Augusto dos Anjos
Não te engane o pavor do campo escuro,
-Gênios da morte entoando horrendas árias,
Urnas de pedra e lousas solitárias,
Cheias de vocação para o monturo...
Somente esbarras no sinistro muro,
Onde os corpos dos cresos e dos parias,
Em desagregações igualitárias,
Colhem transformações para o futuro.
Além do vaso informe e descomposto,
Em que toda vaidade paga imposto
Desfazendo-se, inerme, fibra a fibra.
Eis que a Eterna Verdade se descerra:
-A vida continua além da Terra,
O espírito liberto canta e vibra...
Livro: Veredas de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças