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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O justo remédio

“Quanto,  porém,  à  caridade  fraternal,  não  necessitais que  vos  escreva,  porque  já  vós  mesmos  estais  instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros.” – Paulo.  (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 4:9.)

Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de consultas partidas de almas ansiosas, que imploram socorro e solução para diversos problemas.

Aqui,  é  um  pai  que  não  compreende  e  confia-se  a  sistemas cruéis de educação.

Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.

Acolá,  é  um  amigo  fascinado  pelas  aparências  do  mundo  e que abandona os compromissos com o ideal superior.

Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.

Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.

Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.

Contudo,  o  remédio  para  a  extinção  desses  velhos  enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos  ensinamentos da Boa Nova.

A caridade fraternal é a chave de todas as portas para a boa compreensão.

O  discípulo  do  Evangelho  é  alguém  que  foi  admitido  à presença do Divino Mestre para servir.

A  recompensa  de  semelhante  trabalhador,  efetivamente,  não pode ser aguardada no imediatismo da Terra.

Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?

Como  arrancar  a  obra-prima  do  mármore  com  o  primeiro golpe do cinzel?

Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a colheita na Eternidade.

Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço.

Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...

Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.

Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece, sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças