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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Escrever um artigo para falar de doutrina espírita, requer pelo menos cuidado e bom senso!


Existe no meio espírita, um número acentuado de criaturas que se esmeraram em divulgar ideias, conceitos, opiniões, fundamentados exclusivamente nos achismos e modismos contidos e espalhados pelos diversos veículos da mídia.

Poucos são aqueles que se preocupam em verificar a validade e exatidão dessas informações que divulgam. Muitos desses assuntos se tornam motivos de discussões e polêmicas que geram em muitos casos até mesmo intolerância, falta de respeito e agressividade dos contendores prós e contra em defesa de suas conclusões sobre esses assuntos.

Dentre aqueles que se dispões a pesquisar os referidos temas com a seriedade que o assunto requer, alguns há que sofrem verdadeiro ataque pessoal daqueles que se sentem prejudicados pelos argumentos indiscutíveis, levantados nas pesquisa que empreendem na codificação espírita e nas obras de reconhecido valor doutrinário, que jogam por água abaixo os frágeis e equivocadas argumentos utópicos sem fundamento defendidos pelos que até então se auto intitulam  conhecedores da doutrina”.

Entre vários outros temas podemos destacar: “O Espírito de Verdade, Chico é ou não Kardec, O Espiritismo é ou não uma religião” e por aí vai. Os que pregam sem conhecimento que representam a maioria absoluta se sente completamente apavorada, sem saber que atitude tomar, diante dos sólidos argumentos que jogam por terra suas infundadas teses defendidas e divulgadas por eles há muitos anos e que de uma hora para outra desaparecem diante de uma realidade irrefutável dos fatos pesquisados pelos estudiosos sérios desses temas.

Sabem que influenciaram muitos e muitos de seus seguidores que os têm como verdadeiros mitos, e que não podem por isso mesmo simplesmente desdizer-se porque estariam definitivamente desmoralizados, fora da evidência que ostentam em nosso movimento espírita, daí se apegarem uns aos outros para se apoiarem mutuamente e pelo menos por enquanto, manterem seus status, fingindo não saberem que estão equivocados.

Valem-se da desculpa de que foram amigos íntimos de Chico Xavier, que desfrutam da convivência com Divaldo Franco, que são amigos de Raul Teixeira etc., tentando passar a ideia de que ser amigo de alguém famoso em um assunto qualquer, fizesse alguém ter os conhecimentos e as qualidades daquele que já desenvolveu em si essas virtudes, como se ser amigo do professor dispensasse alguém de estudar sua matéria.

Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras.
Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida, ... Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia... Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.  (1)

Diante de argumentos irrefutáveis dos verdadeiros estudiosos pesquisadores da doutrina espírita, se fazem inimigos ferozes declarando guerra à quantos se atrevam cruzar seus caminhos, para desmascara-los diante de seus cegos seguidores que os têm como autoridade em espiritismo.  

Assim é que continuam a divulgar suas teses infelizes, publicando livros, divulgando vídeos etc., fazendo tudo como se estivessem alicerçados pela codificação espírita de Allan Kardec, alardeando pelos quatro cantos da Terra que são espíritas estudiosos, e conhecedores dos postulados de nossa doutrina, mas na verdade são apenas espiritualistas.

Toda a gente admira a moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as consequências. A razão está, por muito, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que, para o maior número dos seus leitores, é ininteligível. A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever, como leem as preces, sem as entender, isto é, sem proveito. Passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível, então, apanhar-se-lhes o conjunto e tomá-los para objeto de leitura e meditações especiais.” (2)

Como alguém que se dedica ao estudo de nossa doutrina sem se achar conhecedor e sim um aprendiz, posso dizer com toda sinceridade, é preciso que sigamos a instrução do espírito Erasto contido no item 230 do Livro dos Médiuns, conforme segue.

"Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.” (3)

Graças a Deus, com a ajuda de valorosos trabalhadores da Seara espírita, encarnados e desencarnados, temos tido a oportunidade de vislumbrar uma série de livros, artigos, palestras seminários etc., de pesquisadores sérios, decididos a trazer ao conhecimento dos que desejarem a verdadeira interpretação espírita para esses temas polêmicos, absurdamente divulgados de forma irresponsável, pelos "fanáticos entendidos" da doutrina espírita.

Cuidado com o que você lê na internet procure primeiramente saber quem é que está por trás de determinados artigos de interesse bem diferente do verdadeiro esclarecimento doutrinário exigido pelo espírita consciente e empenhado na divulgação correta da doutrina espírita.

Bibliografia:
1 - Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos – Introdução I.
2 - Kardec, Allan - Idem, Idem.
3-  Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns – Cap. XX, item 230.

Francisco Rebouças