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sexta-feira, 13 de março de 2020

A Mediunidade é uma bênção!


O Espírito André Luiz a quem tanto temos agradecido pelos inúmeros ensinamentos trazidos ao nosso conhecimento em suas diversas obras, representa para o movimento espírita um confiável e excelente Repórter da Pátria Espiritual.

Cuidou de enviar aos verdadeiros interessados pelos esclarecimentos doutrinários, através do médium Chico Xavier, as experiências vivenciadas por ele, ao lado dos benfeitores amigos encarregados pelas diversas tarefas existentes no mundo espiritual, até então pouco conhecidas por nós aprendizes da doutrina espírita.

Inúmeras são informações, que não há entre os que se dedicam com responsabilidade ao estudo sério e aprofundado de nossa doutrina, quem não reconheça como importantes e esclarecedoras as experiências, presenciadas e narradas nos mínimos detalhes, por essa nobre alma.

“Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.
Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.
A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.
É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-hes os impulsos.
É perigoso possuir sem saber usar.
O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.
O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.
Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.
Mediunidade não basta só por si.
É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.” (1)

Começamos por destacar sua descoberta da existência da colônia Nosso Lar, e a confirmação da existência de outras tantas instituições de socorro na espiritualidade, a narrativa de importantes assuntos como, a reencarnação de Segismundo, a bela descrição da casa mental, a importância do cérebro, a existência e dedicação de incalculável número de trabalhadores e discípulos de Jesus em franca movimentação na esfera invisível, etc.

Mostra-nos André Luiz, de forma simples e clara a beleza e grandeza da vida na espiritualidade, descrevendo de forma incomparável as atividades desenvolvidas pelo Ser imortal que todos somos, na continuação da vida após a morte do corpo físico, na continuidade da existência que jamais cessará.

Conta-nos em suas narrativas, as lições ministradas por abnegados servidores do Mestre de Nazaré que já desfrutam de elevado patamar de conhecimento e entendimento das Leis perfeitas e imutáveis com que o Criador guia os destinos de seus filhos, deixando transluzir sua soberana bondade e justiça.

Por tudo que esse abnegado amigo tem feito em termos de esclarecimento doutrinário, não posso concordar com uma enorme percentagem de confrades, que só se referem às anotações contidas nas obras desse benfeitor amigo, quando essas anotações estão em concordância com o que desejam transmitir em suas mensagens recheadas de personalismo e vaidade, espalhando de forma irresponsável suas tendenciosas interpretações com vistas a justificar os absurdos com que realizam atividades mediúnicas em seus laboratórios de insensatez descompromissados com a correta divulgação e vivência dos postulados de nossa novel doutrina espírita.

Quando assim procedem, estão em verdade, prestando enorme desserviço à nobre causa espírita, espalhando conceitos inverídicos, sustentando opiniões absolutamente equivocadas, para não se contradizerem perante aqueles a quem sempre se fizeram passar por conhecedores da mensagem espírita, quando jamais foram sequer bons aprendizes.

É chegada a hora de se tornarem verdadeiros seguidores do Mestre de Nazaré, reconhecendo os equívocos, e refazendo seus conceitos falseados propositadamente, assumindo seus erros doutrinários e desfazendo os absurdos que eles mesmos construíram irresponsavelmente, que se alastram como uma doença contagiosa. Porque mais cedo ou mais tarde, estarão frente a frente ante o tribunal da própria consciência solicitando retificação.

Urge não mais percamos tempo com personalismos, não mais insistamos no erro que já identificamos em tudo o que transmitimos aos nossos semelhantes, refaçamos os conceitos, e sigamos as instruções dos Emissários Celestes, que não cansam de nos alertar para que sejamos honestos e humildes, como Jesus sempre exemplificou em todas as suas atitudes para com todos nós.

Bibliografia:

1 – Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito André Luiz – Livro: Nos Domínios da Mediunidade, cap. I.

Francisco Rebouças.