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terça-feira, 3 de março de 2020

CONVITE AO AMOR

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameia uns aos outros.”
(João: capítulo 13º, versículo 34.)

O amor é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto anseia e busca ser amado, foge à res­ponsabilidade de amar e padece infância emocional.
No contexto social da atualidade hodierna, to­davia, a expressão amor sofre a desvalorização do seu significado para experimentar a decomposição do tormento sexual, que não passa de instinto em desgoverno.
Sem dúvida, o sexo amparado pelo amor carac­teriza a superioridade do ser, facultando-lhe harmo­nia íntima e perfeito intercâmbio de vibrações e hormônios a benefício da existência.
Sexo sem amor, porém, representa regressão da inteligência às formas primeiras do desejo infrene, com o comprometimento das aspirações elevadas em detrimento de si mesmo e dos outros.
Por essa razão, vige em todos os departamentos do Cosmo a mensagem do amor.
Na perfeita identificação das almas o amor pro­duz a bênção da felicidade em regime de paz.
Nem sempre, porém, se encontrará no ser amado a recíproca. Importa, o que é essencial, amar, sem solicitação.
       De todos os construtores do pensamento univer­sal, o amor recebeu a contribuição valiosa de urgên­cia. Isto, porque Deus, Nosso Pai, é a mais alta ma­nifestação do amor.
       E Jesus, padronizando as necessidades humanas quanto solucionando-as, sintetizou-as no amor, como única diretriz segura por meio da qual se pode lo­grar a meta que todos perseguimos nas sucessivas existências.

       Se, todavia, sentes aridez íntima e sombras car­regadas de desencantos obnubilam as tuas aspirações, inicia o exercício do amor, entre os que sofrem, atra­vés da gentileza, passando do estágio da amizade. Descobrirás, depois, a realidade do amor em blan­dícia de tranqüilidade no país do teu espírito.
       Se por acaso o céu dos teus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas, ama, assim mesmo, e clarificarás outros corações que jazem em noites mais sombrias, percebendo que todo aquele que irra­dia luz e calor, aquece-se e ilumina-se, permanecendo feliz em qualquer circunstância.
       Haja, pois, o que haja, ama.
       Em plena cruz, não obstante o desprezo e a trai­ção, o azorrague e a dor total, Jesus prosseguiu amando e até hoje, fiel ao postulado que elaborou como base do Seu ministério, continua amando-nos sem cansaço.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças