“Títulos
de fé não constituem meras palavras, acobertando-nos deficiências e fraquezas.
Expressam deveres de melhoria a que não nos
será lícito fugir, sem agravo de obrigações.
Em nossos círculos de trabalho,
desse modo, não nos bastará o ato de crer e convencer.
Ninguém é
realmente espírita à altura desse nome,
tão-só porque haja conseguido a cura de uma escabiose renitente, com o amparo
de entidades amigas, e se decida, por isso, a aceitar a intervenção do
Além-Túmulo na sua existência; e ninguém é médium, na elevada conceituação
de termo, somente porque se faça órgão de
comunicação entre criaturas visíveis e invisíveis.
Para conquistar a posição de
trabalho a que nos destinamos, de conformidade com os princípios superiores
que nos enaltecem o roteiro, é necessário concretizar-lhes
a essência em nossa estrada, por intermédio do testemunho de nossa conversão
ao amor santificante.
Não bastará, portanto, meditar a grandeza de nosso idealismo superior. É preciso substancializar-lhe a excelsitude em nossas manifestações
de cada dia.”
Livro:
Nos Domínios da Mediunidade – Cap. XIII
Chico
Xavier/André Luiz
Francisco Rebouças
