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Haverá revelações diretas de Deus aos homens? É uma questão que não ousaríamos
resolver, nem afirmativamente, nem negativamente, de maneira absoluta. O fato
não é radicalmente impossível, porém, nada nos dá dele prova
certa.
O que não padece dúvida é que os Espíritos mais próximos de Deus pela
perfeição
se imbuem do seu pensamento e podem transmiti-lo. Quanto aos reveladores
encarnados, segundo a ordem hierárquica a que pertencem e o grau a que chegaram
de saber, esses podem tirar dos seus próprios conhecimentos as instruções que
ministram, ou recebê-las de Espíritos mais elevados, mesmo dos mensageiros
diretos de Deus, os quais, falando em nome de Deus, têm sido às vezes tomados
pelo próprio Deus.
As
comunicações deste gênero nada têm de estranho para quem conhece os fenômenos
espíritas e a maneira pela qual se estabelecem as relações entre os encarnados
e os desencarnados. As instruções podem ser transmitidas por diversos meios:
pela simples inspiração, pela audição da palavra, pela visibilidade dos
Espíritos instrutores, nas visões e aparições, quer em sonho, quer em estado de
vigília, do que há muitos exemplos na Bíblia, no Evangelho e nos livros
sagrados de todos os povos.
É,
pois, rigorosamente exato dizer-se que quase todos os reveladores são médiuns
inspirados, audientes ou videntes. Daí, entretanto, não se deve concluir que
todos os médiuns sejam reveladores, nem, ainda menos, intermediários diretos da
divindade ou dos seus mensageiros.
Fonte:
A Gênese – Cap. I, item 9
