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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Não nos deixemos impressionar!

“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, segui sempre obem,tanto uns para com outros, como para com todos”.
Paulo (I Tessalonicenses, 5:15).
É muito positivo para todos nós, e por isso mesmo recomendável, que não nos deixemos influenciar por emoções exageradas diante das ocorrências perturbadoras dos dias difíceis que vivenciamos na atualidade.
Os fatos que tomamos conhecimento, focalizados normalmente de forma escandalosamente negativa pela mídia sensacionalista, corroboram para a difusão e contaminação do medo e do desânimo na grande maioria das pessoas do nosso convívio diário no ambiente familiar, profissional, social e até mesmo religioso.
Não somos daqueles que pensam em tapar o “sol com a peneira”, fazendo de conta que não temos conhecimento dos crimes, delitos, abusos de toda ordem, epidemias, catástrofes e outros tantos acontecimentos causadores de revolta, desequilíbrio e sofrimento, infelicitando a vida das pessoas.
Chamamos a atenção para o fato de que precisamos manter o equilíbrio diante dos acontecimentos deprimentes e lamentáveis que nos chegam ao conhecimento, procurando abster-nos de alardear os fatos com sensacionalismos desnecessários e dispensáveis, que serviriam simplesmente para aumentar ainda mais os fluidos maléficos que já se estabeleceram em torno do acontecimento e de seus partícipes; buscando, ao contrário, mantermo-nos calmos e se possível procurar também acalmar os outros.
A benfeitora Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco nos diz categoricamente no Capítulo 7 do Livro Episódios Diários: “Assuntos triviais tomam tempo, e expressões chulas, com anedotário vulgar, entorpecem a razão mantendo a psicosfera doentia”. (1)
Se nada pudermos fazer para amenizar os fatos e asserenas os ânimos acirrados, procuremos manter a caridade do silêncio diante do palavrório em desvario que grassem no momento, exercitando a atitude de ponderação, contrapondo a prece e os pensamentos elevados no intuito de semear a harmonia do bem ante o assédio destruidor das trevas.
Mais à frente no mesmo capítulo do livro a Benfeitora nos instrui: “Quando te vejas envolvido pelo clima das conversações nefastas, muda de assunto, propõe tema diferente, conciliador, edificante, substituindo a vulgaridade e o pessimismo, que devem ceder espaço ao conhecimento da beleza e da verdade”. (2)
Não esqueçamos, em momento algum, que tudo está sob o controle de uma Lei Maior, e mesmo os acontecimentos mais aflitivos de nossas existências gravitam na esfera da Justiça Divina, e que não passam de manifestações dos desígnios Superiores em forma de expiações ou provas, atuando em favor do aprimoramento do espírito Imortal.
Assim sendo, diante das notícias inesperadas e estarrecedoras que nos cheguem, ferindo-nos a sensibilidade; mesmo com sacrifício e dificuldade de compreensão; jamais esqueçamos de que somos Cristãos discípulos de Jesus que muito espera de nós, conhecedores da mensagem esclarecedora e consoladora do Espiritismo.
Sigamos firmes na construção do bem que nos compete realizar na obra da implantação do reino de Deus entre os homens, pois, sabemos que cada Espírito possui sua conta própria na contabilidade da Justiça Divina e tudo que nos suceder será sem dúvida para o nosso aprimoramento espiritual como nos esclareceu o Mestre Maior da humanidade: “A cada um segundo as suas obras”. (3)
Referências:(1) Franco, Divaldo Pereira – Livraria e Editora Alvorada – Livro: Episódios Diários Cap. 7;
(2) Idem, Idem;
(3) Lucas XII:47-48.
Francisco Rebouças.