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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

No culto à prece

“E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam re- unidos e todos ficaram cheios de Espírito Santo.” – (A- tos, 4:31.) 

Todos lançamos em torno de nós forças criativas ou destruti- vas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos. 

A árvore alcança-nos com a matéria sutil das próprias emanações.

A aranha respira no centro das próprias teias. 

A abelha pode viajar intensivamente, mais não descansa a não ser nos compartimentos da própria colméia. 

Assim também o homem vive no seio das criações mentais a que dá origem. Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese. 

Como pensas, viverás. Nossa vida íntima – nosso lugar. 

A fim de que não perturbemos as leis do Universo, a Natureza somente nos concede as bênçãos da vida de conformidade com as nossas concepções. 

Recolhe-te e enxergarás o limite de tudo o que te cerca. Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe. 

Para que nos elevemos, com todos os elementos de nossa órbita, não conhecemos outro recurso além da oração, que pede luz, amor e verdade. 

A prece, traduzindo aspiração ardente de subida espiritual, através do conhecimento e da virtude, é a força que ilumina o ideal e santifica o trabalho. 

Narram os Atos que, havendo os apóstolos orado, tremeu o lugar em que se encontravam e ficaram cheios do Espírito Santo: iluminou-se-lhes o anseio de fraternidade, engrandeceram-se- lhes as mentes congregadas em propósitos superiores e a energia santificadora felicitou-lhes o espírito. 

Não olvides, pois, que o culto à prece é marcha decisiva. 

A oração renovar-te-á para a obra do Senhor, dia a dia, sem que tu mesmo possas perceber. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças