Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Obrigado Kardec, Jesus o abrace e agradeça em nosso nome...

Banquete
Oferecido ao Sr. Allan Kardec pelos diferentes grupos de Espíritas lioneses, em 19 de setembro de 1861.
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Eu, Francisco Rebouças peço permissão Sr. Bouilland, para tornar minha suas palavras ao notável codificador da doutrina espírita.

Brinde trazido pelo Sr. Bouilland, professor.

Tenho a honra de trazer um brinde ao senhor Allan Kardec, um brinde de gratidão e de reconhecimento, em nome de seus adeptos, de seus apóstolos aqui presentes.
Ah! quanto somos felizes, nós, os voluntários da grande obra, da obra fecunda e regeneradora, em ver em nosso meio nosso valente, nosso bem amado chefe!
Se sentimos essa felicidade, é preciso bem reconhecê-lo, é que o favor distintivo, que nos é concedido hoje, é um desses que não se esquecem, que não se esquecem jamais. Oh! qual é o soldado, por exemplo, que não se recordaria com o mais vivo ardor que seu general consentiu se misturar a ele para partir o mesmo pão na mesma mesa?
Pois bem! Nós também, caro mestre, somos vossos soldados, vossos voluntários, e tão alto que plantastes o vosso estandarte, em nós, não para defendê-lo, disso não tendes necessidade, mas para que façamos triunfar por uma sábia, uma fervorosa propagação. Esta causa, é verdade, é tão bela, tão justa, tão consoladora! No-lo provaste tão bem em vossas obras tão cheias de erudição, de saber, de eloquência! Ah! todos nós o reconhecemos, estão bem aí as páginas do homem inspirado pelo puro Espírito, porque cada um nós compreendeu, haurindo na fonte de vosso consciencioso trabalho, que todos os vossos pensamentos eram tantas sublimes emanações do Mais Alto! Depois, se acrescentamos, caro mestre, que a vossa missão é santa e sagrada neste mundo, é que mais de uma vez sentimos, pelo recurso de vossas luzes, a centelha fluídica que liga entre eles todos os mundos visíveis e invisíveis, gravitando na imensidão! Também o nosso coração bate em uníssono com o mesmo amor por vós; recebei aqui a sua expressão viva, sincera e profunda; a vós de todo o nosso coração, avós de todo o nosso Espírito!

Fonte: Revista Espírita, outubro de 1861

Grifos nossos.

Francisco Rebouças