Existe
no meio espírita, um número acentuado de criaturas que se esmeraram em divulgar
ideias, conceitos, opiniões, fundamentados exclusivamente nos achismos e
modismos contidos e espalhados pelos diversos veículos da mídia.
Poucos
são aqueles que se preocupam em verificar a validade e exatidão dessas
informações que divulgam. Muitos desses assuntos se tornam motivos de
discussões e polêmicas que geram em muitos casos até mesmo intolerância, falta
de respeito e agressividade dos contendores prós e contra em defesa de suas
conclusões sobre esses assuntos.
Dentre
aqueles que se dispões a pesquisar os referidos temas com a seriedade que o
assunto requer, alguns há que sofrem verdadeiro
ataque pessoal daqueles que se sentem prejudicados pelos argumentos
indiscutíveis, levantados nas pesquisa que empreendem na codificação espírita e
nas obras de reconhecido valor doutrinário, que jogam por água abaixo os
frágeis e equivocadas argumentos utópicos
sem fundamento defendidos pelos que até então se auto intitulam “conhecedores
da doutrina”.
Entre
vários outros temas podemos destacar: “O Espírito de Verdade, Chico é ou não Kardec,
O Espiritismo é ou não uma religião” e por aí vai. Os que pregam sem
conhecimento que representam a maioria
absoluta se sente completamente apavorada, sem saber que atitude tomar, diante
dos sólidos argumentos que jogam por terra suas infundadas teses defendidas e
divulgadas por eles há muitos anos e que de uma hora para outra desaparecem diante de uma realidade irrefutável dos fatos pesquisados pelos estudiosos sérios desses temas.
Sabem
que influenciaram muitos e muitos de seus seguidores que os têm como
verdadeiros mitos, e que não podem por isso mesmo simplesmente desdizer-se porque estariam definitivamente
desmoralizados, fora da evidência que ostentam em nosso movimento espírita, daí se apegarem uns aos outros para se apoiarem mutuamente e pelo menos por enquanto, manterem seus status, fingindo não saberem que estão equivocados.
Valem-se
da desculpa de que foram amigos íntimos de Chico Xavier, que desfrutam da
convivência com Divaldo Franco, que são amigos de Raul Teixeira etc., tentando
passar a ideia de que ser amigo de alguém famoso em um assunto qualquer, fizesse
alguém ter os conhecimentos e as qualidades daquele que já desenvolveu em si
essas virtudes, como se ser amigo do professor dispensasse alguém de estudar
sua matéria.
“Para se designarem
coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem,
para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras.
Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm
acepção bem definida, ... Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos
Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia... Os adeptos
do Espiritismo serão os espíritas,
ou, se quiserem, os espiritistas.” (1)
Diante
de argumentos irrefutáveis dos verdadeiros estudiosos pesquisadores da doutrina
espírita, se fazem inimigos ferozes declarando guerra à quantos se atrevam
cruzar seus caminhos, para desmascara-los diante de seus cegos seguidores que
os têm como autoridade em espiritismo.
Assim
é que continuam a divulgar suas teses infelizes, publicando livros, divulgando
vídeos etc., fazendo tudo como se estivessem alicerçados pela codificação
espírita de Allan Kardec, alardeando pelos quatro cantos da Terra que são
espíritas estudiosos, e conhecedores dos postulados de nossa doutrina, mas na
verdade são apenas espiritualistas.
“Toda a gente admira a
moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por
fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se
tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos
ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as consequências. A razão
está, por muito, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que,
para o maior número dos seus leitores, é ininteligível. A forma alegórica e o
intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo
de consciência e por dever, como leem as preces, sem as entender, isto é, sem
proveito. Passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e
ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível, então, apanhar-se-lhes o
conjunto e tomá-los para objeto de leitura e meditações especiais.” (2)
Como alguém que
se dedica ao estudo de nossa doutrina sem se achar conhecedor e sim um aprendiz,
posso dizer com toda sinceridade, é preciso que sigamos a instrução do espírito
Erasto contido no item 230 do Livro dos
Médiuns, conforme segue.
"Na dúvida,
abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o
que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova
venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo
crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom
senso reprovarem. Melhor é repelir dez
verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.
Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria
ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça,
ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são
demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma
demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.” (3)
Graças a Deus,
com a ajuda de valorosos trabalhadores da Seara espírita, encarnados e
desencarnados, temos tido a oportunidade de vislumbrar uma série de livros,
artigos, palestras seminários etc., de pesquisadores
sérios, decididos a trazer ao conhecimento dos que desejarem a verdadeira
interpretação espírita para esses temas polêmicos, absurdamente divulgados de
forma irresponsável, pelos "fanáticos
entendidos" da doutrina espírita.
Cuidado com o que
você lê na internet procure primeiramente saber quem é que está por trás de
determinados artigos de interesse bem diferente do verdadeiro esclarecimento
doutrinário exigido pelo espírita consciente e empenhado na divulgação correta
da doutrina espírita.
Bibliografia:
1 - Kardec, Allan
- O Livro dos Espíritos – Introdução I.
2 - Kardec, Allan
- Idem, Idem.
3- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns – Cap.
XX, item 230.
Francisco
Rebouças
