O Centro Espírita é sem dúvidas a sede onde se desenvolvem atividades doutrinárias e filantrópicas alicerçadas na filosofia espírita. Essa deve ser a finalidade primeira dos interesses superiores de tantos quantos unidos pelo ideal maior de servir em busca da própria elevação moral espiritual através dos estudos e trabalhos redentores na seara do bem, estiverem dispostos a vivenciar o lema estabelecido pelos Imortais na Codificação do Espiritismo que é: “Fora da caridade, não há salvação”. (1)
O Espiritismo é uma filosofia racional, e nos solicita o desenvolvimento da fé raciocinada, ou seja, aquela que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade. A sua primeira ação é de consolar, em seguida a de esclarecer. “Consola esclarecendo, esclarece consolando”. Para essas atividades, o Centro Espírita precisa se especializar na preparação de seus tarefeiros em ambos os aspectos.
No desenvolvimento intelectual indispensável para a compreensão dos deveres do verdadeiro espírita diante da Lei de amor e caridade, além de empreender ações no sentido de minimizar as dores e sofrimentos dos necessitados através do trabalho de beneficência, pois ninguém será capaz de absorver os ensinamentos cristãos de estômago vazio, com dores e passando necessidades.
O Espírito de verdade já nos ensinava: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: “Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.) (2)
Pela instrução nos capacitamos a compreender melhor os sabios ensinamentos dos Espíritos Superiores nos princípios básicos de nossa doutrina, para uma renovação de pensamentos palavras e atitudes alavancando nosso progresso moral higienizando-nos mentalmente.
“A educação mental, que resulta do esforço pelo cultivo das ideias edificantes, torna-se de alta validade no processo de uma existência saudável, geradora de futuros comportamentos orgânicos e psíquicos, que sempre produzirão bem-estar e felicidade”. (3)
Pela beneficência, colocando as mãos na massa no trabalho da caridade em favor do irmão em situação de necessidade, esclarecendo e consolando conforme a situação nos solicitar.
Em nossa pauta de objetivos referentes a presente oportunidade reencarnatória que vivenciamos, constam as realizações sociais, econômicas, artísticas, culturais, religiosas, e as demais que fazem parte do processo evolutivo do homem no mundo.
Importante esclarecer que não nos faltarão o concurso providencial dos Espíritos Superiores, pois, a obra assentada no verdadeiro “Espírito do Espiritismo” será dirigida e supervisionada pela equipe da espiritualidade responsável pela implantação do bem na Terra.
“Amai aos que não vos amam;
Fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles Que vos perseguem e caluniam.
Porque se amardes somente àqueles que vos amam Que recompensas tereis?
Os publicanos também não fazem o mesmo?
E se unicamente saudardes vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros?
Os pagãos também não fazem o mesmo?
Sede pois perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”.
Urge nos empenhemos sem desânimo e sem precipitação por conquistar o objetivo maior do verdadeiro espírita que é a sua transformação moral, enfrentando os desafios que a vida nos propõe, com boa vontade, alegria e disciplina compreendendo que as dificuldades que se apresentam em nosso dia a dia, constituem-se degraus de ascensão diante dos quais testaremos o aprendizado adquirido na conquista dos nossos objetivos essenciais de aprimoramento físico, emocional e mental, a caminho da Angelitude.
Referências:(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XV, item 5.
(2) Idem, Idem, Cap. VI, item 5.
(3) Franco, Divaldo pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro Desafios e soluções – cap. Doença e Saúde.
(4) Evangelho de Mateus, Cap. 5, v. 44-46 a 48.
(2) Idem, Idem, Cap. VI, item 5.
(3) Franco, Divaldo pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro Desafios e soluções – cap. Doença e Saúde.
(4) Evangelho de Mateus, Cap. 5, v. 44-46 a 48.
Francisco Rebouças
