Solidarity Spiritist Societ

domingo, 31 de março de 2019

Lindo!


Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.

Thiago, 3/17


Francisco Rebouças

sábado, 30 de março de 2019

Em nossa tarefa


Livro: Justiça Divina- CAP. 78 - (Tarefas)
Reunião pública de 1-12-61
1ª Parte, cap. IX, item 22

Honremos o posto de ação em que fomos localizados.
Diante da Lei, não há serviço aviltante.
As mãos que assinam decretos não vivem sem aquelas outras que preparam a mesa.
Os braços que conduzem arados são apoios daqueles outros que movem as máquinas poderosas.
Suor na indústria é sustento de todos.
Asseio na rua é proteção à comunidade.
Não vale amontoar rótulos passageiros, nem atabalhoar-se com muitos compromissos ao mesmo tempo.
Importa, acima de tudo, fazer bem o que se deve fazer.


Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de março de 2019

Nem sempre é verdadeiro!

Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. (Mateus: 12 49)
Nem sempre os velhos chavões, tão popularmente utilizados em nossa sociedade são de fato merecedores de crédito. Um deles muito comum diz que “a primeira impressão é a que fica” o que não tem o aval daqueles que, realmente, meditam nesse tipo de pensamento.
É comum interpretarmos muitos dos irmãos que cruzam nossos caminhos, como pessoas desequilibradas, complicadas, incapazes, venenosas, etc., por um simples contato, ou por alguma má impressão que nos causou sua atitude para conosco ou com alguém, sem levar em consideração que os espíritos aqui reencarnados não trazem o cunho da perfeição e sim dos desequilíbrios comuns em um planeta de provas e expiações.
Como poderíamos ficar certos de que aquela péssima primeira impressão que guardamos em nosso arquivo mental, de um infeliz encontro com alguém que nos causou lamentável e triste impressão, não aconteceu por algum motivo que justificasse ou pelo menos explicasse o momentâneo desequilíbrio dessa criatura, que poderia estar fora de seu estado natural, por um fato muito grave com ele acontecido?
O irmão do qual guardamos essas impressões negativas, pode ser em seu proceder natural, um indivíduo respeitoso, responsável, educado e que, provavelmente, se voltássemos a ter outro encontro com ele, as tais primeiras impressões seriam esquecidas e, ficaríamos, certamente, com outro juízo dessa criatura, o que vem provar que cada caso é um caso, e não podem ser todos enquadrados por um julgamento precipitado e alicerçado no achismo injustificável e inoportuno.
Completamente fora de sentido será toda e qualquer expressão que leve os indivíduos a desenvolver um falso sentimento de negatividade em relação ao seu próximo, porque sabemos que a palavra é princípio de luz ou de treva e seremos responsabilizados pelas consequências de tudo o que divulgarmos do nosso semelhante.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”. (Efésios 4:29)
Sabemos que não somos Seres perfeitos e, dessa forma, já temos consciência de que somos portadores de luz e treva em nosso mundo íntimo, onde a parte inferior sobrepuja a nossa construção positiva de forma incontestável. Assim, é medida inteligente do discípulo sincero do Mestre de Nazaré, ouvir e seguir os ensinamentos de seus inúmeros emissários para evitar cometer enganos.
“Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.
Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente”. (2)
Encontramos no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo o roteiro mais seguro para alcançarmos, de fato, a nossa liberdade através da verdade ensinada por Jesus, conforme segue abaixo:
“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles. Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos”. (3)
Que o Senhor nos inspire, guie e guarde em seu pleno e abundante amor.
Referências Bibliográficas:
(1) Paulo: Carta aos Efésios, 4:29;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Pelo Espírito André Luiz. Livro: O Espírito de verdade, Cap. 43;
(3) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. 112ª edição, cap. XIII, item 9.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de março de 2019

Aquisição da Consciência


No momento da conscientização, isto é, no instante a partir do qual consegues discernir com acerto, usando como parâmetro o equilíbrio, alcanças o ponto elevado na condição de ser humano.
Efeito natural do processo evolutivo, essa conquista te permitirá avaliar fatores profundos como bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a irresponsabilidade, a honra e o desar, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem.
Trabalhando dados não palpáveis, saberás selecionar os fenômenos existenciais e as ocorrências, tornando tuas diretrizes de segurança aquelas que proporcionam bem-estar, harmonia, progresso moral, tranquilidade.
Essa consciência não é de natureza intelectual, atividade dos mecanismos cerebrais. É a força que os propele, porque nascidas nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de ações.
Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras de conhecimentos acadêmicos.
Se analisarmos a conduta de um especialista em problemas respiratórios, que conhece intelectualmente os danos provocados pelo tabagismo, pelo alcoolismo e por outras drogas aditivas, e que, apesar disso, usa, ele próprio, qualquer um desses flagelos, eis que ainda não logrou a conquista da consciência. Os seus dados culturais são frágeis de tal forma, que não dispõem de valor para fomentar uma conduta saudável.
Por extensão, a pessoa que se permite o crime do aborto, sob falsos argumentos legais ou de direitos que se faculta, assim como todos aqueles que o estimulam ou o executam, incidem na mesma ausência de consciência, comportando-se sob a ação do instinto e, às vezes, da astúcia, da acomodação, mascaradas de inteligência.
Outros indivíduos, não obstante sem conhecimento intelectual, possuem lucidez para agir diante dos desafios da existência, elegendo o comportamento não agressivo e digno, mesmo que a contributo de sacrifício.
A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objetivam o bem do próximo, por consequência, o próprio bem.
O esforço para adquirir hábitos saudáveis conduz à conscientização dos deveres e às responsabilidades pertinentes à vida.
Herdeiro de si mesmo, das experiências transatas, o ser evolui por etapas, adquirindo novos recursos, corrigindo erros anteriores, somando conquistas.
Jamais retrocede nesse processo, mesmo quando, aparentemente, reencarna dentro das paredes de enfermidades limitadoras, que bloqueiam o corpo, a mente ou a emoção, gerando tormentos.
Os logros evolutivos permanecem adormecidos para futuros cometimentos, quando assomarão, lúcidos.
A aquisição da consciência é desafio da vida, que merece exame, consideração e trabalho.
A tua existência terrena pode ser considerada uma empresa que deves dirigir de forma segura, a mais cuidadosa possível.
Terás que trabalhar dados concretos e outros mais abstratos, na área da programação das atividades, a fim de conseguires êxito. Todo empenho e devotamento se transformarão em mecanismos de lucro, a que sempre poderás recorrer durante as situações difíceis.
Algumas breves regras ajudar-te-ão no desempenho do empreendimento,
tais: - administra os teus conflitos. O conflito psicológico é inerente à natureza humana e todos o sofrem;
- evita eleger homens-modelos para seguires. Eles também são vulneráveis às injunções que experimentas e, às vezes, comprometem-se, o que, de maneira alguma deve constituir desestímulo;
- concede-te maior dose de confiança nos teus valores, honrando- te com o esforço para melhorar sempre e sem desânimo.
Se erras, repete a ação, e se acertas, segue adiante;
- não te evadas ao enfrentamento de problemas usando expedientes falsos, comprometedores, que te surpreenderão mais tarde com dependências infelizes;
- reage à depressão, trabalhando sem auto piedade nem acomodação preguiçosa;
- tem em mente que os teus não são os piores problemas, eles pesam o volume que lhes emprestas;
- libera-te da queixa pessimista e medita mais nas fórmulas para perseverar e produzir;
- nunca cedas espaço à hora vazia, que se preenche de tédio, mal-estar ou perturbação;
- o que faças, faze-o bem, com dedicação; lembra-te que és humano e o processo de conscientização é lento, que adquirirás segurança e lucidez através da ação contínua.
Interessado em decifrar os enigmas do comportamento humano, Allan Kardec indagou aos benfeitores e guias da Humanidade, conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”, na questão número 621:
– Onde está escrita a lei de Deus ?
– Na consciência. - Responderam com sabedoria.
A consciência é o estágio elevado que deves adquirir, a fim de seguires no rumo da angelitude.

Livro: Momentos de Consciência
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

sexta-feira, 22 de março de 2019

Trabalhar e Servir


Em favor de todos, Jesus Cristo, o Supremo Comandante das Hostes do Bem, promove e promoverá sempre o socorro adequado, nas condições precisas; entretanto, a fim de compreendermos nossas próprias dificuldades, recordemos que, no grupo constituído por ele mesmo, Jesus, nos primeiros dias do Evangelho, conquanto a equipe se erigisse tão somente com doze companheiros, não faltaram problemas e desarmonias, negações e deserções.
Reflitamos nisso e, aceitando as nossas responsabilidades de trabalhar e servir, estejamos com o Divino Mestre, nas provas e aflições da frente, seguindo para a frente.
Livro: Mãos Unidas
Chico Xavcier/Emmanuel

ASPIRAÇÕES E TRABALHO

Todos nós aspiramos conseguir determinada realização em determinados ideais, mas todos necessitamos complementar qualidades para as aquisições de demandados.

Querias um casamento perfeito e a Divina Providência te concedeu um matrimônio em que te aperfeiçoes.
Considerando que não somos seres angélicos e sim criaturas humanas, recebeste uma esposa ou vice-versa para um encontro feliz, entendendo-se, porém, que esse encontro não exclui o aprendizado da abnegação, através da solidariedade recíproca.

Desejavas filhos queridos que te concretizassem os sonhos e a vida te entregou filhos amados que te ofertam os mais altos testemunhos de ternura, entretanto, ei-los que exigem de ti sacrifício e renúncia a fim de que se façam educados e felizes.

Sonhavas com certos empreendimentos, em matéria de arte e cultura, indústria e administração e atraíste semelhantes encargos, no entanto, qualquer deles te angaria o êxito com vantagens compensadoras, se te entregares, sinceramente, à disciplina e à responsabilidade.

Esperavas amigos, em cujos ombros te apoiasses para viver e esses amigos apareceram, porém, a fim de conservá-los, será preciso aceitá-los tais quais são, com o dever de compreendê-los e auxiliá-los tanto quanto aguardas de cada um deles entendimento e cooperação, nas áreas do apoio mútuo.

Efetivamente queremos essa ou aquela premiação da vida, mas não nos esqueçamos de que a vida nos pede a retribuição de todos os valores que venhamos a conquistar com o trabalho na edificação do bem, de vez que também no campo da alma para receber é preciso dar, porquanto, em qualquer setor da existência, daquilo que se planta é que será justo colher.

Livro: Convivência
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 19 de março de 2019

O divino instrumento de progresso!

Nem sempre nos damos conta da importância do corpo carnal, como sendo o mais extraordinário equipamento de ação que Deus, a Sabedoria Suprema do Universo, concedeu a todos os seus filhos para a conquista das sublimes virtudes que são as recompensas do desenvolvimento e da correta utilização dos dons que trazemos ínsitos em nosso mundo íntimo.
Como peregrino na estrada infinita do progresso, cabe ao indivíduo utilizá-lo com equilíbrio, cuidando de seu veículo físico com a atenção que lhe permita tirar todo o proveito possível para as pequenas, mas importantes missões que assumimos conscientemente, quando ainda estávamos no mundo espiritual, com as quais nos comprometemos consoante a necessidade de harmonização com as Leis Divinas, o que nos eleva ou complica o estado de consciência.
“Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa.
Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.” (Jorge, Espírito Protetor, Paris, 1863) (1)
Assim como em nossa sociedade, para nosso crescimento e elevação precisamos de boa vontade, preparo e dedicação para a conquista dos valores materiais que nos facultem tranquilidade e bem estar na vida, cada espírito reencarnado na Terra precisará do veículo carnal que lhe seja, particularmente, adequado à luta imprescindível de crescer e progredir intelectual, moral e espiritualmente.
Se entre os homens não se confiará determinadas tarefas ao indivíduo incapacitado ou irresponsável, nem se colocará nada valioso da coletividade sob a responsabilidade do delinquente, nem se concederá a tarefa de redação ao analfabeto, assim também acontece com todo indivíduo reencarnado, cada Alma contará na reencarnação com o veículo físico apropriado e portador dos recursos que lhe serão imprescindíveis às lutas que precisará empreender.
Urge a cada indivíduo conservar o corpo físico, como sendo o uniforme de trabalho, a vestimenta mais apropriada para as mais diversas experiências que a vida lhe oferecerá, para consertar os erros e refazer os equívocos do passado equivocado na construção de um luminoso porvir.
Embora muitas vezes portador de graves anomalias, deformações, ou enfermidades, o corpo é uma bênção de Deus a nosso favor, no serviço de burilamento imprescindível para todos nós Espíritos Imortais, cabendo-nos aprender utilizá-lo dignamente, “vivendo no mundo sem ser do mundo”, conforme ensinamento do Cristo.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap. XVII, item 11.
Francisco Rebouças

ESPERANÇA CONSTANTE

Emmanuel
O pessimismo é uma espécie de taxa pesada e desnecessária sobre o zelo que a responsabilidade 
nos impõe, induzindo-nos à aflição inútil.
Atenção, sim.
Derrotismo, não.
Para que nos livremos de semelhante flagelo, no campo íntimo, é aconselhável desfixar o pensamento, muitas vezes, colado a detalhes ainda sombrios da estrada evolutiva.
Para que sustente desperto o entendimento, quanto à essa verdade, recordemos as bênçãos que excedem largamente às nossas pequenas e transitórias dificuldades.
É inegável que o materialismo passou a dominar muita gente, perante o avanço tecnológico da atualidade terrestre: contudo existem admiráveis multidões de criaturas, em cujos corações a fé se irradia por facho resplendente, iluminando a construção do mundo novo.
As enfermidades ainda apresentam quadros tristes nos agrupamentos humanos; no entanto, é justo considerar que a ciência já liquidou várias moléstias, dantes julgadas irreversíveis, anulando-lhes o perigo com a imunização e com as providências adequadas.
Destacam-se muitos empreiteiros da guerra, tumultuando coletividades; todavia, os obreiros da paz se movimentam em todas as direções.
Muitos lares se desorganizam; mas outros muitos se sustentam consolidados no equilíbrio e na educação, mantendo a segurança entre os homens.
Grande número de mulheres se ausentam da maternidade; entretanto, legiões de irmãs abnegadas se revelam fiéis ao mais elevado trabalho feminino no Planeta, guardando-se na condição de mães admiráveis no devotamento ao grupo doméstico.
Os processos de violência aumentam, quase que em toda parte; ampliam-se, porém, as frentes de amor ao próximo que os extinguem.
Anotando as tribulações que se desdobram no Plano Fiasco, não digas que o mundo está perdido.
Enumera as bênçãos de Deus que enxameiam, em torno de ti.
E se atravessas regiões de trevas, que se te afiguram túneis de sofrimento e desolação, nos quais centenas ou milhares de pessoas perderam a noção da luz, é natural que não consigas transformar-te num sol que flameje no caminho para todos, mas podes claramente acender um fósforo de esperança.

Livro: Atenção
Chico Xavier/Diversos Espíritos

Francisco Rebouças

domingo, 17 de março de 2019

NOIVO INESQUECÍVE

Narcisa Amália
Bernardone tomara o traje que o vestia...
E Francisco a seguir em roupa de estamenha,
Roga, de casa em casa, o amparo que o mantenha,
Nas ruínas do templo em que se refugia!...

Um punhado de trigo, uns pedaços de lenha,
Restos de queijo e pão de uma pastelaria...
Aproxima-se a noite... A chuva é rala e fria...
De longe, vê o pai que o evita e desdenha...

Mais tarde, extenuado, atinge a estreita furna
Dorme na pedra lisa, ouvindo a voz soturna
De lobos a ganir, trinchando alguma presa!...

No outro dia, da estrada indagam jovens belas:
- Quem é aquele moço? E responde uma delas:
- É Francisco de Assis, o Noivo da Pobreza!...

Livro: Moradias de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sábado, 16 de março de 2019

Na tarefa da Mediunidade


“Importante lembrar aos dirigentes de grupos mediúnicos, que eles devem combater sem tréguas o “vedetismo, o estrelismo” e todos os ismos, de qualquer médium que assim se comportar, na defesa do bom andamento das tarefas da mediunidade.
Notamos ser muito frequente em grupos mediúnicos, o destaque inconveniente a determinado indivíduo, em razão de alguma orientação recebida pela equipe, trazida ao conhecimento do grupo através de sua mediunidade pelo orientador espiritual do grupo, representadas por mensagens de esclarecimento e diretrizes gerais na realização de um melhor trabalho mediúnico com Jesus.
Urge entender que, o bom senso, a simplicidade e da modéstia não podem ser superadas em tarefas dessa amplitude.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 15 de março de 2019

Doutrina Espírita

— Nascemos, vivemos no corpo e perdemos a indu­mentária, retornando ao palco das mesmas lutas, vezes inúmeras, sem conseguirmos melhorar as condições es­pirituais, repetindo a «roda das paixões» escravizantes em que nos comprazemos. Muitos, em incontável nú­mero, entramos na carne e dela saímos sem nos aper­cebermos do fenômeno, aferrados às vibrações mais pri­márias da vida. Todos sonhamos com os Céus, sim. Ra­ros, todavia, estamos construindo as asas da evolução com os materiais da iluminação íntima, nas linhas severas do trabalho fraterno, da renúncia, da caridade e do perdão. Semeamos pouca luz e colhemos aflições da­nosas; por essa razão, nossa arca de esperança perma­nece vazia de alento.

Livro: Nos bastidores da Obsessão
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda – Cap. 5


quinta-feira, 14 de março de 2019

Perispírito


“O perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo o faz do homem. Porém, o perispírito, só por só, não é o Espírito, do mesmo modo que só o corpo não constitui o homem, porquanto o perispírito não pensa. Ele é para o Espírito o que o corpo é para o homem: o agente ou instrumento de sua ação.”
Livro dos Médiuns – 2ª parte, Cap. I


Francisco Rebouças

terça-feira, 12 de março de 2019

Amar é a fórmula da felicidade!


Filhos, repitamos: Auxiliar aos outros é a forma de auxiliar-nos; desculpar é exonerarnos do desequilíbrio que porventura ainda nos assinala o coração; suportando com paciência, seremos tolerados com a grandeza daqueles que nos supervisionam a jornada; amar e esquecer-nos é o processo de sermos lembrados nos suprimentos da Vida Superior e sempre mais amados para sermos, um dia, o Amor de Cristo que nos convidou à felicidade suprema, asseverando convincente: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Livro: Benção de Amor
Chico Xavier/Bezerra de Menezes

Francisco Rebouças

segunda-feira, 11 de março de 2019

Trabalhar e servir...


Se te interessas realmente pelo própria renovação, à luz do Evangelho, anota o momento que voa e não menosprezes o ensejo sublime de ser mais útil.
Recorda que a ociosidade mental é antiga serpente sedutora, asfixiando-nos a vida e somente em lhe olvidando o veneno suave e mortífero, trabalhando e servindo sempre, é que conseguiremos assimilar o ideal da perfeição com Jesus, nosso Mestre e Senhor.
Livro: Construção do Amor – Cap. 07
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

sábado, 9 de março de 2019

Os nossos compromissos de aperfeiçoamento

Indispensável saber aproveitar as oportunidades que chegam ao caminho da redenção que estamos percorrendo, seguindo os ditames das Sagradas Leis Universais. Não devemos negligenciar os compromissos assumidos quando da elaboração das propostas para a nossa atual reencarnação, que tem por objetivo, justamente, oferecer oportunidades para o nosso progresso e aperfeiçoamento conforme segue abaixo:
132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar a perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.” (1)
Torna-se imprescindível entender que os nossos compromissos são de nossa inteira responsabilidade e não é justo jogar nos ombros dos outros o trabalho que cabe a nós realizar, em nosso próprio benefício, embora saibamos que a Providência Divina nos concederá todo o apoio e recursos que precisarmos para construir nossa própria ascensão intelectual, moral e espiritual.
“O processo de transferência de responsabilidade vigentes entre os encarnados, lentamente, está sendo aplicado na Seara Espírita pela invigilância dos companheiros residentes na organização física. 
Considerando os Instrutores Espirituais amigos devotados e incondicionais como realmente o são, para estes pretendem relegar, por ignorância doutrinária, as tarefas e realizações que lhes dizem respeito, justificando tal conduta com as referências de amor. 
Amor para aqueles que assim pensam e agem significa servidão; e justiça, para eles, passa a ser conivência com os seus erros. 
Convidados à fidelidade aos postulados de fé que afirmam abraçar, mediante o testemunho pelo sofrimento gritam pelos Amigos Espirituais, rogando libertação das dores. 
Diante de problemas que a serenidade e o discernimento podem solucionar, exoram aos Benfeitores Desencarnados, a fim de que afastem o fardo. 
Incompreendidos nas atividades a que se dizem afervorados e fiéis, clamam pelos Espíritos Amorosos exigindo seja comprovada sua inocência. 
Enfrentando dificuldades no lar, solicitam aos Inspiradores Espirituais que atendam a família, amenizando-os das provas domésticas. 
Empreguismo, melhoria de “sorte”, afetos, posições de destaque são partes essenciais dos seus requerimentos aos Espíritos Superiores, no sentido de receberem no Mundo Maior tais concessões, sem qualquer esforço apreciável. 
E quando enfrentam o portal da vida verdadeira, após a desencarnação, exigem a presença dos Espíritos Felizes para os conduzirem às Excelsas Mercês…” (2)
Usemos de inteligência seguindo o sábio ensinamento do Mestre dos Mestres quando nos alerta para que vigiemos e oremos para que as tentações que ainda se escondem em nosso mundo íntimo não encontrem atrativos que nos levem a cometer excessos de qualquer natureza, pois, o equilíbrio de nossas ações deve ser a meta a que devemos dedicar todas as forças de nossa Alma.
Importante observar quantas vezes podemos ser úteis a nós mesmos e ao nosso irmão de caminhada, e, como um Bom Trabalhador, realizemos com boa vontade e responsabilidade as pequenas lições de amor e caridade que o dia nos ofertar.
Precisamos construir desde já, em nosso caminho, as benfeitorias com as quais nosso Espírito Imortal se beneficiará quando formos convocados a regressar desta viagem de aprimoramento em que ora nos encontramos.
Urge caminhamos com equilíbrio e segurança, para que nossa chegada de volta seja realizada com tranquilidade, paz e alegria de quem tem a certeza do dever bem realizado.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição;
(2) FRANCO, DIVALDO PEREIRA. Espírito Joanna de Ângelis. Livro: Espírito e Vida – Cap. 6.
Francisco Rebouças

quinta-feira, 7 de março de 2019

AFIRMAÇÕES

Afirmação que interessa
Tanto ao fraco quanto ao forte:
Quem açambarca a fortuna,
Desconhece a lei da morte.

A bica do maldizente
Que vive de reprovar;
É igual à boca da noite,
Que ninguém pode fechar.

03 de outubro de 1995.

Livro: Alma do ovo
Chico Xavier/Cornélio Pires

Francisco Rebouças

domingo, 3 de março de 2019

É bom pensar nisso

Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.

Ações e reações caracterizam-nos a marcha.

É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. 

Nossa conduta é um livro aberto.

Livro: Momento
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 2 de março de 2019

ESPERANÇA SEMPRE

Ninguém sem esperança. Ninguém sem Deus.
Contempla o Céu, nos dias em que a sombra te invada o coração, e pensa na inalterabilidade do Amor Infinito que verte do Criador para todas as criaturas.

O mesmo Sol que te aquece e nutre é aquele mesmo Sol que nutriu e aqueceu bilhões de criaturas, na Terra, no curso dos séculos incessantes..
Quase todas as estrelas que hoje se te descerram aos olhos são as mesmas que acompanharam os homens, na queda e no levantamento de civilizações numerosas.
Reflete nisso e não te deixes arrasar pelas aflições transitórias que te visitam com fins regenerativos ou edificantes.

É provável que tribulações diversas te sigam no encalço.
Aguentas incompreensões e dificuldades em conta própria; toleras lutas e problemas que não criaste; carregas compromissos e constrangimentos, a fim de auxiliar aos entes queridos; ou erraste, talvez, e sofres as conseqüências das próprias culpas.
Não importa, entretanto, o problema, embora sempre nos pesem as responsabilidades assumidas, quaisquer que sejam. Desliga-te, porém, de pessimismo e desânimo, recordando que a vida, ¾ mesmo na vida que desfrutas, ¾ em suas origens profundas, não é obra de tuas mãos.
O poder que te dotou de movimento, que te desenvolveu as percepções, que te induziu ao impulso irresistível do amor e que te acendeu no pensamento à luz do raciocínio, guarda recursos suficientes para retificar-te, suplementar-te as energias, amparar-te na solução de quaisquer empresas difíceis ou reaver-te de qualquer precipício, onde hajas caído, em desfavor de ti mesmo. Esse mesmo poder da vida que regenera o verme contundido e reajusta as árvores podadas nunca te relegaria à sombra da indiferença. Entretanto, para que lhe assimiles o apoio plenamente, é imperioso te integres no sistema do trabalho no bem de todos, sem te renderes à inutilidade ou à deserção.

Livro: Mãos Unidas
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças