Entrevista ao
jornal Diário da Manhã, de
Goiânia, registrada na obra Chico Xavier, o
Mineiro do Século, autoria de Luciano
Napoleão da Costa Silva, ele, categoricamente, desmente ter sido Allan
Kardec:
DM – Muitos
espíritas dizem que existe uma pergunta que, se fizer, você fica nervoso.
Chico – Pode
fazer.
DM – Muitos
espíritas afirmam que Francisco Cândido Xavier é a reencarnação de Allan
Kardec.
Chico – Não,
não sou. Não fico brabo, porque digo isso com serenidade.
Consulto a
minha via psicológica, as minhas tendências. Tudo aquilo que tenho dentro do
meu coração é eu. Não tenho nenhuma semelhança com aquele homem corajoso e
forte que, em doze anos, deixou dezoito livros maravilhosos.
Acho que o
exemplo de trabalho dele é tão grande que devia comover mesmo os não-espíritas,
porque os doze volumes da Revista Espírita foram todos escritos por ele, fora
os livros clássicos do espiritismo. De maneira que ele exerce realmente sobre
mim uma influência muito grande. Não por ele, porque não o conheci, mas pelas ideias
que deixou gravadas. Acho extraordinário como um homem trabalha tanto, durante
dezesseis anos, pois ele começou em 1853, mas desencarnou em 1869, e deixou
esta bagagem imensa que a cada dia fica mais atual. É interessante: a cada dia
é mais atual. A verdade é como o diamante: não quebra.
UEM - União Espírita Mineira – Chico Xavier, Mandato de Amor, p. 71.
Francisco Rebouças