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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Precisamos investir no amor!

“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre.” – Paulo. (Filipenses, 4:20.)

O Amor é Deus, Deus é amor!
Por isso é que o amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, porque é de essência Divina. O amor é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem só atinge a plenitude quando ama. Enquanto simplesmente exige atenção, compreensão, amor dos semelhantes, está se esquecendo da necessidade de amar sem exigir retribuição.
No atual estágio social da humanidade hodierna, a conotação de amor sofre a desvalorização do seu verdadeiro sentido para confundir-se, com o tormento sexual que não passa de instinto mal direcionado. No seu perfeito sentido, o amor une as almas, produzindo felicidade e paz.
Jesus o mestre maior, detentor de todas as virtudes, sintetizou o amor como sendo a única diretriz segura pela qual lograremos a ascensão espiritual almejada por todos nós.
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra – amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo”. (1)
O Amor é um tesouro que quanto mais se reparte, mais cresce e se multiplica, porque a migalha de nossa doação em proveito de outrem é imediatamente centuplicada conforme me nos asseguram os Imortais da Vida Maior.
Assim como o ar é fundamental para nossa vida material, o amor torna-se indispensável para a felicidade e a paz de todos os seres criados pela Inteligência Suprema, para a destinação maior que nos está assegurada que é a perfeição espiritual.
Quando o sentido verdadeiro do amor é confundido com o caráter de sensualidade na busca da satisfação dos prazeres imediatos da matéria, de forma desregrada e irresponsável, desvia-se de sua função maior e Divina que é a procriação e manutenção da espécie, e por essa razão, transforma-se em motivos de dores e sofrimentos tão facilmente constatados no dia a dia de nossa sociedade e não atende as finalidades para as quais se destina.
O prazer legítimo decorrente da vivência do amor na vida diária do ser humano é a alegria e a felicidade de ser útil, de amar a Deus e ao próximo sem exigências descabidas e sem intenções ocultas do recebimento de contrapartidas, isto é, “fazer o bem sem olhar a quem”.
O amor é um sentimento libertador, espontâneo que se irradia e contagia os envolvidos com seu perfume natural impregnando o ambiente em que se realizam atividades de cunho ético, moral superior. Quando se diz eu amo, e se associa esse amor à necessidade que se tem do outro, estamos fazendo uso equivocado da expressão em seu sentido verdadeiro de amar, que não está vinculado a qualquer situação de dependência.
Precisamos aprender a cuidar do desenvolvimento dessa semente que trazemos como condição impostergável para o crescimento moral espiritual de cada um de nós filhos de Deus. Somos sementes que contêm a essência divina que o Pai criador nos assegurou para a construção de nossa felicidade e pureza espiritual.
Haja, pois, o que houver, amemos cada vez mais para desfrutarmos o quanto antes do nosso próprio estado de equilíbrio e paz de interior!
Referência:(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB. 112ª edição. Cap. XI, item 8.
Francisco Rebouças