Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Estudando a mediunidade


3. De que modo a faculdade se manifesta?
Explodindo com relativa violência em determinados indivíduos, graças a cuja manifestação surgem perturbações de vária ordem, noutros aparece sutilmente, favorecendo a penetração em mais amplas faixas vibratórias, aquelas de onde se procede antes do corpo e para cujo círculo se retorna depois do desgaste carnal.

(MOMENTOS DE CONSCIÊNCIA, Cap. 19, Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco - LEAL)


Francisco Rebouças

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Estudando a doutrina espírita


237–Existe diferença entre doutrinar e evangelizar?

-Há grande diversidade entre ambas as tarefas. Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento, na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo. Por estes motivos, o doutrinador, muitas vezes não e senão o canal dos ensinamentos, mas os sinceros evangelizados serão sempre o reservatório da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem, sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo.
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Busquemos a eternidade

“... ainda que o homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova dia a dia.” Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 4:16.)

Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.
Busquemos a Eternidade.
Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos da consciência.
A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.
Juventude não é um estado da carne.
Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas.
Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.
O espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.
Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.
Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha ascensional para a Grande Luz.
Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

O PREVISTO ACONTECEU...


Alguém procura-o em prantos, porque fora vítima de uma male­dicência, da vingança de um adversário e cita-lhe o nome... E o caríssimo Médium, estuário de infinidades de problemas, de queixas, de anseios os mais extravagantes, sofre e chora para, daí a instante, prelecionar:
— Perdoe, minha irmã, seu ofensor. Procure ter dó, comise­ração de seu adversário, porque daqui a uns quinze dias, ele vai sofrer mais do que você. Vai passar por uma prova tão dolorosa, visto que apenas tem semeado espinhos em sua estrada, que você vai comiserar-se dele e esquecer o mal que lhe fez. Não procure, pois, vingar, revidar o insulto recebido. Deixe que cada um seja vingado por si mesmo, até compreender, com Jesus, o benefício do Perdão e o esquecimento das ofensas..
O previsto aconteceu. O ofensor, 15 dias depois, colheu o que semeara. Sofreu tanto que o povo do lugar em que residia soube e, dele, se comiserou, inclusive nossa irmã a quem tanto fizera mal. E mais uma Lição do Perdão vitoriou os princípios salvadores do Evangelho!

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

domingo, 25 de novembro de 2018

Estudando a mediunidade


2. O afloramento da mediunidade tem época para acontecer?
Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre o indivíduo. Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres humanos.
(MÉDIUNS E MEDIUNIDADES, Cap. 7, Vianna de Carvalho/Divaldo P. Franco - LEAL)

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Reto pensar

Pessoas bem intencionadas acreditam que algumas ações boas lhes bastam para a paz de consciência, no mundo, e a conquista do “reino dos Céus” logo depois.
Entre nada fazer e algo realizar, é sempre melhor o bem produzir. Todavia, a ação generosa, periódica, não é suficiente para equilibrar os valores humanos no campo de batalha da personalidade, em detrimento do ser real em si mesmo.
O homem se torna aquilo que cultiva no pensamento.
A vida mental irregular, geradora de mil conflitos e disparates, não fica anestesiada face à ingerência de alguns atos de solidariedade ou mesmo de beneficência.
O reto pensar é o método único para atingir o reto atuar.
Somente o pensamento bem direcionado, impede que germinem as sementes da perturbação mental geradora dos tormentos que procedem dos vícios ancestrais.
O esforço para insistir no reto pensar preenche os espaços do pensar mal ou não pensar, ambos do agrado da ociosidade e da acomodação.
Mediante o reto pensamento, o homem se descobre também agindo retamente.
*
Inclina tua mente para o mais saudável.
Não te faças fiscal do lixo moral da sociedade, nem te permitas coletar os detritos do pessimismo como da vulgaridade.
De maneira nenhuma censures o teu próximo, especialmente quando este se encontre ausente.
Busca os valores positivos que existem nos outros e aprimora aqueles em ti existentes.
Sê equânime no teu foro íntimo e nas tuas expressões exteriores.
Fala menos e reflexiona mais em torno do amor.
Insiste nas idéias que estimulam a vontade a tornar-se forte quão disciplinada.
Planeja a ascensão e pensa sobre ela, raciocinando a respeito da perda de tempo com as ilusões e futilidades.
Supera o temor de qualquer natureza com a confiança de que nenhum mal de fora poderá fazer-te mal se estiveres bem interiormente, e que somente te sucederá o que venha a contribuir para a tua paz e progresso espiritual.
*
Jesus realizou, na Terra, os mais admiráveis fenômenos de que se tem notícia, e demonstrou a mais elevada qualidade de amor que jamais alguém, no mundo, ofereceu às criaturas. Todavia, o Seu reto pensar foi a causa do Seu reto agir, o que O fez Modelo para ser seguido em todas as épocas.
Livro: Momentos de Meditação
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Chico não é Kardec!!


Entrevista ao jornal Diário da Manhã, de Goiânia, registrada na obra Chico Xavier, o Mineiro do Século, autoria de Luciano Napoleão da Costa Silva, ele, categoricamente, desmente ter sido Allan Kardec:

DM – Muitos espíritas dizem que existe uma pergunta que, se fizer, você fica nervoso.

Chico – Pode fazer.

DM – Muitos espíritas afirmam que Francisco Cândido Xavier é a reencarnação de Allan Kardec.

Chico – Não, não sou. Não fico brabo, porque digo isso com serenidade.
Consulto a minha via psicológica, as minhas tendências. Tudo aquilo que tenho dentro do meu coração é eu. Não tenho nenhuma semelhança com aquele homem corajoso e forte que, em doze anos, deixou dezoito livros maravilhosos.
Acho que o exemplo de trabalho dele é tão grande que devia comover mesmo os não-espíritas, porque os doze volumes da Revista Espírita foram todos escritos por ele, fora os livros clássicos do espiritismo. De maneira que ele exerce realmente sobre mim uma influência muito grande. Não por ele, porque não o conheci, mas pelas ideias que deixou gravadas. Acho extraordinário como um homem trabalha tanto, durante dezesseis anos, pois ele começou em 1853, mas desencarnou em 1869, e deixou esta bagagem imensa que a cada dia fica mais atual. É interessante: a cada dia é mais atual. A verdade é como o diamante: não quebra.

UEM - União Espírita Mineira – Chico Xavier, Mandato de Amor, p. 71.


Francisco Rebouças

sábado, 17 de novembro de 2018

Estudando a Mediunidade


1. Qual a procedência, a origem da Mediunidade?
No complexo  mecanismo  da  consciência  humana,  a paranormalidade desabrocha, alargando horizontes da percepção em torno das realidades profundas do ser e da vida.
A mediunidade, que vige latente no organismo  humano, aprimora-se com o contributo da consciência de responsabilidade e mediante a atenção que o exercício da sua função bem direcionada lhe conceda.
Faculdade da consciência superior ou Espírito imortal, reveste-se dos órgãos físicos que lhe exteriorizam os fenômenos no mundo das manifestações concretas.
(MOMENTOS DE CONSCIÊNCIA, Cap. 19, Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco - LEAL)

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A hora é essa

Ante o mal que o mundo atravessa,
Trabalha meu amigo, por um futuro melhor.
Planta a boa semente,
Para não colher coisa pior.
Mãos à obra com fé, amor e talento,
Porque não basta apenas ter esperança.
Sem trabalho, desafio e sofrimento,
Ninguém pode aguardar fartura ou bonança.
Com tanto campo para arar,
Não temos tempo a perder
Seja homem ou mulher,
Há muita coisa por fazer.
Para uma vida boa nesse mundo,
O bom senso é quem nos diz,
Só trabalho e disciplina em tudo
Para quem deseja realmente ser FELIZ
Francisco Rebouças.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Vida Feliz

LVII

Canaliza bem a tua energia, a fim de que se não converta em presunção e violência.

Podes e deves ser enérgico nunca, porém, agressivo.

É justo que te sintas jubiloso com os teus recursos, todavia, não te tornes jactancioso.

Quando a tentação do revide perturbar-te o discernimento, reage e atua com severidade, entretanto sem exagero.

A força que edifica, também derruba.

Os fortes e temperamentais terminam os dias com os nervos em frangalhos e a sós...

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo L.E.

559. Também desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos?
“Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?” (540) 

560. Tem atribuições especiais cada Espírito?
“Todos temos que habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente ao que se efetua em todos os pontos do Universo. Mas, como diz o Eclesiastes, há tempo para tudo. Assim, tal Espírito cumpre hoje neste mundo o seu destino, tal outro cumprirá ou já cumpriu o seu, em época diversa, na terra, na água, no ar, etc.”

561. São permanentes para cada um e estão nas atribuições exclusivas de certas classes as funções que os Espíritos desempenham na ordem das coisas?
“Todos têm que percorrer os diferentes graus da escala, para se aperfeiçoarem.
Deus, que é justo, não poderia ter dado a uns a ciência sem trabalho, destinando outros a só a adquirirem com esforço.”
É o que sucede entre os homens, onde ninguém chega ao supremo grau de perfeição numa arte qualquer, sem que tenha adquirido os conhecimentos necessários, praticando os rudimentos dessa arte.

Fonte: Livro dos Espíritos - FEB. 76ª edição.

Francisco Rebouças

domingo, 11 de novembro de 2018

O orgulho


Revista Espírita, maio de 1858
DISSERTAÇÃO MORAL DITADA POR SÃO LUÍS À SENHORITA HERMANCE DUFAUX.
(19 e 26 de janeiro de 1858.) 
Um orgulhoso possuía alguns hectares de boa terra; estava vaidoso com as pesadas espigas que cobriam o seu campo, e não abaixava senão um olhar de desdém sobre o campo estéril do humilde. Este se levantava ao canto do galo, e passava o dia todo curvado sobre o solo ingrato; recolhia pacientemente as pedras, e ia jogá-las à beira do caminho; revolvia profundamente a terra e extirpava, penosamente, os espinheiros que a cobriam. Ora, seus suores fecundaram seu campo e resultou em puro frumento.

No entanto, o joio crescia no campo do soberbo e sufocava o trigo, enquanto o senhor ia se glorificar da sua fecundidade, e olhava com um olhar de piedade os esforços silenciosos do humilde.

Eu vos digo, em verdade, o orgulho é semelhante ao joio que sufoca o bom grão. Aquele dentre vós que se crê mais do que seu irmão, e que se glorifica de si, é insensato; mas é sábio esse que trabalha em si mesmo, como o humilde em seu campo, sem tirar vaidade da sua obra.
II
Houve um homem rico e poderoso que detinha o favor do príncipe; habitava palácios, e numerosos servidores se apressavam sobre os seus passos a fim de prevenirem os seus desejos.

Um dia em que suas matilhas forçavam o cervo nas profundezas de uma floresta, percebeu um pobre lenhador que caminhava penosamente sob um fardo de lenha; chama-o e lhe diz:

- Vil escravo! por que passas em teu caminho sem te inclinares diante de mim? Eu sou igual ao soberano, minha voz decide nos conselhos da paz ou da guerra, e os grandes do reino se curvam diante de mim. Sabe que sou sábio entre os sábios, poderoso entre os poderosos, grande entre os grandes, e a minha elevação é a obra das minhas, mãos.

- Senhor! respondeu o pobre homem, temi que minha humilde saudação fosse uma ofensa para vós. Sou pobre e não tenho senão os meus braços por todo o bem, mas não desejo as vossas enganosas grandezas. Durmo o meu sono, e não temo, como vós, que o prazer do soberano me faça cair em minha obscuridade Ora, o príncipe se cansou do orgulho do soberbo; os grandes humilhados se reergueram sobre ele, que foi precipitado do auge do seu poder, como a folha seca que o vento varre do cume de uma montanha; mas o humilde continua pacificamente seu rude trabalho, sem preocupação com o futuro.
III
Soberbo, humilha-te, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó!

Escuta! Nasceste onde a sorte te colocou; saíste do seio de tua mãe fraco e nu como o último dos homens. De onde vem, pois, que eleves tua fronte mais alta do que teus semelhantes, tu que nasceste, como eles, para a dor e para a morte?

Escuta! Tuas riquezas e tuas grandezas, vaidades do nada, escaparão das tuas mãos quando o grande dia chegar, como as águas inconstantes das torrentes que o sol seca. Não carregarás de tua riqueza senão as tábuas do teu caixão, e os títulos gravados sobre a tua pedra tumular serão palavras vazias de sentido.

Escuta! O cão do coveiro brincará com os teus ossos, e eles serão misturados com os ossos do mendigo, e o teu pó se confundirá com o dele, porque um dia vós ambos não sereis senão pó. Então amaldiçoarás os dons que recebeste vendo o mendigo revestido com a sua glória, e chorarás o teu orgulho.

Humilha-te, soberbo, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó.

Por que, São Luís, nos falas em parábolas? - R. O espírito humano ama o mistério; a lição se grava melhor no coração, quando procurada.

- Pareceria que, hoje, a instrução deva ser dada de um modo mais direto, e sem que haja necessidade da alegoria? - R. Encontrá-la-eis no desenvolvimento. Desejo ser lido, e a moral tem necessidade de estar disfarçada sob o atrativo do prazer.

Fonte: Revista Espírita – Maio/1858.

Francisco Rebouças

sábado, 10 de novembro de 2018

Acreditar e agir desde já!

Quase nunca conseguimos ter uma visão positiva das diversas situações que testemunhamos no dia a dia de nossas experiências sociais, onde o desrespeito é atitude comum, espargindo a desordem e o caos em todos os seguimentos da sociedade hodierna, contando com a passividade e a indiferença das autoridades, que deveriam promover e garantir a ordem e a paz, crer em dias melhores continua ser um desafio que precisamos desenvolver e abrigar em nosso mundo íntimo.
Isso não significa dizer, que o cidadão tenha que deixar a responsabilidade de cultivar a harmonia, a ordem e a paz somente a cargo do governo à custa de decretos e leis para impor uma postura de respeito do indivíduo para com a ordem e o progresso conforme consta de nossa bandeira. Muito pelo contrário, cada criatura deveria primar pelos bons costumes em sua vivência diária, sem que para isso fosse preciso estar constrangido pela força de decretos e leis, é preciso que se entenda a importante e a indispensável participação de todos nesse processo.
Tudo começa quando da seleção desses nossos representantes que estão lá por nossa própria escolha. Precisamos ter todo o cuidado e critério na hora de elegê-los para depois não nos arrependermos; entre outras coisas, observar aqueles que têm interesses no esclarecimento dos indivíduos com projetos de investimentos na educação, porque a grande maioria deles faz questão de conservá-los na ignorância.
Apesar do momento difícil que o nosso planeta atravessa, não deixemos de manter o otimismo, a fé em Deus, a esperança em dias melhores, pois como espíritas sabemos que estamos a caminho da felicidade e da perfeição, conforme os nobres Emissários de Jesus nos afirmam em suas mensagens as verdades trazidas e exemplificadas por Ele, o que nos coloca na contramão da grande massa, que segue pessimista a dizer que já não acredita em mais nada, alardeando por toda a parte que o mundo está perdido e não tem mais jeito.
“O pessimismo é uma espécie de taxa pesada e desnecessária sobre o zelo que a responsabilidade nos impõe, induzindo-nos à aflição inútil.
Atenção, sim.
Derrotismo, não.
Para que nos livremos de semelhante flagelo, no campo íntimo, é aconselhável desfixar o pensamento, muitas vezes, colado a detalhes ainda sombrios da estrada evolutiva.
Para que sustente desperto o entendimento, quanto à essa verdade, recordemos as bênçãos que excedem largamente às nossas pequenas e transitórias dificuldades.
É inegável que o materialismo passou a dominar muita gente, perante o avanço tecnológico da atualidade terrestre: contudo existem admiráveis multidões de criaturas, em cujos corações a fé se irradia por facho resplendente, iluminando a construção do mundo novo.” (1)
Em O livro dos Espíritos os Imortais da Vida Maior nos convocam para a prática do trabalho no bem para a conquista das melhorias que desejamos obter conforme segue:
932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos.
Quando estes o quiserem, preponderarão.” (1)
Dois mil e dezoito anos depois da vinda do Guia e Mestre da humanidade, para pessoalmente nos exemplificar a necessidade urgente de “vencer o fantasma da omissão” para a resolução dos problemas à nossa volta, que muitas vezes fingimos não ver, esquecidos de que por essa razão nos tornamos também responsáveis pela instalação e crescimento do mal a à nossa volta, sem que nos prestemos ao trabalho de fazer a parte que nos cabe para a modificação dessa situação insuportável.
Sabemos que são muitas as dificuldades a serem superadas, e que a solução para a saída desse estado caótico em que nos encontramos não é algo de fácil solução, porém, não podemos deixar de manter viva a fé, a esperança em um porvir melhor para a humanidade, entendendo desde já que cedo ou tarde a nossa sociedade há de se conscientizar de que cada indivíduo necessita empreender o trabalho de transformação ético-moral de si mesmo, a benefício da implantação e manutenção da paz na sociedade em que estamos inseridos.
Não basta simplesmente reclamar da atitude condenável e criminosa dos nossos governantes, é preciso que não contribuamos para a poluição da atmosfera, e dos rios, que evitemos encher de lixos os bueiros, que respeitemos as leis, as normas, as regras de boa convivência com atitudes corteses etc. Preciso se faz que paremos de pensar que só aos outros cabe a tarefa de transformação íntima, e por nossa vez basta permaneçamos qual sempre fomos.
Urge nos empenhemos no trabalho de construção de uma nova mentalidade altruísta, dando a nossa contribuição ativa empregando todos os recursos de que já dispomos, na certeza de que não há investimento maior do que ver o crescimento da paz e do progresso entre os homens, pelo bom uso da inteligência a serviço da elevação moral e espiritual da nossa sociedade.
Referências:1) Xavier, Francisco Cândico, pelo Espírito Emmanuel. Livro Atenção. Cap. Esperança Constante.
2) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB 76ª edição.
Francisco Rebouças

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Momento de Inspiração

Poesia
Caminhando nesta Terra
Em busca de aprendizado,
Ora se acerta ora se erra
Mas não se volta ao passado.

Sigamos em linha reta,
Em busca de paz e luz
Esta é a forma correta,
De seguirmos a Jesus.

Autoria: Sr. Aloir Rocha – UMEN.
Em: 08/11/2018.


Francisco Rebouças

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Estudando a mediunidade


54. Como devemos proceder perante um fenômeno mediúnico no Evangelho no Lar? Tratando-se de uma interferência perniciosa, pedir à pessoa que reaja. O fundamento do Evangelho no Lar é criar um psiquismo saudável para a família e não o psiquismo de seres enfermiços. Os Espíritos doentes vêm e participam, mas, para aprender e curar-se, não para se comunicarem. Tratando-se de uma Entidade Veneranda, não irá perturbar, saberá esperar o término do Evangelho para, uma que outra vez, oferecer a sua contribuição, interpretando a palavra, dando conselhos. Mas — repetimos —, não habitualmente, para que não se transforme uma reunião particular, familiar, em reunião com caráter mediúnico. O Evangelho no Lar é uma terapia preventiva para problemas. Os Espíritos vêm como assistentes e não para interferir.

Livro: Qualidade na Prática Mediúnica
Projeto Manoel Philomeno de Miranda.



Francisco Rebouças

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Estudando a Mediunidade

Aprendendo com a doutrina Espírita.


O Médium educa a mediunidade ou educa-se para exercê-la?
Educar-se incessantemente é dever a que o médium se deve comprometer intimamente a fim de não estacionar, e, aprimorando-se lograr as relevantes finalidades que a Doutrina Espírita propõe para a mediunidade com Jesus.

Livro: No Limiar do Infinito, Cap. 10
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis


Francisco Rebouças

Vida Feliz

LVI

As vitórias das questões ilegais são utópicas.

Deixam paladar de amargura.

Injustas, ferem os outros, não podendo beneficiar, realmente, a ninguém.

Quem edifica sobre terreno alheio, termina por perder a construção.

Nunca será justa a alegria conseguida no rio das lágrimas alheias.

Cuida bem das tuas causas e luta somente quando tiverem o apoio legal e se firmarem nos alicerces
da moral.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

O EDUCANDÁRIO FAMILIAR

A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.
Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupos que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.
Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.
A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.
Quando o individuo opta pela solidão, exceção feita aos grandes místicos e pesquisadores da ciência, filósofos e artistas que abraçam os objetivos superiores como a sua família, termina sendo portador de transtorno da conduta c da emoção.
Organizada, a família, antes da reencarnação, quando são eleitos os futuros membros que a constituirão, ou sendo resultado da precipitação e imprevidência sexual de muitos indivíduos, é sempre o santuário que não pode ser desconsiderado sem graves prejuízos para quem lhe perturbe a estrutura.
É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.
Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades da evolução.
Não poucas vezes, no grupo doméstico ressumam as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do progresso de todos.
De inspiração divina, a família é a oportunidade superior do entendimento e da vera fraternidade, de onde surgirá o grupo maior, equilibrado e rico de valores, que é a sociedade.
Por isso, no momento em que a família se desestrutura sob os camartelos da impiedade e da agressão, ou se dilui em face da ilusão acalentada pelos seus membros, ou se desmorona em razão da imprevidência, a sociedade sofre um grande constrangimento.
No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais criaturas.
A constelação familiar não é uma aventura ao país enganoso do prazer e da fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da existência terrena com os olhos postos no futuro da humanidade.
Campo experimental de lutas íntimas e externas, constitui oportunidade incomum para que o espírito e adestre nos empreendimentos pessoais, sem perder o contato com a realidade externa, com as demais pessoas.
Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.
O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista?
No lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta.
Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência.
Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em conseqüência de muitos fatores que lhe são desconhecidos. O próprio paciente ignora o distúrbio de que é portador, detendo-se, invariavelmente, no tormento em que se debate, sem capacidade de discernimento para avaliar os danos que produz no grupo onde se encontra, nem compreensão do quanto necessita para auto-superar-se e agir corretamente. Por isso mesmo, transforma-se em desafio familiar, conduzindo altas cargas tóxicas de antipatia, de agressividade, de desequilíbrio.
A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo: os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites e asteróides... No caso, em tela, são os pais as estrelas de primeira grandeza cuja força gravitacional impõe-se aos filhos, na condição de planetas à sua volta, assim como de futuros satélites que volutearão no seu entorno sob a atração da afetividade, que são todos aqueles que se vinculam aos descendentes...
Nos astros há perfeita harmonia em face das leis cósmicas que os mantêm em contínuo equilíbrio.
No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.
Por mais combatida pelos novos padrões da loucura que grassa na Terra, a família não desaparecerá do contexto social, na condição de instituição superada, porque o amor que sempre existirá nos corações se expressará em maior potencialidade no lar, núcleo de formação que é, para expandir-se na direção do colossal grupo humano.
Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá mar aqueloutros que não conhece.
O combustível do amor se inflama com maior potencialidade quando oxigenado pela convivência emocional. Noutras condições, trata-se apenas de atração física passageira, de libido exagerada que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio, ao desinteresse...
A família, portanto, é um núcleo de aformoseamento espiritual, que enseja aprendizagem de relacionamentos futuros exitosos.
No grupo animal, quando os filhos adquirem a capacidade de conseguir o alimento, os pais abandonam-nos, quando isso excepcionalmente em algumas espécies não ocorre antes.
No círculo humano da família é diferente: os laços entre pais e filhos jamais se rompem, mesmo quando há dificuldades no relacionamento atual, o que exige transferência para outras oportunidades no futuro reencarnacionista, que se repetem até a aquisição do equilíbrio afetivo.
É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a. plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...
Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.

Livro: Constelação Familiar
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças