está nos Céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, negá-lo-ei também diante de meu Pai que está nos Céus. 

E numa frase musical em que se misturavam a elegia e a patética, declarou: 

- Não penseis que vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho do pai, a filha da sua mãe e a nora da sogra, de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares que não me aceitarem ou criarem impedimentos contra mim. Em harpejos finais, a melodia alcançou o seu majestoso: 

- Quem não tomar a sua cruz, para me seguir, não é digno de mim. Aquele que tenta conservar para si a vida, perdê-la-á. 

Quem vos recebe, a mim me recebe, e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou... E quem der de beber (da fonte inexaurível do amor) a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo com água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. 

O silêncio irrompeu nas paisagens mentais dos ouvintes, que se impregnaram da Lei que os deveria acompanhar para todo o sempre. Os ouvidos do futuro aguardá-los-iam, os corações aflitos esperá-los-iam, as esperanças jamais desapareceríam, por piores fossem as circunstâncias e mais cruéis as situações. 

O tempo, que transcorreu desde então, as civilizações que se ergueram sobre os pedestais do orgulho e do poder ruíram; os templos faustosos e as bibliotecas soberbas, ricas de informações e sabedoria, não conseguiram, no entanto, ultrapassar a beleza e a profunda lição de renúncia pelo próximo e de amor que aquelas palavras inscreveram na memória da Humanidade para sempre.

Livro: A Busca da Perfeição

Divaldo Franco/Espírito Eros.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Comportamentos por obsessão

 Estudando a doutrina Espírita

Comportamentos por obsessão. 

“Muito mais grave do que parece a obsessão, nos problemas sociais do comportamento humano.

Alcoolismo, tabagismo, drogas alucinógenas, sexolatria, jogatina, gula recebem grande suporte espiritual, sendo não poucas vezes, iniciada a viciação de cá para aí, por inspiração que fomenta a curiosidade e por necessidade que estimula o prosseguimento.

O enfermo, dificilmente, consegue evadir-se, por si mesmo, da dificuldade. De um lado, pelos nefastos prejuízos orgânicos de que se ressente e, por outro, em razão da incidência mental do obsessor, que o utiliza como instrumento da loucura de que se vê possuído.

As verdadeiras multidões de dependentes de drogas ou de outras viciações estertoram, mesmo sem o saberem, em danosos processos de obsessão lamentável.

Livro: Roteiro de Libertação

Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda

 

Prece para a ação

 Senhor, deste-me olhos, que são estrelas fulgurantes no céu da face, para que eu possa contemplar as belezas da vida. Ajuda-me a torná-los claridade para os que tateiam nas sombras; concedeste-me ouvidos para que eu logre captar a melodia dos mundos, os murmúrios da natureza e os acordes vocais de todas as coisas. Auxilia-me a colocá-los a serviço dos que não ouvem. Honraste-me com voz, a fim de que a sua música me facultasse o intercâmbio com os demais seres. Dá-me a alegria de torná-la mensagem encantadora, que emocione, ensine e edifique aqueles que perderam o dom de falar. Propiciaste-me pernas para vencer as distâncias. Impulsio-na-me a conduzi-las na direção dos irmãos da retaguarda,conci-tando-os ao avanço. Proporcionaste-me braços, que são alavancas poderosas. Inspira-me a usá-los para levantar os caídos e desfalecentes nos caminhos da vida. Conferiste-me a razão para discernir. Com ela, proporciona-me a sabedoria para distinguir o que é certo e lícito do que é lícito, porém, incorreto, ou que sendo certo não é lícito fazer, podendo aplicá-la para a edificação do bem com os elementos da verdade libertadora. Corpo de que me revisto, faze que o utilize para viver e crescer no teu amor, que é a razão de toda a vida. Alma, que sou, abre-me as portas do progresso para lograr atingir as cumeadas da felicidade, que me destinas. Ciência. Por mais que a pesquisasse, sempre se deparava com os efeitos das remotas causas que não lograva penetrar.

Em algum lugar do futuro

Divaldo Franco/Eros

Francisco Rebouças

O Amor

Porque melhor expressa a grandeza do Pai Criador, o amor é luz. Onde se manifesta medra a alegria. Ao seu influxo, renovam-se as paisagens da alma, que se colore de esperança e beleza. Hálito vivificador, sem a sua interferência perece a vida, facultando desgovernos e sombras. Encontra-se em toda a parte, e, mesmo quando ignorado, jaz em gérmen, que se agiganta, ao influxo dos estímulos superiores, fomentando elevação e felicidade. Sendo a treva o resultante da luz ausente, o ódio não passa de reação do amor animal que enlouqueceu... Equilibrados nas galáxias pela lei de gravidade, os astros repetem, infinitamente, sua própria órbita, em voos incessantes... E o amor de Deus em manifesta grandiosidade. Também circulando em volta umas das outras, as almas que se buscam, o amor nelas constitui a estrela que sustenta em órbita de afinidade os sentimentos de que necessitam. O amor em toda parte e lugar compõe a harmonia em que se exterioriza a suprema perfeição de Nosso Pai Excelso, esperando pela elevação e glória de todos nós.

Livro: Heranças de Amor

Divaldo Franco/Eros.

Francisco Rebouças

domingo, 16 de agosto de 2020

Palestra Espírita AEB.

 

A Agenda Espírita Brasil convida a todos para a palestra que será transmitida ao vivo pelo site da Agenda no facebook na próxima quinta-feira dia 20/08/2020 às 19h.

Palestrante: João Vieira – CEAK – Campinas/SP.

www.agendaespiritabrasil.com.br

Esperamos vocês, divulguem!!!

Francisco Rebouças

sábado, 15 de agosto de 2020

A Mente!

 

Amente é dínamo gerador de energia de difícil catalogação, que se expressa automaticamente, conforme o conteúdo emocional de que se reveste. Exteriorização do Espírito, é interpretada pelo cérebro que a transforma em ideia, tornando-a veículo de comunicação e de expressão variada.

Força irradiante, o seu teor vibratório resulta dos sentimentos daquele que a emite.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

É preciso coragem para realizar mudanças!

“Se alguém quer vier após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34).

Ao aproximar-se o início de um novo ano a palavra mudança assume papel fundamental nas intenções das pessoas. Mas, o que significa essa palavra tão utilizada por muita gente como expectativa de transformar para melhor suas vidas?

O dicionário da língua portuguesa nos apresenta o verdadeiro sentido da palavra Mudar como sendo: Remover, pôr em outro lugar, deslocar.

Alterar, modificar, transformar, converter.

Trocar, substituir.

Não faltam promessas de incontáveis criaturas que se dizem dispostas a realizar mudanças na forma de vida que levam. Não se dão conta de que mudar a forma de se comportar para uma vida diferente da que se leva, significa ter coragem para enfrentar um processo longo, difícil e trabalhoso de modificar procedimentos arraigados em nossos comportamentos por séculos.

Ninguém consegue se transforma de uma hora para outra, simplesmente através de promessas e palavras que o vento leva, é necessário que se tenha acima de tudo vontade e determinação sinceras, para enfrentar nossas próprias barreiras individuais, modificando o rumo dos caminhos e o jeito de caminhar.

“Em vossos dias, a luta a cada momento recrudesce sobre a face do mundo; inúmeras causas a determinam e Deus permite que ela seja intensificada, em benefício de todos os seus filhos. Todas as classes são obrigadas a grandes trabalhos, mormente aos trabalhos intelectuais, porquanto procuram, com afinco, a solução da crise generalizada em todos os países.

Ponderando a grande soma dos males atuais, buscam elas remédios para as suas preocupações, espantadas com a situação econômica dos povos, cuja precariedade recai sobre a vida das individualidades, multiplicando as suas angústias na luta pelo pão cotidiano.

O quadro material que existe na Terra não foi formado pela vontade do Altíssimo; ele é o reflexo da mente humana, desvairada pela ambição e pelo egoísmo.

O Céu admite apenas que o mundo sofra as consequências de tão perniciosos elementos, porque a experiência é necessária como chave bendita que descerra as portas da compreensão.

Cada um, pois, medite no quinhão de responsabilidades que lhe toca e não evite o trabalho que eleva para as Alturas.”(1)

Os Espíritos Superiores nos esclarecem na questão seguinte do Livro dos Espíritos que depende exclusivamente de nós realizarmos asmodificações em nossas vidas conforme segue.

909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?

“Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”(2)

É preciso que nos desapeguemos dos achismos fruto do orgulho que ainda ostentamos que mudemos a maneira de pensar, falar e agir, aceitando como normal os questionamentos dos nossos opositores, entendendo que não somos donos da verdade etc., entre outras muitas atitudes a modificar em nosso comportamento atual.

Sabemos que o Reino de Deus não se conquista com aparências, que mudança verdadeira começa de dentro para fora, precisamos assumir a responsabilidade que nos compete realizar em termos de progresso intelectual, moral e espiritual, para contribuir para o avanço da sociedade em que estamos inseridos.

Não somos Espíritos Elevados, e por essa razão Allan Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo nos informa o que define o verdadeiro espírita no mundo como o nosso:Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.” (3)

Não será possível realizar avanços nesse sentido sem o enfrentamento das situações conflitivas que nos sucedem diariamente. Não devemos continuar fugindo dos desafios proveitosos e necessários ao nosso burilamento, que a vida nos oportuniza, enfrentando-os de forma pacífica, respeitosa e inteligente, deixando de culpar o mundo e a vida como se os problemas fossem exclusivamente culpa dos outros e não tivéssemos nenhuma participação no que de negativo que nos acontece.

A sociedade hodierna prefere adotar as exigências da ideia materialista dando um valor exagerado às conquistas fáceis, superficiais, aparentes dos “espertos”, deixando de estimar os verdadeiros valores que só as virtudes do Espírito Imortal nos há de propiciar, aceitando a realidade de que tudo que hoje nos sucede são frutos amargos de nossa plantação irresponsável de ontem, pois, sendo Deus infinitamente bom e justo, o que nos acontece terá necessariamente uma causa que o justifique.

Na maioria das vezes, não sabemos verdadeiramente o que devemos mudar em nosso comportamento, pois nos acostumamos a jogar a responsabilidade dos nossos insucessos, nos outros na vida no azar, nunca assumindo que em verdade a culpa é nossa.

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

 “Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”

Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.

O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. (...)” (4).

Que tenhamos sabedoria para iniciar desde já nossa mudança de procedimento, deixando para trás os nocivos hábitos do homem velho que nos escraviza há milênios, para conceder oportunidade ao homem novo que precisa assumir as nossas novas proposições de evolução espiritual rumo à felicidade e a pureza que nos está destinada pelo nosso Pai amoroso e bom.

Bibliografia:

1 - Xavier, Francisco Cândido. FEB, 17ª edição, cap. V - A Necessidade da Experiência.

2– Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos - FEB, 76ª edição.

3 – Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap. XVII, item4.

4 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos - FEB, 76ª edição.

5- Grifos nossos.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Palestra Espírita - Andreia Marshall Netto

 

Hoje dia 13/08/2020, tivemos a honra de receber para mais uma palestra espírita na Agenda Espírita Brasil, www.agendaespiritabrasil.com.br a nossa especial convidada: Andreia Marshall Netto, que nos brindou com mais uma excelente palestra.

Obrigado Andreia, em nome de toda equipe da Agenda Espírita Brasil.

Esperamos tê-la conosco outras vezes. 

Um grande abraço.

https://www.facebook.com/agendaespiritabrasil/videos/339902027383551/

Francisco Rebouças

Palestra Espírita - Marcelo Ferreira

 

Caros amigos, nesta última quinta-feira passada dia 06/08/2020, realizamos pelo facebook da Agenda Espírita Brasil, mais esta importante tarefa de divulgação da Doutrina Espírita através das palestras ao vivo. 
Tivemos a felicidade e honra de receber nosso querido convidado MARCELO FERREIRA, da SEF. Sociedade Espírita Fraternidade, para dar continuidade a mais essa atividade de divulgação do doutrina espírita com transmissão de palestras ao vivo: Marcelo nos brindou com uma excelente exposição que teve por tema: "KARDEC E O LEGADO ESPÍRITA". 
Quem somos

logo_kardec_v1A Agenda Espírita Brasil é um website sem fins lucrativos de divulgação da Doutrina Espírita e dos seus eventos realizados em todo o Brasil e no mundo. 

Com o emprego da internet, buscamos levar para o Brasil e o mundo os conceitos codificados por Allan Kardec, alinhados com o que preceitua a Federação Espírita Brasileira (FEB).

Constituída por voluntários espalhados por todo o nosso imenso Brasil, a Agenda Espírita Brasil conta com colaboradores que buscam informações sobre eventos espíritas, colunistas que escrevem para o site na Seção de Artigos e membros que mantém financeiramente o projeto.

Nossos colaboradores atuam cada qual em suas Instituições Espíritas, todavia, a Agenda Espírita Brasil é organismo independente, não estando pois, vinculada a esta ou aquela Casa Espírita. 

Dessa forma, queremos convidar a todos os distintos internautas que nos honram com a confiança e audiência, para estarmos juntos na próxima quinta-feira, dia 13/08/2020, às 19:00h., quando estaremos tendo a honra e felicidade de receber a estimada palestrante Andreia Marskall Netto, direto de Miami/Flórida-US. 
Esperamos vocês.
Divulguem em suas redes sociais e seus contatos.

Obrigado.
Francisco Rebouças