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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Desculpa sempre

“Se  perdoardes  aos  homens  as  suas  ofensas,  também vosso  Pai  Celestial  vos  perdoará.”  –  Jesus.  (Mateus, 6:14.) 

Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na reprovação. 

Condenar é cristalizar as trevas, opondo barreiras  ao serviço da luz. 

Procura nas vítimas da maldade algum bem com que possas soerguê-las,  assim  como  a  vida  opera  o  milagre  do reverdecimento nas árvores aparentemente mortas. 

Antes de tudo, lembra quão difícil é julgar as decisões de criaturas em experiências que divergem da nossa! 

Como refletir, apropriando-nos da consciência alheia, e como sentir a realidade, usando um coração que não nos pertence? 

Se o mundo, hoje, grita alarmado, em derredor de teus passos, faze silêncio e espera... 

A observação justa é impraticável quando a neblina  nos cerca. 

Amanhã, quando o equilíbrio for restaurado, conseguirás suficiente clareza para que a sombra te não altere o entendimento. 

Além disso, nos problemas de crítica, não te suponhas isento dela. 

Através  da  nociva  complacência  para  contigo  mesmo, não percebes  quantas  vezes  te  mostras  menos  simpático  aos semelhantes! 

Se  há  quem  nos  ame  as  qualidades  louváveis,  há  quem nos destaque as cicatrizes e os defeitos. 

Se há quem ajude, exaltando-nos o porvir luminoso, há quem nos perturbe, constrangendo-nos à revisão do passado escuro. 

Usa, pois, a bondade, e desculpa incessantemente. 

Ensina-nos a Boa Nova que o Amor cobre a multidão dos pecados. 

Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da libertação de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças