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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Na mediunidade

Reunião pública de 12/2/60

Questão nº 226 - Parágrafo 1º

      Não é a mediunidade que te distingue.
      É aquilo que fazes dela.
      A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor.
      A produção revela o operário.
      A pena mostra a alma de quem escreve.
      O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige. 

      O lavrador tem a enxada, entretanto...
      Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem.
      Se delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.
      Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.
      O legislador guarda o poder; contudo, através dele...
      Se irresponsável, estimula a desordem.
Se desonesto, incentiva a pilhagem.
Se consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultu­ra e ao progresso.
O artista dispõe de mais amplos recursos da Inteli­gência; todavia, com eles...
Se desequilibrado, favorece a loucura.
Se corrompido, estende a viciação.
Se enobrecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude.
Urge reconhecer, no entanto, que acerca das quali­dades e possibilidades do lavrador, do legislador e do ar­tista, na concessão do mandato que lhes é confiado, ape­nas à Lei Divina realmente cabe julgar.
Todos nós, porém, de imediato, conseguimos classifi­car-lhes a influência pelos males ou bens que espalhem.

      Assim também na mediunidade.
Seja qual for o talento que te enriquece, busca pri­meiro o bem, na convicção de que o bem, a favor do pró­ximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer.
Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desa­justado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te envolve, ajudando e educando, ampa­rando e servindo, no auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio ca­minho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti.

Livro: Seara dos Médiuns
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças