Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Estudando o Espiritismo


Os Ataques contra a ideia nova.

Como vedes, começam a comentar as ideias espíritas até nos cursos de teologia, e a Revista Católica com a pretensão de mostrar ex-professo, como dizem, que o Espiritismo atual é obra do demônio, assim como isso resulta do artigo intitulado do Satanismo no Espiritismo moderno, que dá a dita Revista. Ora essa! Deixai dizer, deixai fazer: o Espiritismo é como o aço, e todas as serpentes possíveis usarão seus dentes para mordê-lo.
Seja como for, há aí um fato digno de nota: é que outrora desdenhava-se de se ocupar daqueles que faziam girar cadeiras e mesas, ao passo que, hoje, ocupa-se muito com esses inovadores, cujas idéias e teorias se elevaram à altura de uma doutrina. Ah! É que essa doutrina, essa revelação, ataca vivamente todas as antigas doutrinas, todas as antigas filosofias, insuficientes para satisfazerem as necessidades da razão humana. Também abades, sábios, jornalistas, descem a pena à mão na arena, para repelir a idéia nova: o progresso. Ah! que importa! Não é uma prova irrecusável da propagação de nossos ensinos? Ide! Não se discute, não se combate senão as idéias realmente sérias e bastante partilhadas para que não se possa mais tratá-las de utopias, de coisas vãs, emanadas de alguns cérebros doentes. De resto, melhor do que ninguém, sois capazes de ver aqui com que rapidez o Espiritismo se recruta cada dia, e isto até nas fileiras esclarecidas do exército, entre os oficiais de todas as armas. Não vos inquieteis, pois, com todos esses infelizes que uivam sem resultado! Porque não sabem mais onde estão: estão confundidos. Suas certezas, suas probabilidades se esvanecem à luz espírita, porque, no fundo de suas consciências, sentem que só nós estamos na verdade; digo nós, porque hoje, Espíritos ou encarnados, não temos senão um objetivo: a destruição das idéias materialistas e a regeneração da fé em Deus, a quem todos devemos.

ERASTO (Médium, Sr. d'Ambel).
Allan Kardec - Revista Espírita,abril, 1862.


Francisco Rebouças