Solidarity Spiritist Societ

domingo, 29 de setembro de 2019

Somos todos irmãos


“A destinação de cada um de nós filhos de Deus, Pai misericordioso e bom, é a felicidade e apureza espiritual pois, somos produtos da perfeição e seguimos na estrada do aperfeiçoamento.
Urge compreender que para alcançarmos a felicidade e a perfeição relativas, precisamos aceitar que nossa felicidade está atrelada à felicidade do nosso irmão filho também do mesmo Pai, e portanto membro de nossa família, e sob o comando de um único Pastor.”

Francisco Rebouças.

Tua medida

Capítulo 10, item 11

       “Não julgueis, afim de que não sejais julgados, porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros, e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles.”
(Capítulo 10, item 11)*

       Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes.
       Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma série de conhecimen­tos que adquirimos na idade infantil e também através das vivências pregressas.
       Censuras, observações, admoestações, superstições, pre­conceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de “reservatório moral” - coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cum­pridos -, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más.
       Nossa concepção ético-moral está baseada na noção adquirida em nossas experiências domésticas, sociais e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista, a fim de harmonizarmos e resguardarmos tudo aquilo em que acreditamos como sendo “verdades absolutas”. Em outras palavras, como forma de defender e proteger nossos “valores sagrados”, isto é, nossas aquisições mais fortes e poderosas, que nos servem como forma de sustentação.
Em razão disso, os freqüentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Explicando melhor, a “forma” e o “material” utilizados para sentenciar os outros residem dentro de nós.
Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém seria tomarmos a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntarmos onde está tudo isso em nós. Os indivíduos podem ser considerados, nesses casos, excelente espe­lho, no qual veremos quem somos realmente. Ao mesmo tempo, teremos uma ótima oportunidade de nos transformar intimamente, pois estaremos analisando as características gerais de nossos conceitos e atitudes inadequados.
Só poderemos nos reabilitar ou reformar até onde con­seguimos nos perceber; ou seja, aquilo que não está consciente em nós dificilmente conseguiremos reparar ou modificar.
Quando não enxergamos a nós mesmos, nossos compor­tamentos perante os outros não são totalmente livres para que pos­samos fazer escolhas ou emitir opiniões. Estamos amarrados a for­mas de avaliação, estruturadas nos mecanismos de defesa - proces­sos mentais inconscientes que possibilitam ao indivíduo manter sua integridade psicológica através de uma forma de “auto-engano.”
Certas pessoas, simplesmente por não conseguirem conviver com a verdade, tentam sufocar ou enclausurar seus sentimentos e emoções, disfarçando-os no inconsciente.
Em todo comportamento humano existe uma lógica, isto é, uma maneira particular de raciocinar sobre sua verdade; portanto, julgar, medir e sentenciar os outros, não se levando em conta suas realidades, mesmo sendo consideradas preconceituosas, neuróticas ou psicóticas, é não ter bom senso ou racionalidade, pois na vida somente é válido e possível o “autojulgamento”.
Não obstante, cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”.
Devemos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e, a partir daí, julgar os indivíduos de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciências.
Julgar uma ação é diferente de julgar a criatura. Posso julgar e considerar a prostituição moralmente errada, mas não posso e não devo julgar a pessoa prostituída. Ao usarmos da empatia, colocando-nos no lugar do outro, “sentindo e pensando com ele”, em vez de “pensar a respeito dele”, teremos o comportamento ideal diante dos atos e atitudes das pessoas.
Segundo Paulo de Tarso, “é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, com seu julgamento”. (1)
O “Apóstolo dos Gentios” manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Com freqüência, escolhemos, avaliamos e emitimos opi­niões e, conseqüentemente, atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acon­tece de modo automático, ou seja, através de mecanismos não per­ceptíveis. É quase inconsciente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso “arbítrio”, mas, na verdade, estamos optan­do por um julgamento predeterminado e estabelecido por “arqui­vos que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um comportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexíveis, não estão estruturadas em conceitos preconceituosos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa li­berdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
Se criaturas afirmarem “idosos não têm direito ao amor”, limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.
Se pessoas declararem “homossexualidade é abominável” e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homossexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.
Se indivíduos decretarem ‘jovens não casam com idosos”, estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.
Se alguém subestimar e ironizar “o desajuste emocional dos outros”, poderá, em breve tempo, deparar-se em sua própria existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizado e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.
Se formos juízes da “moral ideológica” e “sentimental”, sen­tenciando veementemente o que consideramos como “erros alheios”, estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusemos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.
“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados”, ou mes­mo, “se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”, quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no “auditório da vida” todos somos “atores” e “escritores” e, ao mesmo tempo, “ouvintes” e “espectadores” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres eternos, é necessário observarmos e concatenarmos nos­sos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.

* A presente citação e todas as demais que iniciam cada capítulo foram extraídas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. (Nota do autor espiritual.)
(1) Romanos, 2:1

Livro: Renovando Atitudes
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

Francisco Rebouças

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

A eterna primavera porvindoura

Cada quadra do tempo caracteriza-se por expressões inconfundíveis da própria Natureza.
Sucede uma à outra, suavemente, e atinge o seu clímax, numa plenitude de força e domínio de realização.
Nesta, caem as folhas, esmaece a vida, desnuda-se a paisagem; nesta outra, o frio enregela, as cores alvejam e há tristeza assinalando dores e sombras de noites demoradas...
Depois, os rios voltam a correr, exulta o verde, a terra se enriquece de flores e os frutos amadurecem, pendentes nos ramos oscilantes ao vento.
Os grãos se intumescem no solo levemente aquecido e explodem em poemas de cor, em sons agitados, em dádivas de vida abundante.
Revoam os pássaros, ampliam-se os dias, e as noites, salpicadas de círios divinos, são espetáculos convidando à reflexão.
O vale confraterniza com os altiplanos.
Parece não haver distâncias nem separações.
Por fim, quando esta época estivai logra a total potência, arde o Sol e o solo se resseca, o pó se ergue em nuvem, a vida novamente começa a fenecer.. .
O dia é um todo de fogo preparando-se, ao largo das horas demoradas, para seguir adiante, até receber as primeiras lufadas frias...
E repete-se a roda dos acontecimentos em movimentada orquestração de ritmos. . .

Ventos festivos varriam os rincões gentis da Galiléia humilde, cantando esperanças para as almas em sofrimento.
Passado o grande inverno, sem nenhuma promessa de calor ou qualquer perspectiva de claridade, explodiam as dádivas primaveris numa inesperada sementeira de amor com imediata colheita de bênção*
Narra Mateus (*) com eloquência aquela ímpar quadra primaveril de acontecimentos e bonanças.
A paisagem é a moldura do lago-espelho, em cujas bordas reflete-se o amor do Mestre pelas dores humanas.
Naquelas paragens, nas cidades fronteiras e ribeirinhas, em cujo solo a balsamina confraterniza com os miosótis e o trigo dourado espia da terra jovial as redes espreguiçadas ao Sol, nas praias largas, Jesus viveu a ternura das gentes simples, sorriu com as criancinhas e abriu a boca para entoar a canção da esperança.
Por aqueles sítios de pobreza e festa natural, Suas mãos arrancaram das aflitivas conjunturas das enfermidades retificadoras os trânsfugas do passado, emulando-os para o crescimento moral pelas trilhas do futuro.
Fez-se um suceder de fenômenos auspiciosos.
Ainda repercutia com profunda emoção nos ouvidos das almas os artigos e parágrafos em luz e esperança, que foram apresentados no monte, ao ser proclamado o Estatuto da Era Nova da humanidade do futuro.
Os ouvintes não haviam retornado ao chão das necessidades habituais, irrigados pela vibração do Sublime Governador, quando Ele, descendo do cerro, foi solicitado por um leproso, que “O adorava, dizendo: Senhor, se quiseres bem podes tornar-me limpo” e Ele quis, liberando o enfermo da sua carga pútrida.
A ação fortalecia a palavra.
O amor era mais forte do que a voz; esta, era suave e doce, enquanto aquele, poderoso e vital.
O passado jugula o criminoso à algema disciplinadora, mas o amor libera o precito para resgatar em ação benéfica o delito infeliz.
Não deseja o Senhor holocaustos, entretanto, esparze misericórdia.
Há muita dureza no mundo e terrível crueza nos corações.
Ele dulcifica.
Ninguém foge à culpa, nem se evade do ressarcimento.
O Seu amor anima os ferreteados a que se reencontrem e reparem os erros, ajudando suas vítimas e por elas fazendo-se amar.
Há expectativas atordoantes nos comensais da Boa Nova em delineamento.
O monte seria, simbolicamente, o mastro da bandeira de paz, desfraldada nas insuperáveis bem-aventuranças.
Em Cafarnaum, prosseguindo com os elos da cadeia do sofrimento, que Ele rompe, um centurião acerca-se e intercede pelo seu criado paralítico.
Uma confiança infantil numa seriedade adulta transparece naquele homem que comanda homens.
Jesus propõe-se a ir curar o enfermo, porém o homem, que se acostumou à autoridade, pede-Lhe que mande um dos Seus subordinados e a Sua vontade se faria.
Assim fez-se.
Este ordena e esse obedece.
Este quer e esse aquiesce.
Jesus é a Autoridade e os Espíritos atendem.
Não há maior autoridade do que aquela que lhe é própria, a que foi adquirida e não a que é concedida por empréstimo e pode ser retirada.
A fé é energia de vital importância, por irradiar vibrações poderosas que atingem os fulcros das nascentes que produzem os acontecimentos, aí agindo.
“Vai-te — disse o Amigo ao amigo confiante, — e como creste, assim te seja feito.”
Curou-se o servo do centurião.
No lar de Simão, onde Ele se recolhe por um pouco, a febre arde na velha sogra do pescador, que se aflige.
Tocando-a, restitui-lhe o equilíbrio térmico.
Irradia-se a inapagável Luz dos Séculos.
Nunca mais a noite se fará total...
A tarde, chegam os obsidiados por Espíritos infelizes, suas vítimas, seus cobradores.
O ódio grimpa os duelistas da animosidade.
Não há separação entre mortos e vivos, unidos pelos vínculos dos sentimentos afins ou dos compromissos a que se atrelam no carro da vida.
Sua palavra é medicação que atinge as ulcerações morais e as cicatriza.
Ampara o cobrador, antes ultrajado, e auxilia-o a ser feliz, informando que o calceta não fugirá de si mesmo.
Um deseja segui-10, pensando em gozos e comodidades.
Como Ele não tem uma pedra para pôr a cabeça, apesar de “as raposas terem covis e as aves do céu ninhos”, o candidato, desiludido, foi-se embora. . .
Outro pretende dar-se; todavia, quer antes enterrar o pai cadaverizado.
Não há tempo para simulações.
A vida transcende ao corpo.
E ele não se deu. . .
O lago-mar sereno exalta-se e todos, na barca, temem; menos Ele, que dorme ou parece dormir. . .
Ante o receio geral, Sua voz acalma as ondas e os encarregados das “forças vivas da Natureza” tranquilizam as águas.
Nada supera o Rabi, no mundo de Deus, que Ele elaborou sob a proteção do Pai.
Prosseguirá o ministério, naquelas e noutras paragens. . .
Paralíticos, endemoninhados, cegos, catalépticos, hemorroíssa, mudo por ação obsessiva, por toda parte a dor, as provações cedem lugar ao pagamento pelo trabalho do amor.
Eram todos, ontem como hoje, doentes da alma e desejavam a cura para os corpos.
O Mestre fazia cessar os efeitos dos seus erros, sarando a matéria, entretanto, oferecia-lhes a diretriz evangélica, a verdadeira terapia para o Espírito, única medicação para eliminar os sofrimentos.
O amor de Deus, refletido em Jesus, não tem limite.
. . . Prosseguirá a música da esperança a substituir litania da loucura e da miséria. . .
A responsabilidade do resgate sobrepõe-se à cobrança cega.
O homem desperta para os compromissos.
Os remotos tempos entenderão, e melhor farão entender o Mestre e Sua mensagem.
Somente pelo amor se libertará o homem.
Os pecadores são o campo para a semente de vida eterna e os caídos, sem alternativa de soerguimento, fazem-se adubo para a própria recuperação ante a oportunidade feliz do Evangelho.
Nenhum amor renteará com esse imensurável amor.
Aquele período primaveril não se repetiu, nem volverá a acontecer da mesma forma.
As sementes, todavia, dormem no solo da quadra outonal em que as almas se demoram, para emergirem, logo mais, em embrião, reflorindo ao claro sol da Era Nova da eterna primavera que já começa. . .
(*) Mateus: Capítulos 8 e 9. Todos os asteriscos pertencem à Autora espiritual. Nota da Editora.

Livro: Há Flores no Caminho
Divaldo Franco/Amélia Rodrigues

Francisco Rebouças

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Ultrapassamos a marca das 163.000 visitas!

Isso é bom demais!!!

Queridos amigos, é mais uma vez com grande alegria que informamos a vocês que nos prestigiam e acompanham que ultrapassamos a marca das 163.000 visitas ao nosso Blog Espírita

Continuamos a agradecer a Deus e a vocês, por mais  esta maravilhosa marca de visitas ao nosso Blog Espírita, que nos faz sentir o quanto a mensagem espírita é importante para que a nossa sociedade se torne cada dia mais Cristã.

Contamos com a colaboração de todos, e continuaremos, com o mesmo entusiasmo nesse nosso trabalho, sob a inspiração dos amigos do Plano Espiritual.

Esperamos continuar a merecer o apoio, a confiança e a ajuda que temos recebido de todos, para seguir levando a doutrina espírita aos corações carentes de orientação, fé e alegria em todo o mundo.

Reafirmamos o compromisso de manter o nosso trabalho alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Obrigado amigos por tudo, saibam que Vocês são sem sombra de dúvidas o nosso maior patrimônio!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!

Francisco Rebouças

Sigamos o Mestre!


“O convite de Jesus a todos nós continua sendo a observação e vivência dos ensinamentos da Boa Nova trazida por ELE há dois mil e dezenove anos atrás, como a diretriz segura para a solução dos problemas que enfrentamos em nossa caminhada rumo à felicidade e a pureza espiritual que tanto anelamos desfrutar.”

Francisco Rebouças

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

É preciso ter consciência!


“Quando estejas tu mesmo sob excruciantes tormentos, compenetra-te de que resgatas, em nome da Lei da Causalidade. Desse modo, não te enrijeças nas indisciplinas. Não desejes aos outros as tuas dificuldades. Não queiras vingar-te de ninguém porque sofras, uma vez que somente tu deverás carregar o madeiro que se encontra em teus ombros e, quando te chegar um abençoado “cirineu”, aceita-lhe  a cooperação fraternal, sem olvidares que nada obstante o socorro recebido, a cruz a ti pertence.”
Livro: Educação e Vivências
José Raul Teixeira/Camilo.

Francisco Rebouças  

domingo, 15 de setembro de 2019

Livro No Rastro do Sol

Nesta próxima quinta-feira dia 19/09/2019, a nossa querida amiga Telma Regina estará fazendo o lançamento do último livro de sua lavra mediúnica na nossa UMEM.
Compareçam, prestigiem, divulguem!!























Francisco Rebouças

sábado, 14 de setembro de 2019

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

É preciso Mudar!


“Se verdadeiramente almejamos servir de instrumentos úteis e dignos, no auxílio à espiritualidade Superior no trabalho do bem, é imprescindível que modifiquemos o quanto antes nossos velhos e inadequados hábitos inferiores, purificando os sentimentos, aprimorando o vocabulário, enobrecendo a visão, desenvolvendo a fraternidade, aumentando o conhecimento, praticando a caridade, trabalhando e servindo sempre.
Urge nos libertar das seculares manias inconvenientes de agir, aliviando as dores causadas pelas algemas infelizes da inferioridade e da ignorância, que nos escravizaram e infelicitaram a existência, seguindo doravante novas diretrizes sob os ditamos da decência, da ética e da justiça.”

Francisco Rebouças

terça-feira, 10 de setembro de 2019

DIRETRIZ ESPÍRITA


“Com a perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a Doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espíritos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado”.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS — Prolegômenos.

Muitas são as direções que podes tomar, imprimindo novo curso à vida.
Estradas se multiplicam atraentes, dificultando-te a opção.
Aparentemente conduzem aos redutos onde a felicidade se acolhe festiva.
Vês passarem as multidões dos que seguem os diferentes rumos.
Há em verdade rotas e rotas. Umas conduzem à morte, raras conduzem à vida.
Estás na diretriz espírita e pareces seguir a medo, imaginando...
Nem festas, nem fantasias encontras.
A realidade se desvela, apresentando-se legítima.
Vês a dor arrancando a máscara de ilusão das faces envilecidas pelo cansaço, pelo despudor.
Por onde segues enxergas aflições que passam ignoradas por outros, sombreando mais ainda semblantes já sombrios.
Identificas enfermidades minando organizações físicas e mentais que se gastam na perversão dos costumes entre esgares e angústias.
Pode parecer-te que no roteiro escolhido somente estão os trôpegos e estropiados, os enfermos e mendigos sob lancinante opressão.
As outras vias se te afiguram formosas e os que por ali avançam demonstram louçania.
Não te enganes, porem.
A ferida purulenta que todos enxergam é irmã menor do câncer ignorado a adentrar-se pelo organismo, em metástase irreversível.
A miséria vestida de andrajos é companheira dos malogros morais escondidos em linho e adamascados custosos.
O festival do prazer termina, invariavelmente, em prólogo de desgraça.
A direção por onde seguem os fáceis conduz à praça sem nome do remorso tardio.
Numa das suas últimas publicações Darwin registrou que certa vez, embora enfermo e gasto, conseguiu contar ao microscópio mais de vinte mil sementes de determinada planta.
Fresnel, sem dar trégua ao cansaço nem ao abatimento, identificou as “ondas luminosas como sendo vibrações transversais do éter”.
Boas depois de ingentes esforços conseguiu provar que a “raça branca” é de todas a mais mesclada e em nada é superior às demais, ensejando bases para melhor confraternização entre os homens.
Todos os construtores do pensamento e das idéias que possibilitaram novas conquistas através dos tempos vergaram, infatigáveis, ao peso de mil aflições silenciosas, vivendo sob rudes ansiedades, seguindo, no entanto, a direção da verdade que se empenhavam descobrir.
Não estacionaram ante os fracassos aparentes.
Não desanimaram ao defrontar aspérrimas lutas.
Muitos venderam tudo quanto possuíam para não parar; outros perderam tudo para não desistir; diversos ofereceram até a saúde para não interromper os labores; e um número sem conta doou a própria vida, vítimas que foram dos próprios inventos mas, principalmente da ignorância em várias manifestações, para não abandonarem a honra de investigar os melhores meios de resolver os problemas do homem e do Universo para a felicidade do próprio homem.
Prossegue na direção espírita.
Há pranto em volta de ti e choras também. Enxuga, no entanto, as lágrimas alheias e as próprias lágrimas usando o conhecimento espírita.
A lição espírita ensina o porquê da aflição e o como sofrê-la, oferecendo a luz do discernimento para agires com acerto e seguires com determinação.
Na diretriz espírita aprendes “que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos nada podendo, estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvemos procedido mal Constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra.
“Mas, ensinam também (os Espíritos) não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de conseguí-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final”; conforme definiu Allan Kardec sabiamente no seu resumo da Doutrina Espírita. (*)
Avança, portanto, pautando a conduta na firmeza dos postulados abraçados, e se o caminho parecer áspero, de difícil acesso, recorda Jesus na direção do Bem inominado sofrendo todas as ingentes manifestações da ignorância e da impiedade humanas sem desistir nem desanimar, para oferecer à posteridade o código de amor e justiça inserto no Evangelho como meio de harmonia perfeita para o espírito em evolução e que hoje reaparece ao teu entendimento na diretriz espírita por onde receias seguir.
(*) O Livro dos Espíritos — Introdução 29ª Edição — FEB. (Nota da Autora espiritual).

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

O bem é o nosso libertador!



“Meus irmãos e amigos, seguros e decididos a trabalhar na lavoura do bem, sigamos adiante, convencidos de que a Assistência Divina de Jesus não nos faltará em momento algum!”

Francisco Rebouças

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O tempo

“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz.” – Paulo. (Romanos, 14:6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina.
Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.
Livro: Caminho, Verdade e Visa
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

ACONSELHAR

“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o.” - Paulo – Tito: - 3-10

 O ato de aconselhar tem a sua época própria, à maneira de todas as cousas. 
Muitos aprendizes costumam esquecer que se encontram no mundo em serviço de retificação do pretérito e de auto-iluminação, estacionando em falsos caminhos.
Insistentemente consultados, não percebem a trama sutil que lhes detém os passos e, quando não regressam à vigilância, vão olvidando inconscientemente a si mesmos.
A preguiça sempre se orgulhou de encontrar uma advogada na complacência fácil. 
E conferindo-lhe posição de superioridade, nela se apóia para a dilatação de todos os erros. 
A primeira deseja uma companhia para os maus caminhos; a segunda aprova, em vista da falsa situação de destaque em que foi colocada.
Daí o veneno sutil da ociosidade que sempre busca os conselhos de sua mentora, para fazer, em seguida, às ocultas, que bem entende, voltando sempre a se aconselhar novamente. 
Reportando-nos ao ensinamento de Paulo, não queremos fizer que a rebeldia ou a ignorância devam ser sumariamente condenadas, quando a própria heresia, tem, por vezes, a sua tarefa. 
Elas merecem uma ou outra admoestação, devem ser credoras de nossa atividade fraternal, mas passado o tempo em que nosso concurso era suscetível de lhes restaurar as estradas, não será justo dar-lhes força para a irreflexão. 
Temos, igualmente, o nosso roteiro e as nossas experiências. Estacionar com elas na falsa atitude de conselheiros seria desempenhar o papel da complacência frente à ociosidade criminosa.
Livro: Levantar e Seguir
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

A PRIMEIRA PEDRA

Emmanuel

Há, sim, muitos companheiros errados.
Ninguém nega.
Esse, que te protegia a confiança, desabou, à maneira de tronco pesado, sobre a plantação, ainda frágil, de tua fé.
O outro, que te parecia invulnerável no desassombro, acovardou-se e fugiu.
Conheceste os que pregavam generosidade, agarrando-se à avareza, e notaste os que falavam em virtude, a tombarem no vício.
Situavas a fonte do consolo em vários amigos, que acabaram no desespero e recolhias orientações de outros tantos, que se afundaram na corrente das sombras, quais barcos a matroca.
Em muitos casos, trocaste entusiasmo por desalento e admiração por repugnância.
Diante de semelhantes problemas, é natural te sintas entre a mágoa e a revolta.
No entanto, entra no santuário de ti mesmo procurando compreender a nossa obrigação de auxiliar e servir, e reflete nas exigências de evolução.
Coloca-te no lugar da criatura em dificuldade e enumera quantas vezes tens sido providencialmente auxiliado, para não caíres em tentação.
Medita nas horas em que os pensamentos infelizes te dominam a alma; nos momentos em que tropeças e cais; nas ocasiões em que te enganas e sofres; nos instantes em que lastimas as faltas que não desejarias cometer; e se te sentes longe da possibilidade de errar e integralmente livre de toda culpa, poderás, então, ouvir, de novo, a lição de Jesus e atirar a primeira pedra.
Livro: Canais da Vida
Chico Xavier/Emmanuel.

Francisco Rebouças

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Não nos deixemos impressionar!

“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, segui sempre obem,tanto uns para com outros, como para com todos”.
Paulo (I Tessalonicenses, 5:15).
É muito positivo para todos nós, e por isso mesmo recomendável, que não nos deixemos influenciar por emoções exageradas diante das ocorrências perturbadoras dos dias difíceis que vivenciamos na atualidade.
Os fatos que tomamos conhecimento, focalizados normalmente de forma escandalosamente negativa pela mídia sensacionalista, corroboram para a difusão e contaminação do medo e do desânimo na grande maioria das pessoas do nosso convívio diário no ambiente familiar, profissional, social e até mesmo religioso.
Não somos daqueles que pensam em tapar o “sol com a peneira”, fazendo de conta que não temos conhecimento dos crimes, delitos, abusos de toda ordem, epidemias, catástrofes e outros tantos acontecimentos causadores de revolta, desequilíbrio e sofrimento, infelicitando a vida das pessoas.
Chamamos a atenção para o fato de que precisamos manter o equilíbrio diante dos acontecimentos deprimentes e lamentáveis que nos chegam ao conhecimento, procurando abster-nos de alardear os fatos com sensacionalismos desnecessários e dispensáveis, que serviriam simplesmente para aumentar ainda mais os fluidos maléficos que já se estabeleceram em torno do acontecimento e de seus partícipes; buscando, ao contrário, mantermo-nos calmos e se possível procurar também acalmar os outros.
A benfeitora Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco nos diz categoricamente no Capítulo 7 do Livro Episódios Diários: “Assuntos triviais tomam tempo, e expressões chulas, com anedotário vulgar, entorpecem a razão mantendo a psicosfera doentia”. (1)
Se nada pudermos fazer para amenizar os fatos e asserenas os ânimos acirrados, procuremos manter a caridade do silêncio diante do palavrório em desvario que grassem no momento, exercitando a atitude de ponderação, contrapondo a prece e os pensamentos elevados no intuito de semear a harmonia do bem ante o assédio destruidor das trevas.
Mais à frente no mesmo capítulo do livro a Benfeitora nos instrui: “Quando te vejas envolvido pelo clima das conversações nefastas, muda de assunto, propõe tema diferente, conciliador, edificante, substituindo a vulgaridade e o pessimismo, que devem ceder espaço ao conhecimento da beleza e da verdade”. (2)
Não esqueçamos, em momento algum, que tudo está sob o controle de uma Lei Maior, e mesmo os acontecimentos mais aflitivos de nossas existências gravitam na esfera da Justiça Divina, e que não passam de manifestações dos desígnios Superiores em forma de expiações ou provas, atuando em favor do aprimoramento do espírito Imortal.
Assim sendo, diante das notícias inesperadas e estarrecedoras que nos cheguem, ferindo-nos a sensibilidade; mesmo com sacrifício e dificuldade de compreensão; jamais esqueçamos de que somos Cristãos discípulos de Jesus que muito espera de nós, conhecedores da mensagem esclarecedora e consoladora do Espiritismo.
Sigamos firmes na construção do bem que nos compete realizar na obra da implantação do reino de Deus entre os homens, pois, sabemos que cada Espírito possui sua conta própria na contabilidade da Justiça Divina e tudo que nos suceder será sem dúvida para o nosso aprimoramento espiritual como nos esclareceu o Mestre Maior da humanidade: “A cada um segundo as suas obras”. (3)
Referências:(1) Franco, Divaldo Pereira – Livraria e Editora Alvorada – Livro: Episódios Diários Cap. 7;
(2) Idem, Idem;
(3) Lucas XII:47-48.
Francisco Rebouças.