Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Espiritismo!

Aprendendo com a doutrina espírita!

Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo

A fé.
Eu sou a irmã mais velha da Esperança e da Caridade, chamo-me a Fé.
Sou grande e forte; aquele que me possui não teme nem o ferro e nem o fogo: é a prova de todos os sofrimentos físicos e morais. Irradio sobre vós com um faixo cujos jatos faiscantes se refletem no fundo dos vossos corações, e vos comunica a força e a vida. Diz-se entre vós que ergo as montanhas, e eu vos digo: venho erguer o mundo, porque o Espiritismo é a alavanca que deve me ajudar. Uni-vos, pois, a mim, eu sou a Fé.
Eu sou a Fé! Habito, com a Esperança, a Caridade e o Amor, o mundo dos puros Espíritos; frequentemente, deixei as regiões etéreas, e vim sobre a Terra para vos regenerar, dando-vos a vida do Espírito; mas, à parte os mártires dos primeiros tempos do Cristianismo, e alguns fervorosos sacrifícios, de longe em longe, ao progresso da ciência, das letras, da indústria e da liberdade, não encontrei, entre os homens, senão indiferença e frieza, e retomei tristemente meu voo para os céus; vós me crieis em vosso meio, mas vos enganastes, porque a Fé sem as obras é uma aparência de Fé; a verdadeira Fé é a vida e a ação.
Antes da revelação do Espiritismo, a vida era estéril, era uma árvore seca pelos estrondos do raio que não produzia nenhum fruto. Não se me reconhecia pelos meus atos: eu ilumino as inteligências, aqueço e fortaleço os corações; expulso para longe de vós as influências enganadoras e vos conduzo a Deus pela perfeição do espírito e do coração. Vinde vos alinhar sob minha bandeira, sou poderosa e forte: eu sou a Fé.
Eu sou a Fé, e o meu reino começa entre os homens; reino pacífico que vai torná-los felizes para o tempo presente e para a eternidade. A aurora de meu advento entre vós é pura e serena; seu sol será resplandescente, e seu deitar virá docemente embalar a Humanidade nos braços das felicidades eternas. Espiritismo! Derrama sobre os homens o teu batismo regenerador; faço-lhes um apelo supremo: eu sou a Fé.
GEORGES, Bispo de Périgueux.
Revista Espírita, fevereiro de 1862

terça-feira, 26 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo


Dissemos muitas vezes que se o Espiritismo tivesse vindo um século mais cedo, não teria tido nenhum sucesso; eis aqui a prova evidente, porque esse livro, seguramente, é do mais puro e do mais profundo Espiritismo. Para que se pudesse compreendê-lo e apreciá-lo, seria preciso que as crises morais pelas quais o espírito humano passou há um século, e que lhe ensinaram a discutir as suas crenças; mas seria preciso também que o niilismo, sob suas diferentes formas, como transição entre a fé cega e fé raciocinada, provasse a sua impossibilidade em satisfazer as necessidades sociais e as legítimas aspirações da Humanidade. A rápida propagação do Espiritismo, em nossa época, prova que ele veio em seu tempo. 

Revista espírita - novembro 18858 



segunda-feira, 25 de junho de 2018

DOUTRINA ESPÍRITA

Estudando a Doutrina Espírita!

“– Depois da morte física, o que há de mais surpreendente para nós é o reencontro da vida. Aqui aprendemos que o organismo perispirítico que nos condiciona em matéria mais leve e mais plástica, após o sepulcro, é fruto igualmente do processo evolutivo.
Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno e todas as forças da Criação aperfeiçoam-se no Infinito”.

Livro: No Mundo Maior, Cap.3.
Chico Xavier, pelo Espírito André Luiz.

domingo, 24 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo

Precisamos dar muita atenção aos ensinamentos da doutrina espírita.
DOUTRINA ESPÍRITA
“...Há mais coragem e grandeza em reconhecer abertamente que se está errado, do que persistir, por amor-próprio, naquilo que se sabe ser falso, e para não dar um desmentido a si mesmo, o que acusa mais teimosia do que firmeza, mais orgulho do que julgamento, e mais fraqueza do que força.
É mais ainda: é a hipocrisia, porque se quer parecer o que não se é; é, além disso má ação, porque é encorajar o erro por seu próprio exemplo”.
Revista Espírita – Dezembro 1868.

Família, uma bênção na vida da gente


Não devias tu igualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?” – Jesus. (Mateus, 18:33.)
A família é o alicerce inicial do qual não prescindimos para estabelecer as bases seguras da imensa responsabilidade confiadas a cada um de nós na manutenção da saudável convivência na sociedade em que nos movimentamos.
É justamente nesse pequeno grupo doméstico, que se iniciam para todos nós as experiências indispensáveis no campo da fraternidade universal, onde ensaiamos os primeiros passos para os elevados empreendimentos sob nossa responsabilidade em favor da construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
“A família consanguínea é a lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que  já  demandaram  à  esfera superior, dignamente areolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.” (1)
Na sociedade hodierna, observamos um improcedente desprezo e desrespeito ao instituto sagrado da família, atitudes infelizes que derivam da falta de maturidade que gera insatisfações e desarmonizam as mentes e os corações inseguros diante dos desafios da vida em família.
Dessa forma, surpreendidos pelos inumeráveis problemas naturais de um planeta de provas e expiações, muitos adultos por irresponsabilidade ou mesmo por imaturidade, perante os compromissos graves e sagrados do lar, deixam-se arrastar pelas loucuras do prazer carnal mundano, em detrimento do dever assumido perante a família.
Muitos pessimistas apostam na falência da família, como se na estrutura fracassada de uma união não lhes coubessem qualquer fatia de responsabilidade, esquecem que o problema da maioria das separações tem origem na invigilância, de um ou dos dois, quanto ao devido cuidado com a ética, e a moral exigida para uma vida de relação.
Preferem os modismos “dos novos tempos”, apegando-se às paixões escravizadoras optando pela desmedida conquista dos bens materiais, onde se deleitam distraídos e entorpecidos pelos prazeres ilusórios e passageiros até que a dor os desperte para os ideais nobres da vida.
Por essa razão, a pressa por desfrutar todas as sensações possíveis transmitidas pela fantasiosa posse dos bens materiais, e dos prazeres do corpo físico, assumem a importância de uma meta, a ser conquistada a qualquer preço, não interessando a forma de aquisição, tendo em mente apenas o lema “viver bem”, esquecendo de que o ideal é “bem viver”.
Pensando dessa forma, vemos nos dias de hoje os jovens atirarem-se aos complicados processos de busca do prazer sem qualquer tipo de freio, enquanto espantoso número de adultos trocam o compromisso e os deveres com a família, pelas aventuras em busca de novas satisfações para atenderem aos apelos da mídia e da sociedade equivocada e corrompida.
Nesse absurdo desprezo pela moral que campeia em nossa sociedade doentia, a família tornou-se um campo de batalhas ásperas entre os princípios da decência, do respeito e do equilíbrio que deveriam falar mais alto nas relações e representar os valores a serem alcançados nas relações familiares, enfrentam as desleais propostas dos pensadores de ocasião, nas aberrações divulgadas pela mídia agressiva.
“O Lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento.
A família padece dessa Divina Presença, na sua ação cotidiana (…).
Diante da presença de Jesus, por meio da oração e do fraterno diálogo, mantidos no ninho doméstico, toda a visão do mundo se modifica para melhores perspectivas. Os entendimentos se dão respeitosamente e maduramente” (2).
A pesar de tudo a família vem resistindo firmemente aos covardes golpes que lhes tem sido desferidos. Na constituição de uma família na acepção da palavra, podemos sentir a mais elevada expressão do afeto, na fidelidade e no respeito pelo outro, onde começamos a desenvolver os sublimes conteúdos psíquicos que jazem adormecidos em nosso mundo íntimo, aguardando os necessários esforços para sua sublimação.
Urge vivamos cada dia em família como mais uma sublime “reencarnação de harmonização e pacificação com nossos principais afetos e desafetos”, em que nos cabe aprender com os benefícios de uma convivência fraterna e cristã, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso porvir seja de paz e de luz.
Referências:(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel – Livro: Família – Cap. Em Família.
(2) Teixeira, Raul, pelo Espírito Thereza de Brito, Livro: Vereda Familiar. Editora Frater, Cap. 24.
Francisco Rebouças

sábado, 23 de junho de 2018

Vida Feliz

LXXI

Estás mergulhado no oceano do amor de Deus.

Jamais te encontras sozinho.

Deus está em ti e em torno de ti.

Descobre-O e deixa-te conduzir por Ele com sabedoria.

És Seu herdeiro, possuidor do universo.

Permite que o Seu amor te permeie totalmente, comandando a tua vontade e os teus passos, facultando-te crescer com menor ou nenhuma dose de sofrimento.

Em Deus tudo encontras, plenificando-te completamente.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Vamos ler e estudar as Obras de Raul Teixeira!

Vamos prestigiar esse grande ícone do Espiritismo no Brasil!
























Francisco Rebouças

Doutrina Espírita

Estudando  a doutrina espírita!

Francisco Rebouças

ASSISTÊNCIA FRATERNAL

Deus te compense, alma boa,
A ti,que estendes a mão,
Repartindo alegremente
Carinho, agasalho e pão.

Deus te envolva em alegria 
T odo esforço de esquecer
A ofensa que se te faça,
Buscando a paz por prazer.

Deus te exalte o gesto amigo
Quando levantas alguém
Da tristeza do infortúnio
Para as estradas do bem.

Deus te engrandeça o trabalho
Com que te esqueces e vais
Auxiliar e servir
Àqueles que sofrem mais.

Por toda a bênção que espalhes
Que o mundo nem sempre diz
Que a Vida te recompense
E Deus te faça feliz.

Livro: A vida Conta
Chico Xavier/Maria Dolores

Francisco Rebouças

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo

Doutrina espírita por Kardec.

Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas idéias diferentese que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma idéia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, querendo-se, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião frequentemente é levantada.


O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia, nem deveria se ornar de um título sobre o qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral".

Fonte: Kardec, Allan, Revista Espírita, IDE – dezembro do ano 1868.

Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo

Estudando a doutrina espírita!

DOUTRINA ESPÍRITA


“ (...) Se, assim é, dir-se-á, o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida, senhores. No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos glorificamos por isto, porque é a doutrina que fundamenta os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza". 
Kardec, Allan, Revista Espírita, IDE – dezembro do ano 1868

Francisco Rebouças

terça-feira, 19 de junho de 2018

Vida Feliz

LXX

Ninguém colhe em sear a alheia, que não haja semeado, no que diz respeito aos valores morais.
Cada um é herdeiro de si mesmo.
Espírito imortal que é, evolui de etapa em etapa, como aluno em educandário de amor, repetindo a lição quando erra e sendo promovido quando acerta.
Assim, numa existência dá
prosseguimento ao que deixou interrompido na outra, corrige o que fez errado ou inicia uma experiência nova.
O que, porém, não realiza por amor, a dor o convocará a executar.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.

Francisco Rebouças

DIRETRIZ ESPÍRITA

“Com  a  perseverança  é  que  chegarás  a  colher  os  frutos  e  teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a Doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espíritos e  as pedras que os  incrédulos  ou  os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser 
sempre ajudado”. 
O LIVRO DOS ESPÍRITOS — Prolegômenos. 

Muitas são as direções que podes tomar, imprimindo novo curso à vida. 
Estradas se multiplicam atraentes, dificultando-te a opção. 
Aparentemente conduzem aos redutos onde a felicidade se acolhe festiva. 
Vês passarem as multidões dos que seguem os diferentes rumos. 
Há em verdade rotas e rotas. Umas conduzem àmorte, raras conduzem à vida. 
Estás na diretriz espírita e pareces seguir a medo, imaginando... 
Nem festas, nem fantasias encontras. 
A realidade se desvela, apresentando-se legítima. 
Vês  a  dor  arrancando  a  máscara  de  ilusão  das faces envilecidas  pelo cansaço, pelo despudor. 
Por onde segues enxergas aflições que passam ignoradas por outros, sombreando mais ainda semblantes já sombrios. 
Identificas enfermidades minando organizações físicas e mentais que se gastam na perversão dos costumes entre esgares e angústias. 
Pode parecer-te que no roteiro escolhido somente estão os trôpegos e estropiados, os enfermos e mendigos sob lancinante opressão. 
As outras vias se te afiguram formosas e os que porali avançam demonstram louçania. 
Não te enganes, porem. 
A ferida purulenta que todos enxergam é irmã menor do câncer ignorado a 
adentrar-se pelo organismo, em metástase irreversível. 
A miséria vestida de andrajos é companheira dos malogros morais escondidos em linho e adamascados custosos. 
O festival do prazer termina, invariavelmente, em prólogo de desgraça. 
A direção por onde seguem os fáceis conduz àpraça sem nome do remorso tardio. 
Numa das suas últimas publicações Darwin registrou que certa vez, embora enfermo e gasto, conseguiu contar ao microscópio mais de vinte mil sementes de determinada planta. 
Fresnel, sem dar trégua ao cansaço nem ao abatimento, identificou as “ondas luminosas como sendo vibrações transversais do éter”. 
Boas depois de ingentes esforços conseguiu provar que a “raça branca” é de todas a mais mesclada e em nada é superior às demais, ensejando bases para melhor confraternização entre os homens. 
Todos  os  construtores  do  pensamento  e  das  idéias  que possibilitaram novas  conquistas  através  dos  tempos  vergaram, infatigáveis,  ao  peso  de  mil aflições  silenciosas,  vivendo  sob rudes  ansiedades, seguindo,  no  entanto,  a direção da verdade que se empenhavam descobrir. 
Não estacionaram ante os fracassos aparentes. 
Não desanimaram ao defrontar aspérrimas lutas. 
Muitos venderam tudo quanto possuíam para não parar; outros perderam tudo para não desistir; diversos ofereceram até a saúde para não interromper os labores; e um número sem conta doou a própria vida, vítimas que foram dos próprios inventos mas, principalmente da ignorânciaem várias manifestações, para não abandonarem a honra de investigar os melhores meios de resolver os problemas do homem e do Universo para a felicidade do próprio homem. 
Prossegue na direção espírita. 
Há  pranto  em  volta  de  ti  e  choras  também.  Enxuga,  no entanto,  as lágrimas alheias e as próprias lágrimas usando o conhecimento espírita. 
A lição espírita ensina o porquê da aflição e o como sofrê-la, oferecendo a luz do discernimento para agires com acerto e seguires com determinação. 
Na  diretriz  espírita  aprendes “que  o  egoísmo,  o  orgulho,  a  sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; 
que  o  homem  que,  já  neste  mundo,  se  desliga  da  matéria, desprezando  as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; 
que cada um deve tornar-se útil de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo  e proteção ao Fraco,  porqüanto transgride a  lei  de Deus  aquele  que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que,  no mundo  dos  Espíritos  nada  podendo,  estar  oculto,  o  hipócrita será desmascarado  e  patenteadas  todas  as  suas  torpezas;  que  a presença inevitável,  e  de  todos  os  instantes,  daqueles  para com quem  houvemos procedido  mal  Constitui  um  dos  castigos  que nos  estão  reservados;  que  ao estado  de  inferioridade  e superioridade  dos  Espíritos  correspondem  penas  e gozos desconhecidos na Terra. 
“Mas, ensinam também (os Espíritos) não haver faltas irremissíveis, que a expiação  não  possa  apagar.  Meio  de conseguí-lo  encontra  o  homem  nas diferentes  existências  que lhe  permitem  avançar,  conformemente  aos  seus desejos  e esforços,  na  senda  do  progresso,  para  a  perfeição,  que  é  o seu destino  final”;  conforme  definiu  Allan  Kardec  sabiamente no  seu  resumo  da Doutrina Espírita. (*) 
Avança,  portanto,  pautando  a  conduta  na  firmeza  dos postulados abraçados, e se o caminho parecer áspero, de difícil acesso, recorda Jesus na direção  do  Bem  inominado  sofrendo todas  as  ingentes manifestações  da ignorância e da impiedade humanas sem desistir nem desanimar, para oferecer à posteridade o código de amor e justiça inserto noEvangelho como meio de harmonia  perfeita  para  o  espírito  em  evolução  e  que hoje reaparece  ao  teu entendimento na diretriz espírita por onde receias seguir. 
(*) O Livro dos Espíritos — Introdução 29ª Edição —FEB. (Nota da Autora espiritual). 

Livro: Epírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Espiritismo, fé raciocinada!

9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?

“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!”
Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe deem.

O Livro dos Espíritos

FEB – 76ª Edição.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Progredir, moral e espiritualmente, é Lei Divina

“… Transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Paulo. (ROMANOS, 12:2.).
O trabalho de transformação interior é o grande empreendimento ao qual precisamos dedicar os nossos maiores esforços na concretização de nossa finalidade fundamental de Ser destinado a atingir a plenitude espiritual que nos aguarda no porvir.
Enquanto nos especializamos em exibir títulos e vantagens aparentando uma felicidade que na verdade não desfrutamos em nosso mundo íntimo, poderemos até angariar a simpatia de muitos, despertar inveja em outros, o que, equivocadamente, traduzimos como sinônimo de prestígio social, mas que podem significar, na realidade, armadilhas para o agravo de nossas responsabilidades perante a Lei Divina.
“O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.
Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz e a fraternidade.
Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos, que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.
Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em consequência, aceitáveis por todos.
A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados. (1)
Precisamos antes de qualquer outro fundamento, avançar no conhecimento superior, isto é, no entendimento da nossa finalidade como seres humanos criados para a felicidade e a pureza espiritual, ainda mesmo que a caminhada seja espinhosa e nos custe suor e lágrimas.
Em O Livro dos Espíritos encontramos a esclarecedora resposta dos Imortais ao questionamento de Allan Kardec sobre a finalidade de nossa reencarnação no planeta, conforme segue:
Questão 167 – Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” (2)
Enfrentar os desafios que a vida nos propõe e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa fé em Deus e em nossas próprias possibilidades é a fórmula mais racional para a aquisição do discernimento que precisamos adquirir para seguirmos operosos na estrada do progresso evolutivo a caminho da vitória sobre nós mesmos.
As facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos administrar bem os perigos fascinantes das vantagens terrestres e, por isso mesmo, tornamo-nos escravos dos seus ilusórios poderes de nos fazer felizes, cegando-nos para a realidade da vida da qual fugimos por falta de coragem e discernimento para enfrentá-la.
“Observa os que acumulam dinheiro criando os tormentos da fome, os que se valem do poder temporário implantando a revolta e a penúria, os que aproveitam a inteligência para ferir e os que mobilizam a mocidade, instilando no próximo o desencanto e a loucura…
Repara como sorriem agora qual se o mundo lhes pertencesse, entretanto, amanhã, fanar-se-lhes-á, repentinamente, do domínio para encontrarem, de frente a necessidade do reajuste nos institutos da Contabilidade Celeste.
Identifica-os hoje, quais se mostram, e lembra-te de que talvez foste também assim no pretérito – no pretérito que a Misericórdia de Deus te permite transitoriamente esquecer…” (3)
Importante aprender o quanto antes a vivenciar em nosso dia a dia as sagradas lições do Evangelho de Jesus, que nos estimula a tirar o melhor proveito dos bens materiais sem que para isto nos tornemos menos conscientes da nossa finalidade de Ser Imortal com responsabilidades de progredir, moral e espiritualmente, e buscar viver a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante e purificador.
Urge aprendamos a pautar nossa vida pela ética e moral ensinadas e exemplificadas por Jesus Cristo onde estivermos, porque somente pelo trabalho edificante no cumprimento dos nossos deveres, na realização das boas obras, alcançaremos a compreensão da finalidade da nossa existência, sentindo em nosso coração o amor e a vontade de Deus a nosso respeito.
(1) KARDEC, ALLAN. A Gênese – F.E.B. Cap. XXVIII, item18 e 19;
(2) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos. F.E.B. 76ª edição;
(3) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO, pelo Espírito Emanuel. Livro Construção do Amor. Cap.9.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A SERPENTE INVISÍVEL

No  campo  do  serviço  cristão,  mesmo  nos  arraiais  do  Espiritismo Evangélico, tudo  é alegria e esperança enquanto há céu azul. 
Diante do sol reconfortante e amigo, é doce a expectativa, em torno do futuro, e sob o pálio estrelado da noite tranqüila é mais belo sonhar com a vida noutros mundos. 
Então, os aprendizes são firmes na confiança e seguros nas promessas. 
A  natureza  se  faz  o  trono  de  Deus,  a  expressar-se  em  prodígios  de  sabedoria  e  as criaturas são almas irmãs em demonstrações recíprocas de entendimento e de amor. 
Entretanto, quando as nuvens se adensam no horizonte e a tormenta desaba, eis que as disposições do crente se modificam. 
A preguiça – serpe invisível a se nos ocultar renitente, nas próprias almas exterioriza-se de imediato, através de máscaras diversas. 
Ante o fascínio da desculpa incondicional às ofensas alheias, paralisa-se-nos coração, a sugerir em forma de dignidade ferida: 
Impossível esquecer. 
À frente do trabalho árduo no socorro às necessidades humanas, nosso próprio espírito enverga a túnica de pretensa humildade confundido: 
Quem sou eu para auxiliar?! ... Sou um poço de vermes, um vaso de imperfeições! 
Perante os difíceis testemunhos de paciência, costumamos exibir suposta superioridade moral e afirmarmos peremptórios: 
Não alcancei a santidade! Agora não posso mais... 
Renteando com a luta aflitiva, em favor dos companheiros infelizes, junto aos quais a vida  nos  pede  recapitulação  de  atitudes  e  ensinamentos,  adotamos  imaginária  fadiga  e gritamos sem razão: 
Fiz o que pude! Que outros agora venham à liça para a cooperação fraternal. 
Diante da  prestação  de serviço  urgente  ao próximo,  habituamo-nos freqüentemente a esposar preocupações falsas no tempo e alegamos petulantes: 
Amanhã! Amanhã cuidaremos disso. 
Se  te  interessas  realmente  pelo  própria  renovação,  à  luz  do  Evangelho,  anota  o momento que voa e não menosprezes o ensejo sublime de ser mais útil. 
Recorda  que  a  ociosidade  mental  é  antiga serpente sedutora,  asfixiando-nos  a vida  e somente em lhe olvidando o veneno suave e mortífero, trabalhando e servindo sempre, é que conseguiremos assimilar o ideal da perfeição com Jesus, nosso Mestre e Senhor. 

Livro: Construção do Amor
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 9 de junho de 2018

Doutrina Espírita

Estudar a doutrina espírita é estudar as Leis Naturais. "Espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos"

O Espírito de Verdade.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Melhorar os relacionamentos

É sabido por todos, que o Ser humano não pode viver sem os relacionamentos tão naturais e necessários que se constituem mesmo como fatores básicos para o desenvolvimento dos valores que permanecem em forma de sementes no imo de cada indivíduo.
Encontramos em O Livro dos Espíritos, importantes ensinamentos sobre o assunto conforme se segue:
766. A vida social está em a Natureza?
Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
767. É contrário à lei da Natureza o insulamento absoluto?
Sem dúvida, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente.
768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?
O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contato com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.
Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados. (1)
Os relacionamentos são vitais para a saúde física, emocional e mental do indivíduo que, pode assim estruturar seu comportamento de maneira edificante dentro dos padrões do equilíbrio para desfrutar dos benefícios de uma criatura saudável física e espiritualmente.
O Ser humano necessita do calor afetivo do seu semelhante, que tem papel fundamental no crescimento da sua emotividade, ampliando a capacidade de controlar os sentimentos, observando as atitudes e as experiências adquiridas do seu próximo que lhe serve de espelho para aquilo que deseja realizar.
É na troca de conhecimentos que o homem se habilita, espiritualmente falando, para as determinações superiores da vida, porque somente consegue sua elevação moral aquele que se devota com sinceridade ao trabalho árduo da reforma íntima, fazendo brilhar em seu mundo interior a luz divina, que lhe suprirá de “combustível” adequado para a claridade de sua própria alma.
Os relacionamentos de qualquer natureza merecem reflexão e atenção porque se tornam parâmetros de comportamentos e carecem de investigação quanto aos resultados que facultam. Quando positivos, alimentam uma saudável convivência social, mas se negativos, produzem danos físicos ou morais de consequências imprevisíveis na vida social do indivíduo.
Em qualquer tipo de relacionamento, a amizade desempenha papel significativo pela confiança que se pode adquirir no intercâmbio de valores e na identificação de propósitos que definem o pensamento comum dos que estão determinados à conquista de determinado objetivo.
O desafio proposto pelos relacionamentos em qualquer situação é um verdadeiro convite ao desenvolvimento do amor e a consequente extinção do egoísmo do qual o homem velho é ainda portador, oferecendo sublime oportunidade de transformação e crescimento do homem novo, com os novos conceitos cristãos que doravante deverão ser utilizados em suas ações diárias para com seu semelhante.
“Que a vida física é uma escola abençoada, é insofismável; mas, se você não se aproveitar dela a fim de aprender suficientemente as lições que se destinam ao seu engrandecimento espiritual, em nada lhe valerá o ingresso no aprendizado humano. 
Que o caminho do bem é laborioso e difícil, não padece dúvida; no entanto, se você não se dispuser a segui-lo, ninguém o livrará da perigosa influência do mal. 
Que a felicidade eterna é realização superior, fora dos quadros transitórios da carne, é incontestável; contudo, se você deseja perseverar no campo dos prazeres fáceis e inferiores das esferas mais baixas, dentro delas perambulará, indefinidamente. 
Que Deus está conosco, em todas as circunstâncias, é verdade indiscutível; todavia, se você não estiver com Deus, ninguém pode prever até onde descerá seu espírito, nos domínios da intranquilidade e da sombra.” (2)
O Bom relacionamento surge do contato fraterno e respeitoso, que proporciona bem estar porque cada pessoa tem sempre algo de bom a oferecer ao grupo social a que pertence, e esse conteúdo é muito importante para o crescimento do conjunto, por ser mantido pela sinceridade e lealdade aos propósitos que unem os indivíduos.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos, F.E.B. 76ª edição;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO, Espírito André Luiz. Agenda Cristã, cap. 50.Nota do Autor:
Grifos nossos.
Francisco Rebouças