Reunião
pública de 12/2/60
Questão nº 226 - Parágrafo 1º
Não é a mediunidade que te distingue.
É aquilo que fazes dela.
A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor.
A produção revela o operário.
A pena mostra a alma de quem escreve.
O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.
O lavrador tem a enxada, entretanto...
Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem.
Se delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.
Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.
O legislador guarda o poder; contudo, através dele...
Se irresponsável, estimula a desordem.
Se
desonesto, incentiva a pilhagem.
Se
consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultura e ao progresso.
O artista
dispõe de mais amplos recursos da Inteligência; todavia, com eles...
Se
desequilibrado, favorece a loucura.
Se
corrompido, estende a viciação.
Se
enobrecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude.
Urge
reconhecer, no entanto, que acerca das qualidades e possibilidades do
lavrador, do legislador e do artista, na concessão do mandato que lhes é
confiado, apenas à Lei Divina realmente cabe julgar.
Todos
nós, porém, de imediato, conseguimos classificar-lhes a influência pelos males
ou bens que espalhem.
Assim também
na mediunidade.
Seja qual
for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção de que o
bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer.
Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e
desajustado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te
envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no auxilio aos
semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio caminho,
como bênção de Deus a brilhar sobre ti.
Livro: Seara dos Médiuns
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças