A observação dos fatos sem o raciocínio
é insuficiente, dizemos, para conduzir a uma convicção
completa, e é de preferência àquele que se declarasse convencido por
um fato que não compreende, que se poderia taxar de leviandade; mas essa maneira de proceder tem um outro inconveniente,
que é bom mencionar, e cada um de nós pôde testemunhar, é a mania da
experimentação, que lhe é a conseqüência natural. Aquele vê um fato espírita
sem dele ter estudado todas as circunstâncias, geralmente, não vê senão o fato
material, e desde então o julga sob o ponto de vista de
suas próprias idéias, sem pensar que fora das leis conhecidas pode, e deve,
haver leis desconhecidas.
Fonte: Revista Espírita – Julho/1859.
