Solidarity Spiritist Societ

domingo, 14 de agosto de 2016

PÁGINA AOS PAIS

Por maiores sejam os compromissos  que  te  prendam  a obrigações  dilatadas, na esfera dos negócios ou na vida social, consagrarás à família as atenções necessárias.

Lembrar-te-ás de que o lar é tão somente  o  refúgio  que  o arquiteto  te  planeou, baseando estudos e cálculos nos recursos do solo.

Encontrarás nele o templo de corações  em  que  as  Leis  de  Deus te  situam transitoriamente  o  Espírito,  a  fim  de  que  aprendas  as ciências  da  alma  no  intervalo doméstico.

“Honrarás teu pai  e tua  mãe...”  proclama  a  Escritura  e  daí  se subentende  que precisamos também dignificar nossos filhos.

Ainda  mesmo  se  eles,  depois  de  adultos,  não  nos  puderem compreender,  nada impede venhamos a entendê-los e auxiliá-los, tanto quanto nos seja possível, sem que por  isso  necessitemos coartar  os  planos  superiores  de  serviço  que  nos  alimentou  o coração.

Reconhecendo o débito irresgatável para  com  teus  pais,  os benfeitores  que  te entreteceram no mundo a felicidade do berço, darás aos teus filhos, com a luz do exemplo no dever cumprido, a devida oportunidade para a troca de impressões e de experiências.

Se ainda não consegues ofertar-lhes o culto do Evangelho em casa, asserenando-lhes  as  perguntas  e  ansiedades,  com os ensinamentos  do  Cristo,  não  te  esqueças do encontro sistemático em  família,  pelo  menos  semanalmente,  a  fim  de  atender-lhes as necessidades da alma.

Detém-te  a  registrar-lhes  as  indagações  infanto-juvenis,  louva-lhes  os  projetos edificantes e estimula-lhes o ânimo à prática do bem.

Não abandones teus filhos à onda perigosa das paixões insofreadas, sob o pretexto de garantir-lhes personalidade e emancipação.

Ajuda-os e habilita-os espiritualmente para a vida de hoje e de amanhã.

Sobretudo, não adies o momento de falar-lhes e ouvi-los, pois a hora da tormenta de provações na viagem da Terra, se abate, mais dia menos dia, sobre a fonte de cada um, por teste de resistência moral, na  obra de  melhoria,  resgate  e  aprimoramento  que nos achamos empenhados.

Persevera no aviso e na instrução, no carinho e na advertência, enquanto o ensejo te favorece, porquanto muito dificilmente conseguimos escutar-nos uns aos outros por ocasião de tumulto ou tempestade,  e  ainda  porque  ensinar  equilíbrio,  quando  o desequilíbrio  já  se  instalou,  significa, na  maioria  das  vezes, trabalho fora  de tempo  ou auxílio tarde demais.

Emmanuel 

Livro: Família
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças