Emmanuel
Se a ideia do
suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no infortúnio de
alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria
imortalidade, está claramente incapaz de morrer.
Na hipótese de
haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno,
recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias
forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as
consequências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma
dos chamados complexos de culpa.
Entendendo-se que a
morte do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que a pessoa
ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na
condição de vítima de si mesmo.
Não nos é lícito
esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da
Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o
socorro possível.
Entretanto,
benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de
recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.
Ponderando quanto
ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do
caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e
amparar-te nos momentos difíceis.
Observa que não
existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos
preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente
ou do passado, em nos referindo às existências anteriores.
Cientes de que não
existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em
que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar
par a retaguarda, de modo a verificar quantas criaturas existem
carregando fardos de tribulações muito maiores e mais constrangedores do
que os nossos.
O melhor meio de
nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos
no trabalho que a vida nos confia, porque o trabalho, invariavelmente
dissolve quaisquer sombras que nos envolva a mente.
E, por fim, consideremos, nas piores situações
em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem,
embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e
melhoria, nos sustentará também hoje.
Do livro: Amigo -
Psicografia: Francisco Cândido Xavier. - Pelo espírito: Emmanuel.
Francisco Rebouças