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quinta-feira, 3 de maio de 2018

A Fé raciocinada evita decepções!

“… Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão,
em todas as épocas da Humanidade…” (1)

Em pleno século vinte e um, ainda tem muita gente precisando entender que a fé cega não pode se manter de pé sem levar em conta uma análise séria que destaque a lógica do progresso científico e tecnológico, que a cada dia se aprimora e apresenta resultados muito diferentes do que antes se conhecia nas mais diversas áreas do conhecimento humano.
Muitas frases prontas sobre o poder da Fé proferidas por alguns “religiosos”, causam enorme danos aos que a elas se apegam sem uma análise mais racional, até o momento em que descobrem que aquilo em que tanto acreditavam sem o crivo da razão, não funciona da forma como sempre creram acontecessem, causando nos incautos uma decepção que os deixam completamente descrentes de tudo em termos de religião.
“…Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.” (2)
Se meditassem um pouco, levando em conta coisas tão simples e naturais na vida de qualquer ser humano, facilmente chegariam à conclusão de que algo não está em conformidade com a realidade que enfrentamos em nosso dia a dia, onde ninguém consegue viver para sempre, ninguém está imune às doenças, ninguém deixa de envelhecer fisicamente etc…, por mais fé que se possa ter.
A fé não prescinde da razão, para se crer em alguma coisa, é preciso levar em conta o bom senso, na realidade de nossas possibilidades de realização como seres humanos de carne e osso, submetidos à Lei de Destruição como tudo o que é material, e observar que a própria natureza nos dá exemplo de transformação e renovação diárias.
Urge não descuidar das descobertas científicas em todos os campos da atividade humana, assumindo nossas fragilidades, e nos conscientizando das nossas possibilidades de realização dentro dos ditamos da Lei Maior, e acreditarmos que dispomos de infinitas possibilidades de produzir as mais belas páginas em nosso processo de crescimento moral espiritual.
Precisamos aprendermos a crer, sem esquecer nossas fragilidades, nossas responsabilidades, nossos deveres para conosco e com a vida, muito maiores serão as nossas realizações profícuas no caminho do progresso evolutivo, pois Deus nosso Pai e Criador não nos deixará faltar nada que nos possa retardar a caminhada em busca da felicidade e da pureza espiritual que nos está reservada.
Procuremos tirar a venda do orgulho para nos enxergarmos como seres humanos ainda bem distantes da condição de realizar algo tão importante e nos empenharmos em desenvolver com segurança as virtudes que todos trazemos no íntimo do nosso Ser, na construção de dias melhores no porvir.
Faz-se necessário vivenciar as lições e exemplos deixados por Jesus o caminho, a verdade e a vida, para todos nós seus aprendizes e escutar sua doce advertência de que ninguém vai ao Pai senão por ELE, guardando em nosso mundo interior a certeza de que é imprescindível ouvi-lo com atenção o quanto antes possível.
Referências:(1) Kardec, Allan –  O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB 112ª edição – Cap. XIX, item 7;
(2) Kardec, Allan –  O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB 112ª edição – Cap. XIX, item 6.
Francisco Rebouças