O que dizer
dos dirigentes de Centros Espíritas que não valorizam o trabalho de juventude e
nem se interessam em formar grupos desse tipo, mesmo o Centro possuindo uma
frequência considerável de público jovem?
Divaldo: São
pessoas que ainda não despertaram para o sentido profundo do comportamento
doutrinário, que se acreditam insubstituíveis e que à frente de qualquer
organização, tornam-se donas da entidade. Temem a competição, porque não têm
valores de segurança. E receiam que as novas ge- rações lhes arrebatem o cetro
que, transitoriamente, está nas suas mãos. Arrebatamento esse que se dará,
porque a morte sempre vem para todos nós, fazendo-nos ceder o espaço que
ocupamos.
As pessoas
que assim postulam estão fora das tarefas mínimas do dever para com as gerações
novas. Sem estas últimas, a sociedade deixa de progredir, porque a humanidade
avança graças aos pés do presente. São os pés da infância e da juventude que
promovem o mundo do futuro. É necessário
conscientizarem-se esses companheiros que a tarefa da evangelização espírita
infanto-juvenil é mais do que um dever.
Trata-se da
construção da futura humanidade. E, desde que o Espiritismo é bom para eles,
por que não será para os homens do porvir, que já estão vivendo na criança do
presente?
Cabe àqueles que têm consciência e responsabilidade dos
objetivos doutrinários, nessas entidades, iniciarem um movimento libertador e,
se encontrarem barreiras e dificuldades, utilizando-se do direito de votar e
serem votados, eliminarem os companheiros retrógrados que dificultam a marcha
do progresso nas instituições que dirigem.
Palavras de
Luz
Divaldo P.
Franco, sob a Inspiração de Diversos Espíritos.
Francisco Rebouças
