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sábado, 17 de setembro de 2016

Após Jesus

“E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas,  para  que  a  levasse  após  Jesus.”    (Lucas, 23:26.)

A multidão que rodeava o Mestre, no dia supremo, era enorme.
Achavam-se  ali  os  gozadores  impenitentes  do  mundo,  os campeões da usura, os ridicularizadores, os ignorantes, os espíritos fracos que reconheciam a superioridade do Cristo e temiam anunciar as próprias convicções, os amigos vacilantes do Evangelho, as testemunhas acovardadas, os beneficiados  pelo Divino Médico, que se ocultavam, medrosos, com receio de sacrifícios.
Mas um estrangeiro, instado pelo povo, aceitou  o  madeiro, embora constrangidamente, e seguiu carregando-o, após Jesus.
A lição, entretanto, seria legada aos séculos do futuro...
O mundo ainda é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados matizes, mas se te aproximas  do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz sobre o coração.
Daí em diante, serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros  te  observarão  o  cansaço  e  a  angústia  e,  não obstante a tua condição de servidor, com os mesmos  problemas dos  outros,  exigir-te-ão  espetáculos  de  humildade  e resistência, heroísmo e lealdade ao bem.
Sofre e trabalha, de olhos voltados para a Divina Luz.
Do  Alto  descerão  para  o  teu  Espírito  as  torrentes  invisíveis das fontes celestes, e vencerás valorosamente.
Por enquanto, a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis. Se não tens contigo as marcas do testemunho pela responsabilidade,  pelo  trabalho,  pelo  sacrifício  ou  pelo  aprimoramento íntimo,  é  possível  que  ames  profundamente  o  Mestre, mas  é quase  certo  que  ainda  não  te  colocaste,  junto  dele, na  jornada redentora.

Abençoemos,  pois,  a  nossa  cruz  e  sigamo-lo,  destemerosos, buscando a vitória do amor e a ressurreição eterna.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças