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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Na ausência do amor

“Mas aquele que aborrece a seu irmão está em treva-se anda em  trevas e não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos.” – João. (1ª Epístola de João, 2:11.) 

Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acúmulo de pó. 

Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência. 

Os  companheiros que fogem  às  tarefas do  amor  são  profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam. 

Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral. 

Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão.

Chamados  à  caridade,  consideram  nos  irmãos  de  sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços.

Impelidos  a  essa  ou  àquela  manifestação  de  contentamento, recuam, desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de beleza festiva. 

Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança. 

Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando... 

Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família. 

É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela Terra, sob  o  pesado  nevoeiro  do  egoísmo  que  nos  detém  tão-somente no círculo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito para com as necessidades alheias. 

Afirmam-se  incompreendidos,  porque  não  desejam  compreender. 

Ausentes  do  amor,  ressecam  a  máquina da vida, perdendo  a visão espiritual. 

Impermeáveis ao bem, fazem-se representantes do mal. 

Se o pessimismo começa a abeirar-se de teu espírito, recolhe-te à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas. 

Aprendamos  a  viver  com  todos,  tolerando  para  que  sejamos tolerados,  ajudando  para  que  sejamos  ajudados,  e  o  amor  nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças