— Nascemos, vivemos no corpo e
perdemos a indumentária, retornando ao palco das mesmas lutas, vezes inúmeras,
sem conseguirmos melhorar as condições espirituais, repetindo a «roda das
paixões» escravizantes em que nos comprazemos. Muitos, em incontável número,
entramos na carne e dela saímos sem nos apercebermos do fenômeno, aferrados às
vibrações mais primárias da vida. Todos sonhamos com os Céus, sim. Raros,
todavia, estamos construindo as asas da evolução com os materiais da iluminação
íntima, nas linhas severas do trabalho fraterno, da renúncia, da caridade e do
perdão. Semeamos pouca luz e colhemos aflições danosas; por essa razão, nossa
arca de esperança permanece vazia de alento.
Livro: Nos bastidores da Obsessão
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda –
Cap. 5