Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Atendamos ao bem

“Em  verdade  vos  digo  que  quantas  vezes  o  fizestes  a um  destes  meus  irmãos  mais  pequeninos,  a  mim  o  fizestes.” – Jesus. (Mateus, 25:40.)
Não só pelas palavras, que podem simbolizar folhas  brilhantes sobre um tronco estéril.
Não só pelo ato de crer, que, por vezes, não passa  de êxtase inoperante.
Não  só  pelos  títulos,  que,  em  muitas  ocasiões,  constituem possibilidades de acesso aos abusos.
Não  só  pelas  afirmações  de  fé,  porque,  em  muitos  casos,  as frases sonoras são gritos da alma vazia.
Não nos esqueçamos do “fazer”.
A ligação com o Cristo, a comunhão com a Divina Luz, não dependem do modo de interpretar as revelações do Céu.
Em todas as circunstâncias do seu apostolado de amor, Jesus procurou  buscar  a  atenção  das  criaturas,  não  para  a forma  do pensamento religioso, mas para a bondade humana.
A Boa Nova não prometia a paz da vida superior aos que calejassem  os  joelhos  nas  penitências  incompreensíveis, aos que especulassem  sobre  a  natureza  de  Deus,  que  discutissem as coisas do Céu por antecipação, ou que simplesmente  pregassem as verdades eternas, mas exaltou a posição sublime  de todos os que disseminassem o amor, em nome do Todo-Misericordioso.
Jesus não se comprometeu com os que combatessem, em seu nome, com os que humilhassem os outros, a pretexto  de glorificá-lo, ou com  os  que  lhe  oferecessem  culto  espetacular,  em templos de ouro e pedra, mas sim afirmou que o menor gesto de bondade, dispensado em seu nome, será sempre considerado, no Alto, como oferenda de amor endereçada a ele próprio.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças