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sexta-feira, 1 de maio de 2020

CRIANÇAS

       “Vede, não desprezeis alguns des­tes pequeninos   — Jesus. (MATEUS, capítulo 18, versículo 10.)

Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medi­das providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.
Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindí­vel o abrigo moral que assegure ao espírito renas­cente o clima de trabalho necessário à sua subli­mação.
Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.
A vadiagem na rua fabrica delinqüentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.
Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada.
Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.
O prato de refeição é importante no desenvol­vimento da criatura, todavia, não podemos esquecer “que nem só de pão vive o homem
Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meni­nos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desam­parar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos servi­ços de que se responsabilizará amanhã.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças